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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 10 de abril de 2015
A química da paixão
Eu sei que estou em grande falta com todos vocês e lamento o tão pouco tempo que consigo dispor para a troca de informações e conversas "ao pé do ouvido", que julgo importantes e pertinentes.
Hoje para reiniciar essa fase de aproximação, nada melhor que falarmos sobre os sentimentos e a respectiva bioquímica...
É comum no consultório, lidarmos com situações "limites", não apenas traumáticas, mas sobretudo intensas, quer pelo impacto negativo, ou mesmo positivo de alguns sentimentos avassaladores, que são capazes de "desorganizar" todo um sistema adaptativo.
Quem não conhece aquele símbolo da paixão que traz a flecha do cupido atravessando o coração? É uma figura de linguagem popular e antiga, com raízes na mitologia greco-romana. Na imagem, o alvo do deus alado é o coração, provavelmente por causa da aceleração cardíaca e do fogo no peito que sentimos quando cruzamos com quem julgamos ser a nossa tão almejada cara-metade. A flecha no entanto atinge é a cabeça e não o coração! Suspiros, suores, olhares perdidos e todas as sensações comuns àqueles que estão encantados com alguém, nascem no cérebro e são resultado de uma combinação de componentes que se somam a fatores culturais e genéticos capazes de levar suas vítimas às nuvens ou ao inferno.
Havendo interesse por outra pessoa, a química rola com substâncias que provocam sintomas intensos e avassaladores em todo o corpo. Os mais evidentes são o aumento da pressão arterial, da freqüência respiratória e dos batimentos cardíacos, a dilatação das pupilas, os tremores e o rubor, além de falta de apetite, concentração, memória e sono. Tudo provocado por alterações em regiões específicas já identificadas pela ciência com a ajuda de ressonância magnética funcional e outras tecnologias.
Vamos entender quem são as responsáveis por essas alterações!
Uma das responsáveis pelas descargas de emoções para o coração e as artérias é a dopamina, um neurotransmissor da alegria e da felicidade liberado no organismo para potencializar a sensação de que o amor é lindo. Ficamos agitados, corajosos e dispostos a realizar novas tarefas, apesar de dormirmos e comermos mal. “O mecanismo cerebral é idêntico ao de se viciar em cocaína”, diz o neurocientista Renato Sabbatini, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Campinas. O barato é tão forte que o apaixonado pede a Deus – ou aos astros ou a quem quer que seja – que dure para sempre. No livro Por que nos Apaixonamos (Ediouro, 2005), a neurocientista francesa Lucy Vincent afirma que a dependência que o enamorado tem de seu eleito leva a uma espécie de síndrome de abstinência quando eles se distanciam.
Em pesquisas recentes, estruturas do cérebro chamadas núcleo caudado, área tegmentar ventral e córtex prefrontal se mostraram mais ativadas em pessoas apaixonadas. São zonas ricas justamente em dopamina e endorfina, um neurotransmissor com efeito semelhante ao da morfina. Juntos, esses agentes estimulam os circuitos de recompensa, os mesmos que nos proporcionam prazer em comer quando sentimos fome e em beber quando temos sede. Estar em contato com a alma gêmea, mesmo que por telefone ou e-mail, resultará na liberação de mais endorfina e dopamina, ou seja, de mais e mais prazer.
A feniletilamina, parecida com a anfetamina, é outra molécula natural associada a essa avalanche de transformações, assim como a noradrenalina, que contribui com a memória para novos estímulos. Por isso os apaixonados costumam se lembrar da roupa, da voz e de atos triviais de seus amados. Hormônios como a oxitocina e vasopressina, responsáveis pela formação dos laços afetivos mais duradouros e intensos, como o da mãe com o filho, também tendem a aumentar nas fases mais agudas, preparando o terreno para um relacionamento estável.
Novos elementos
Apesar de a ciência já ter mapeado os principais elementos envolvidos no mecanismo da paixão, novos agentes continuam surpreendendo. Em novembro de 2005, a publicação científica americana Psychoneuroendocrinology divulgou um trabalho da Universidade de Pavia, Itália, mostrando que euforia, dependência e outros sintomas estão ligados a proteínas do cérebro. Nos primeiros meses da relação, o componente identificado como NGF – o mesmo que provoca suor nas mãos, entre outras alterações – aparece no sangue em níveis elevados. Os cientistas da equipe analisaram o comportamento da substância em 58 homens e mulheres entre 18 e 31 anos no auge do envolvimento e compararam com um estudo feito com solteiros e indivíduos com relacionamentos de longo prazo, já observando mudanças. Entre 12 e 24 meses depois, avaliaram 39 pessoas que ainda estavam com o mesmo parceiro e viram que os níveis da proteína tinham se normalizado.
Enquanto a maioria das substâncias químicas apresenta níveis mais elevados no auge da paixão, a serotonina, que tem efeito calmante e nos ajuda a lutar contra o estresse, diminui em cerca de 40%. O índice foi observado no estudo da italiana Donatella Marazziti, da Universidade de Pisa. Chamou atenção da pesquisadora o fato de o percentual ser próximo ao da falta desse mesmo neurotransmissor naqueles que sofrem de transtorno obsessivo compulsivo. Para Donatella, isso explicaria o pensamento incontrolável, algumas atitudes insanas, quase psicóticas, e a fixação numa única pessoa na fase aguda. A diferença é que, quando se trata de paixão, essa loucura se resolve em poucas semanas, no máximo alguns meses, com as taxas voltando ao normal, o organismo se acalmando e o amor – estágio seguinte e sem efeitos colaterais severos, inclusive por atuar numa zona diferente do cérebro – tomando conta da pessoa. Outra razão para a queda da serotonina é a produção de mais hormônios sexuais, que facilitam a aproximação e a formação de pares estáveis, uma missão gravada em nossos genes.
O prazo de validade do efeito paixão varia de pesquisa para pesquisa. Sabbatini observa que o fundamental é a paixão passar naturalmente, o que acontece em alguns meses, com o cérebro descarregando menos dopamina e reduzindo as endorfinas. “No auge, as alterações químicas são tão intensas e tão estressantes que, se durarem tempo demais, o organismo entra em colapso”, diz.
Diferenças de gênero
Agora responda rápido: quem é mais fraco para a paixão? A mulher ou o homem? Se você pensa que elas é que se apaixonam mais à primeira vista, não entende nada de mulheres. São os machões que tendem a se deixar levar primeiro pela química. Por outro lado, o encantamento deles costuma ser mais fulminante, podendo durar algumas horas apenas. “Mulheres são mais cautelosas, dependem de romantismo, e a sua paixão é mais baseada no psicológico. Só que, quando se instala nelas, normalmente demora mais tempo para passar”, afirma Sabbatini. As diferenças não param por aí. Fisiologicamente, a testosterona faz os dois sexos entrarem numa espécie de meio-termo na fase inicial do flerte. “Apesar de ser o hormônio sexual típico do homem, ele está presente nos dois organismos, porém em menor quantidade no feminino. Quando ocorre a paixão, a substância aumenta e a mulher sente mais libido sexual. Nos homens, a testosterona cai, deixando-o menos agressivo”, explica.
E o que será que a nossa suposta alma gêmea tem que as outras pessoas ao nosso redor não têm? Uma das teorias mais alardeadas é a de que sempre buscamos feromônios compatíveis. Sinais bioquímicos de disponibilidade sexual, os feromônios são substâncias naturais e inodoras exaladas continuamente pelos animais através de poros, saliva, urina e outros canais. Em borboletas, lobos e macacos, por exemplo, a eficácia desses sinalizadores sexuais é evidente, já que a atração dos parceiros entra pelo nariz. Na espécie humana, há inúmeras teorias que afirmam que os feromônios são essenciais para provocar as primeiras trocas de olhares. Ainda assim, há quem dê mais crédito para a atração física e às boas lembranças de momentos vividos juntos. “Aparentemente, o homem é mais visual”, diz o psiquiatra Teng Chei Tung, do Hospital das Clínicas de São Paulo, especializado em ansiedade e depressão. Ele chama atenção para o fato de os principais testes com humanos usarem a fotografia do ser amado para monitorar as ativações cerebrais. “Provavelmente, num primeiro momento, o indivíduo se decide pela imagem do alvo, buscando atributos físicos que denotem um bom reprodutor – ou reprodutora –, de acordo com os seus padrões. Só que para se chegar à paixão é preciso algo mais, como uma experiência de convívio, de mais motivações que ativem as áreas de gratificação”, diz o psiquiatra.
Paixão ou amor?
Resistir à paixão não é tarefa fácil, pois ela não avisa quando vai se instalar. Pode desembarcar no cérebro a qualquer momento a partir da adolescência. Como também é algo regulado por hormônios sexuais e as mulheres entram na menopausa por volta dos 50 anos, os homens mantêm a capacidade de se apaixonar por mais tempo. Apesar de atuarem em zonas distintas do cérebro, a fronteira entre paixão e amor não está bem definida. Para estudar as diferenças dessas fases – e da atração sexual, que é uma terceira emoção e que também ocorre em outra área cerebral –, a antropóloga americana Helen Fisher, da Universidade de Rutgers, de Nova Jersey, montou um quadro com ajuda de neurobiólogos. É a ordem para ir à caça, com ação intensa de testosteronA primeira etapa para a formação de um casal é a busca pela gratificação sexual urgente.a. A paixão é a atração por uma pessoa em particular, a tal explosão química, irrigada por dopamina, endorfinas e outros componentes. Se correspondida, deve durar o tempo necessário para se conhecer e se decidir se dá para seguir em frente. Quando o fogo baixa, o relacionamento pode continuar, mas o que conta é companheirismo, apego e vontade de dividir o ninho, procriar e cuidar da prole.
A fogueira da euforia, entretanto, pode ficar sem lenha e nem evoluir para a terceira etapa. “Há gente viciada no mecanismo da paixão, que busca um novo objeto de desejo toda vez que os sintomas passam”, diz Sabbatini. “Nas pessoas, quando isso é muito freqüente, pode haver alguma alteração de personalidade, como bipolaridade”, complementa Teng. E tem a turma que nem chega a se apaixonar. “Alguns conseguem bloquear o processo ativando áreas mais racionais do cérebro”, afirma o psiquiatra. “Normalmente, acontece com quem é inseguro ou ansioso. É quando o medo vence nas decisões. Para não correr riscos, racionaliza a situação e bloqueia.”
Ninguém nega que sentir as borboletas no estômago no início da paixão é uma coisa gostosa. O problema é quando a química toda demora a passar e seus efeitos prejudicam o cotidiano e estressam demais o organismo. Pior ainda é se o eleito não corresponde ao apaixonado, que se deprime e se angustia. O que fazer, nesse caso? Existem drogas, normalmente usadas em tratamentos cardíacos, que podem inibir ou pelo menos reduzir sofrimentos provocados pela paixão. Os efeitos desses medicamentos, porém, são passageiros.
Assim sendo, a psicoterapia pode ser um caminho adicional no que diz respeito ao controle de alguns sintomas provocados pelo sistema nervoso simpático (taquicardia, tremores, sudorese, dificuldade de concentração, etc.) através de exercícios específicos e também maior compreensão dos aspetos inerentes ao processo, suas implicações e capacidade de decisão, superação de obstáculos ou mudanças de paradigmas.
Extraído do site: http://super.abril.com.br/cotidiano/quimica-paixao-446309.shtml
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
terça-feira, 29 de julho de 2014
domingo, 11 de maio de 2014
TRÁFICO DE SERES HUMANOS - A ESCRAVIDÃO DO SÉCULO XXI
Na primeira década do século XXI (2001 a 2010)
ocorreram muitas descobertas científicas, a Revista Science fez uma seleção das
dez mais marcantes, confesso que fiquei surpresa ao saber que avanços na área
da “cosmologia” permitiu criar uma sólida teoria que prevê que o universo é
composto de apenas 4,56% de matéria comum, 22,7% de matéria escura e 72,8% de energia
escura, ou ainda que nove em cada 10
células do corpo são constituídas por micróbios, só no sistema digestivo mais
de mil espécies possuem 100 vezes mais ADN do que nosso próprio corpo!
Mas porque comecei a minha explanação acerca do tráfico de seres humanos com isso?
Partimos do pressuposto que detemos conhecimento; somos todos conhecedores
daquilo que desconhecemos e desconhecemos porque não somos suficientemente
humildes para conhecer ou re-conhecer.
Para muitas pessoas, o Tráfico de Seres Humanos é apenas uma
“lenda urbana”, mais um “tema” para as novelas, algo fictício, difícil de
acreditar. Estamos em pleno século XXI! Os Direitos Humanos essenciais devem
ser respeitados! Aos menos na União Europeia, já que ainda não o são na América
do Sul, África e Ásia, onde centenas de milhares de pessoas, sobretudo mulheres
e crianças, são vítimas de todo o tipo de exploração.
Estamos na era do homem moderno, que com um ipod deixou de ter o mundo aos seus pés, para o ter nas suas mãos. Uma
sociedade mercantilista, que trata as pessoas como “coisas” e que portanto “coisificam” sentimentos e
ações. Cada qual olha por si e não mede esforços para atingir os fins, uma
sociedade em colapso, estrangulada por Leis que se sobrepõe, que não se fazem
cumprir, por processos que se avolumam, atropelam e interpelam. Uma sociedade
doente, sem valor, sem moral, escrúpulos ou ética.
Sinto-me exausta, exausta de palavras vazias, perdidas, exausta de
ações que param na metade do caminho, porque o caminho é longo, tortuoso e difícil. Estamos na era do “não te metas”, “não fales”, “não dê a conhecer o
que pensas”… Mas não foi para ter este direito salvaguardado que lutamos
séculos a fio?
Não percebo a dialética, sem a cinética, ou a cibernética, percebo
de pessoas de carne e osso, com sangue e vísceras, com hormonas e feromonas…
Percebo de indivíduos com passado, presente e sem perspetiva de futuro, percebo
de pessoas que buscam ávidas por alguém que as estenda a mão, simplesmente
porque precisam que reconheçam e validem o seu sofrimento, acreditem na sua
história, na sua trajetória e nas palavras não ditas, no olhar vago, vazio… "Atrás de uma narrativa pode haver outra história" (OTSH). Percebo de gente humilde, analfabeta e letrada, gente que tem a vida do avesso
e mesmo assim nunca desistem de lutar, ultrapassar as adversidades da vida, as
tempestades e terremotos, gente que cai e levanta, mesmo sabendo que
vai novamente cair e se possível for vão novamente levantar, porque a vida é
feita de caminhos, escolhas, “não escolhas”, pessoas boas e más, pessoas a quem
a vida tudo dá e pessoas a quem a vida tira tudo, mesmo aquilo que nunca tiveram!
Sim, estou exausta das pessoas que só tem corpo e cujas ações não
condizem com as palavras, cuja voz “empoderada” nada fala e cujo poder nada
serve, a não ser a si próprios. O Tráfico de Seres Humanos é uma violação fundamental dos direitos
humanos, é um fenômeno cujo foco é a
exploração em condições de trabalho e vida degradantes, semelhantes à
escravatura!
Em
2000, surge o Protocolo da ONU para Prevenir, Suprimir e Punir o Tráfico de Pessoas que define “Tráfico de Pessoas”
como o “recrutamento, transporte, transferência, alojamento ou acolhimento de
pessoas, por meio de ameaça ou uso de força, rapto, coação, fraude, engano,
abuso de poder ou de uma posição de vulnerabilidade da vítima em relação ao
explorador, ou à entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o
consentimento de uma pessoa, que tenha controlo sobre outra pessoa, para fins
de exploração”.
“Embora os números sejam muito contraditórios,
estima-se que cerca de 12 milhões de pessoas no mundo sejam reféns deste
flagelo social, mais de 800 mil somente na União Europeia. Entretanto os dados
conhecidos são muito inferiores aos reais, ou pouco consistentes, uma vez que
estão baseados em métodos e números estimativos” (Dra. Maria Grazia
Giammarinaro – Juíza Tribunal de Roma - Itália).
Novos aspetos do
Tráfico Humano nos colocam diante de muitos desafios para os quais a Legislação
ainda não prevê as devidas respostas, apesar das novas Diretivas do Parlamento
e Conselho Europeu.
É um fenómeno em
constante crescimento, que se reproduz nos mais diversos locais, seja através
do Tráfico para Exploração Laboral (agricultura, comércio, construção civil,
indústria, pesca, turismo, trabalhos domésticos e todos os serviços que podem ser subcontratados, através de
intermediários), Exploração Sexual (indústria do sexo e prostituição),
Tráfico para Venda de Mulheres e Crianças, Tráfico para Mendicidade, Extração
de Órgãos, etc.
Os meios
utilizados para o efeito vão desde a burla, coação, ameaças, subjugação
psicológica, aprisionamento, etc. Os
traficantes fazem crer que a situação em que o subjugado se encontra é afinal a
sua melhor opção.
Dada a sua
complexidade, Interdisciplinaridade, Intersecionalidade e Internacionalização,
torna-se cada vez mais difícil detetar e intervir de forma célere e eficaz. É fundamental dar visibilidade a este
fenômeno, ou seja alterar a perceção que a sociedade, a polícia, os técnicos e
a própria vítima têm acerca da situação, bem como fundamentar as práticas
preventivas e punitivas, além da otimização dos recursos disponíveis no sentido
de melhorar a proteção aos seres humanos em situação de maior vulnerabilidade.
Trata-se pois de um fenômeno de grandes dimensões, transversal a todos os
Cidadãos, que movimenta milhões de euros.
Outro aspeto que
chama a atenção é sobretudo a tolerância das pessoas circundantes e da própria
vítima acerca deste tipo de exploração, sobretudo laboral, ainda mais numa
altura de forte recessão económica e importantes “cortes” nas Contribuições
Sociais.
Diversos fatores
contribuem para a disseminação do Tráfico de Seres Humanos, sejam
socioeconómicos e políticos, tanto
individuais como estruturantes, já que os motivos que levam as pessoas a serem
gravemente exploradas são diversos e complexos.
Num esforço para encontrar os motivos pelos quais
as pessoas se tornam vítimas de tráfico, os grandes fenómenos globais, como a
globalização, a pobreza, a imigração ilegal, a falta de acesso à educação, as
desigualdades socioeconómicas das mulheres e a falta de oportunidades de
emprego, têm sido implicados como causas estruturantes do Tráfico de Seres
Humanos.
A questão da migração, a considerável diminuição
das oportunidades de imigração legal, a disparidade económica entre as diversas
regiões do mundo, contribui para a existência de um grande número de potenciais
trabalhadores. Os desfasamentos entre as políticas de imigração e as realidades
do mercado servem para tornar uma grande parte da migração transfronteiriça “ilegal”,
aumentando a situação de vulnerabilidade dos potenciais trabalhadores imigrantes.
Esta situação é ainda mais agravada, pois a ilegalidade acarreta consigo a
falta de reconhecimento dos direitos destes povos nos seus pontos de destino.
Além de
vulnerabilidades estruturais, alguns especialistas e organizações têm apontado
anteriores abusos físicos, sexuais e emocionais, por exemplo em cenários de
conflito bélico, ou por parte de familiares ou conjugues como uma
vulnerabilidade adicional para a ocorrência de exploração sexual na
prostituição ou em outras situações de trabalho.
A maior parte dos casos de tráfico é nacional ou
regional, mas também há muitos casos de tráfico de longa distância. A Europa é
por norma o destino final das vítimas, provenientes de diversos locais,
traficadas sobretudo da Ásia. O Continente Americano (Norte e Sul) é importante
tanto como destino de origem, como de destino das vítimas de tráfico.
O tráfico humano afeta todos os países do mundo,
enquanto países de origem, de trânsito ou de destino, ou mesmo como uma
combinação de todas estas vertentes. O tráfico ocorre, muitas vezes em países
pouco desenvolvidos, onde as pessoas se tornam vulneráveis ao tráfico em
virtude da pobreza, de situação de pós-conflito ou de outras condicionantes. A
luta contra a discriminação nos países de origem e a conscientização da
magnitude do problema, que abarca também a sociedade nos países de destino,
torna-se fundamental para reforçar a resposta social circundante, a ajuda,
apoio, suporte, qualificação jurídica, legal, assim como alterações nas
políticas de trabalho, apoio jurídico, identificação das vítimas e suporte
antes, durante e depois do Processo Criminal.
Ana Saladrigas
Acerca do Colóquio Internacional do Tráfico de Seres Humanos / Coimbra Abril 2014
Na primeira década do século XXI (2001 a 2010) ocorreram muitas descobertas científicas, a Revista Science fez uma seleção das dez mais marcantes, confesso que fiquei surpresa ao saber que avanços na área da “cosmologia” permitiu criar uma sólida teoria que prevê que o universo é composto de apenas 4,56% de matéria comum, 22,7% de matéria escura e 72,8% de energia escura, ou ainda que nove em cada 10 células do corpo são constituídas por micróbios, só no sistema digestivo mais de mil espécies possuem 100 vezes mais ADN do que nosso próprio corpo!
Mas porque comecei a minha explanação acerca do tráfico de seres humanos com isso?
Partimos do pressuposto que detemos conhecimento; somos todos conhecedores
daquilo que desconhecemos e desconhecemos porque não somos suficientemente
humildes para conhecer ou re-conhecer.
Para muitas pessoas, o Tráfico de Seres Humanos é apenas uma
“lenda urbana”, mais um “tema” para as novelas, algo fictício, difícil de
acreditar. Estamos em pleno século XXI! Os Direitos Humanos essenciais devem
ser respeitados! Aos menos na União Europeia, já que ainda não o são na América
do Sul, África e Ásia, onde centenas de milhares de pessoas, sobretudo mulheres
e crianças, são vítimas de todo o tipo de exploração.
Estamos na era do homem moderno, que com um ipod deixou de ter o mundo aos seus pés, para o ter nas suas mãos. Uma
sociedade mercantilista, que trata as pessoas como “coisas” e que portanto “coisificam” sentimentos e
ações. Cada qual olha por si e não mede esforços para atingir os fins, uma
sociedade em colapso, estrangulada por Leis que se sobrepõe, que não se fazem
cumprir, por processos que se avolumam, atropelam e interpelam. Uma sociedade
doente, sem valor, sem moral, escrúpulos ou ética.
Sinto-me exausta, exausta de palavras vazias, perdidas, exausta de
ações que param na metade do caminho, porque o caminho é longo, tortuoso e difícil. Estamos na era do “não te metas”, “não fales”, “não dê a conhecer o
que pensas”… Mas não foi para ter este direito salvaguardado que lutamos
séculos a fio?
Não percebo a dialética, sem a cinética, ou a cibernética, percebo
de pessoas de carne e osso, com sangue e vísceras, com hormonas e feromonas…
Percebo de indivíduos com passado, presente e sem perspetiva de futuro, percebo
de pessoas que buscam ávidas por alguém que as estenda a mão, simplesmente
porque precisam que reconheçam e validem o seu sofrimento, acreditem na sua
história, na sua trajetória e nas palavras não ditas, no olhar vago, vazio… "Atrás de uma narrativa pode haver outra história" (OTSH). Percebo de gente humilde, analfabeta e letrada, gente que tem a vida do avesso
e mesmo assim nunca desistem de lutar, ultrapassar as adversidades da vida, as
tempestades e terremotos, gente que cai e levanta, mesmo sabendo que
vai novamente cair e se possível for vão novamente levantar, porque a vida é
feita de caminhos, escolhas, “não escolhas”, pessoas boas e más, pessoas a quem
a vida tudo dá e pessoas a quem a vida tira tudo, mesmo aquilo que nunca tiveram!
Sim, estou exausta das pessoas que só tem corpo e cujas ações não
condizem com as palavras, cuja voz “empoderada” nada fala e cujo poder nada
serve, a não ser a si próprios. O Tráfico de Seres Humanos é uma violação fundamental dos direitos
humanos, é um fenômeno cujo foco é a
exploração em condições de trabalho e vida degradantes, semelhantes à
escravatura!
Em
2000, surge o Protocolo da ONU para Prevenir, Suprimir e Punir o Tráfico de Pessoas que define “Tráfico de Pessoas”
como o “recrutamento, transporte, transferência, alojamento ou acolhimento de
pessoas, por meio de ameaça ou uso de força, rapto, coação, fraude, engano,
abuso de poder ou de uma posição de vulnerabilidade da vítima em relação ao
explorador, ou à entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o
consentimento de uma pessoa, que tenha controlo sobre outra pessoa, para fins
de exploração”.
“Embora os números sejam muito contraditórios,
estima-se que cerca de 12 milhões de pessoas no mundo sejam reféns deste
flagelo social, mais de 800 mil somente na União Europeia. Entretanto os dados
conhecidos são muito inferiores aos reais, ou pouco consistentes, uma vez que
estão baseados em métodos e números estimativos” (Dra. Maria Grazia
Giammarinaro – Juíza Tribunal de Roma - Itália).
Novos aspetos do
Tráfico Humano nos colocam diante de muitos desafios para os quais a Legislação
ainda não prevê as devidas respostas, apesar das novas Diretivas do Parlamento
e Conselho Europeu.
É um fenómeno em
constante crescimento, que se reproduz nos mais diversos locais, seja através
do Tráfico para Exploração Laboral (agricultura, comércio, construção civil,
indústria, pesca, turismo, trabalhos domésticos e todos os serviços que podem ser subcontratados, através de
intermediários), Exploração Sexual (indústria do sexo e prostituição),
Tráfico para Venda de Mulheres e Crianças, Tráfico para Mendicidade, Extração
de Órgãos, etc.
Os meios
utilizados para o efeito vão desde a burla, coação, ameaças, subjugação
psicológica, aprisionamento, etc. Os
traficantes fazem crer que a situação em que o subjugado se encontra é afinal a
sua melhor opção.
Dada a sua
complexidade, Interdisciplinaridade, Intersecionalidade e Internacionalização,
torna-se cada vez mais difícil detetar e intervir de forma célere e eficaz. É fundamental dar visibilidade a este
fenômeno, ou seja alterar a perceção que a sociedade, a polícia, os técnicos e
a própria vítima têm acerca da situação, bem como fundamentar as práticas
preventivas e punitivas, além da otimização dos recursos disponíveis no sentido
de melhorar a proteção aos seres humanos em situação de maior vulnerabilidade.
Trata-se pois de um fenômeno de grandes dimensões, transversal a todos os
Cidadãos, que movimenta milhões de euros.
Outro aspeto que
chama a atenção é sobretudo a tolerância das pessoas circundantes e da própria
vítima acerca deste tipo de exploração, sobretudo laboral, ainda mais numa
altura de forte recessão económica e importantes “cortes” nas Contribuições
Sociais.
Diversos fatores
contribuem para a disseminação do Tráfico de Seres Humanos, sejam
socioeconómicos e políticos, tanto
individuais como estruturantes, já que os motivos que levam as pessoas a serem
gravemente exploradas são diversos e complexos.
Num esforço para encontrar os motivos pelos quais
as pessoas se tornam vítimas de tráfico, os grandes fenómenos globais, como a
globalização, a pobreza, a imigração ilegal, a falta de acesso à educação, as
desigualdades socioeconómicas das mulheres e a falta de oportunidades de
emprego, têm sido implicados como causas estruturantes do Tráfico de Seres
Humanos.
A questão da migração, a considerável diminuição
das oportunidades de imigração legal, a disparidade económica entre as diversas
regiões do mundo, contribui para a existência de um grande número de potenciais
trabalhadores. Os desfasamentos entre as políticas de imigração e as realidades
do mercado servem para tornar uma grande parte da migração transfronteiriça “ilegal”,
aumentando a situação de vulnerabilidade dos potenciais trabalhadores imigrantes.
Esta situação é ainda mais agravada, pois a ilegalidade acarreta consigo a
falta de reconhecimento dos direitos destes povos nos seus pontos de destino.
Além de
vulnerabilidades estruturais, alguns especialistas e organizações têm apontado
anteriores abusos físicos, sexuais e emocionais, por exemplo em cenários de
conflito bélico, ou por parte de familiares ou conjugues como uma
vulnerabilidade adicional para a ocorrência de exploração sexual na
prostituição ou em outras situações de trabalho.
A maior parte dos casos de tráfico é nacional ou
regional, mas também há muitos casos de tráfico de longa distância. A Europa é
por norma o destino final das vítimas, provenientes de diversos locais,
traficadas sobretudo da Ásia. O Continente Americano (Norte e Sul) é importante
tanto como destino de origem, como de destino das vítimas de tráfico.
O tráfico humano afeta todos os países do mundo,
enquanto países de origem, de trânsito ou de destino, ou mesmo como uma
combinação de todas estas vertentes. O tráfico ocorre, muitas vezes em países
pouco desenvolvidos, onde as pessoas se tornam vulneráveis ao tráfico em
virtude da pobreza, de situação de pós-conflito ou de outras condicionantes. A
luta contra a discriminação nos países de origem e a conscientização da
magnitude do problema, que abarca também a sociedade nos países de destino,
torna-se fundamental para reforçar a resposta social circundante, a ajuda,
apoio, suporte, qualificação jurídica, legal, assim como alterações nas
políticas de trabalho, apoio jurídico, identificação das vítimas e suporte
antes, durante e depois do Processo Criminal.
Ana Saladrigas
Acerca do Colóquio Internacional do Tráfico de Seres Humanos / Coimbra Abril 2014
Ana Saladrigas
Acerca do Colóquio Internacional do Tráfico de Seres Humanos / Coimbra Abril 2014
sábado, 8 de março de 2014
Agradecimento às Mulheres!!!
Quero expressar a minha admiração às centenas de mulheres excepcionais
que tive o prazer de conhecer
que tive o prazer de conhecer
no decorrer destes quase 17 anos de carreira!
Marias, Amélias, Anas e Fabianas, Teresas, Madalenas
e Cristinas, Sandras, Adrianas, Marianas...
Histórias de dor, sofrimento, traumas sucessivos...
e Cristinas, Sandras, Adrianas, Marianas...
Histórias de dor, sofrimento, traumas sucessivos...
Desamparo, agressões, frustrações.
Mas acima de tudo, garra, coragem, determinação!
Mas acima de tudo, garra, coragem, determinação!
Agradeço profundamente, a oportunidade de estar
frente a frente com cada uma de vocês!
Obrigada pela confiança em permitir que juntas
percorramos os mais difíceis caminhos para finalmente lá à frente,
as ver partir, altivas, "empoderadas", donas de si!
percorramos os mais difíceis caminhos para finalmente lá à frente,
as ver partir, altivas, "empoderadas", donas de si!
Com lágrimas nos olhos, um nó na garganta e um orgulho daqueles,
eu as as vejo Seguir rumo às novas paragens e novos horizontes!
Acompanhar esse processo de renascimento não tem preço!
Só entrega e amor!
Muito, muito obrigada!
domingo, 2 de fevereiro de 2014
EMDR: Uma Terapia para Tratamento de Traumas
Quando um trauma ocorre ele passa a interferir em nossas vidas de forma direta ou indireta através de nossos comportamentos e atitudes. O trauma, na maioria das vezes, limita e empobrece nossa qualidade de relacionamentos interferindo diretamente em nosso bem-estar e em nossa saúde emocional. Existe uma gama de acontecimentos que podem causar um trauma, mas sua instalação está diretamente relacionada à capacidade emocional, que inclui preparo e maturidade do indivíduo para lidar com aquela situação assustadora; desta forma, uma ocorrência pode ser extremamente traumatizante para uma pessoa e ser mais facilmente elaborada por outra.
Podemos entender o trauma como uma experiência de natureza excepcionalmente ameaçadora ou catastrófica, que põe em risco a segurança ou integridade física do paciente ou da(s) pessoa(s) amada(s), p.ex.: catástrofe natural, acidente, assalto, seqüestro, estupro (ou outro crime), testemunhar a morte violenta de outros, ser vítima de tortura física ou emocional, sofrer mudança súbita e ameaçadora na posição social e/ou nas relações do indivíduo, tais como perdas múltiplas, etc. São sintomas típicos de estresse pós-traumático, episódios de repetidas revivescências do trauma sob a forma de memórias intrusas (flashbacks) ou sonhos, algumas vezes ocorrendo embotamento emocional, afastamento de outras pessoas, evitação de atividades e situações que possam de alguma forma recordar o trauma.
O QUE É EMDR?
EMDR – Eye Movement Desensitization and Reprocessing
(Dessensibilização e Reprocessamento através de Movimentos Oculares)
O EMDR é um método revolucionário criado pela Dra. Francine Shapiro, psicóloga americana - PhD, especialmente empregado no tratamento de transtorno de stress traumático e pós-traumático, quadros de ansiedade, depressão, fobias, síndrome do pânico, instalação de recursos positivos e outros. EMDR é a nova terapia especialmente útil para a transformação das lembranças traumáticas. De uma forma revolucionária ajuda a libertar a mente, o corpo e abrir o coração. É uma forma de ver a conduta disfuncional, quando se acredita que a sua origem está em incidentes traumáticos do passado. Quando estes são identificados de uma forma sábia e hábil, podem ser processados e integrados, o que resulta em condutas funcionais e apropriadas.
Parnell, L. (1997) Transforming Trauma: EMDR. New York: WW Norton & Co. p.39
A ASSOCIAÇÃO PSIQUIÁTRICA AMERICANA recomenda o EMDR como um dos principais métodos da atualidade para o tratamento de situações traumáticas. Novas aplicações do método têm se voltado para o tratamento de doenças psicossomáticas. O referencial teórico da psicoterapia de processamento encontra respaldo em descobertas recentes no campo neuropsicológico, e os resultados clínicos são obtidos com rapidez. Estudos recentes indicam o sucesso e a manutenção das conquistas terapêuticas.
Como Funciona o EMDR?
O EMDR é um trabalho que exige profissional clínico devidamente capacitado e certificado pelo EMDR Institute, dos Estados Unidos, para sua implementação. Atualmente utilizamos, além dos movimentos oculares, outras formas de estimulação bilateral, como a auditiva e a tátil. Para algumas pessoas estas formas dão melhores resultados. O EMDR é um trabalho complexo que exige o conhecimento da história clínica do paciente, diagnóstico apropriado, desenvolvimento de uma relação empática terapeuta/cliente e a preparação do paciente para o EMDR em si. Os movimentos são realizados em conjunto com a psicoterapia para ajudar o cliente a integrar os traumas processados.
A teoria dos Movimentos Oculares Rápidos durante o sono REM é a mais relevante para explicar o êxito do EMDR. Parece que todos nós estamos processando as experiências do dia durante as etapas do sono REM. Em situações normais, parece que o cérebro "revisa" as experiências do dia, processa e arquiva as lembranças no seu enorme banco de dados cerebral. No entanto, quando temos alguma experiência traumática, parece que o cérebro não consegue processar o evento e o incidente permanece armazenado como uma espécie de "nó neurológico". É possível que os pesadelos sejam tentativas fracassadas do cérebro de processar as lembranças traumáticas.
Com o EMDR o cérebro recebe a ajuda necessária para processar o fato e arquivá-lo. Perde-se, assim, a carga negativa associada à situação, e muitas vezes se recuperam as lembranças positivas vinculadas a isso e que antes não se podiam perceber. Muitas pessoas têm a sensação de que a lembrança agora está realmente no passado e que já não incomoda quando se recordam dela. Uma cliente disse, depois do processamento de uma experiência de abuso sexual: "dói, mas já não fere.
Como ocorre uma sessão de EMDR?
A aplicação do EMDR é feita a partir da escolha de um problema específico a ser trabalhado. O cliente traz um tema perturbador, que pode ser a lembrança de um evento traumático ou um pensamento negativo, por exemplo. Procura manter em mente uma cena, um sentimento, um som, um pensamento e ainda as crenças negativas relacionados ao problema, enquanto o terapeuta conduz os movimentos bilaterais.
Nosso cérebro possui recursos para realizar a cura de suas feridas emocionais, da mesma forma que nosso corpo cura nossas feridas físicas. O processo de EMDR direciona nosso cérebro para a cura. O processamento acelerado de informações propiciado pelo EMDR é feito de forma particular, ou seja, cada um irá processar suas associações, baseada em sua experiência pessoal e seus valores.
Os estímulos bilaterais são repetidos até que a lembrança seja menos perturbadora e possa ser associada a pensamentos e crenças pessoais mais positivas. É importante informar que o EMDR não é um tipo de hipnose e que a pessoa pode interromper os movimentos a qualquer momento. A Dra. Shapiro diz que "quando a informação é integrada de forma positiva e resolvida de forma adaptativa, sempre estará disponível para ser usada no futuro. O EMDR não tira nada que o cliente precise e nem lhe dá amnésia". (Parnell, 1997:72).
Um princípio fundamental da terapia com EMDR é que a saúde básica existe dentro de nós e o que o EMDR faz é tirar o bloqueio causado pelas imagens, crenças e sensações corporais negativas e permitir que o estado normal (de saúde) da pessoa surja (Parnell, 1997:72)
Numa comunicação pública a Dra. Shapiro disse: "se o corpo humano tem a capacidade de se curar das feridas físicas com relativa rapidez, por que não a mente?".
O caráter de psicoterapia breve é mais uma das vantagens do método.
http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/c.asp?id=11118
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