sábado, 15 de junho de 2013

Depressão e obesidade, complexa correlação!





depressão está na balança e bem acima do peso. A obesidade foi parar no divã e os quilos a mais estão recheados de tristeza e abatimento. Os médicos das mais diversas especialidades corroboram que uma doença está fortemente associada à outra. Aproximadamente 30% das pessoas que procuram tratamento para emagrecer apresentam depressão. 

Em comparação com os magros, quem sofre com o excesso de peso apresenta até três vezes mais risco de, em alguma fase da vida, ficar deprimido. A depressão pode ter como sintoma o aumento do apetite e, até mesmo, incontroláveis compulsões por comida. São as chamadas farras alimentares, episódios em que o indivíduo ingere grandes quantidades de alimentos e depois arrepende-se...

"Rolha de poço", "baleia" ou simplesmente "gordo"... é quase certo que quem teve problemas de peso durante o período escolar sofreu com apelidos nada carinhosos, como esses. Na vida adulta, embora o convívio social seja mais polido e politicamente correto, o preconceito continua. O obeso não cabe na cadeira do cinema, é motivo de piada entre os amigos e está fora do padrão de beleza. Sente-se deslocado e o risco de desenvolver males do trato emocional é maior. A pessoa fica insatisfeita com a própria imagem e tem receio de determinados convívios sociais, como por exemplo ir à praia.

A apatia, a sonolência, as dores no corpo, o desânimo e a fadiga, muitas vezes já existentes em decorrência do acúmulo de gordura no corpo, tornam-se mais frequentes e são absorvidos como características de personalidade pelo próprio indivíduo. Pronto, a depressão pode estar instalada. O aparecimento dessa doença é mais comum em jovens e mulheres com obesidade severa, o tipo mais grave do problema. A combinação é explosiva: torna o tratamento ainda mais difícil e intensifica a gravidade de ambos os males.

Surge, a partir daí, uma espécie de ciclo gorduroso. A pessoa come para compensar a tristeza e, simultaneamente, a prostração gera mais barriga. Internamente, no organismo, a depressão aumenta a circulação do cortisol. Essa substância, que também é conhecida por hormona do Stress, pode induzir ao acumulo de células de gordura na região abdominal. Além disso, a melancolia profunda reduz a produção de outros dois hormónios, a serotonina e a noradrenalina. O resultado dessa disfunção é aquela vontade louca de comer hidratos de carbono, isto é doces, pães e massas.


Nesse jogo de cartas marcadas, quem pode dar o ar da graça é a síndrome metabólica, um transtorno que combina o excesso de peso com doenças do coração e a resistência à insulina distúrbio que precede o diabete tipo 2. "A associação entre problemas mentais e a síndrome é bem frequente". Para liquidar com todos esses males e evitar que se agravem, é preciso contar com um time de especialistas. "É um combate multidisciplinar, que envolve psicólogos, nutricionistas e muita atividade física" Seria o jeito de descartar ambas as doenças em uma só jogada. "Tratar a depressão melhora a adesão e os resultados do tratamento da obesidade".

Vale lembrar que muitos antidepressivos levam ao aumento de peso e do apetite. Então, antes de se encher de cápsulas para mandar a tristeza embora, é bom conversar com o médico para averiguar as opções que não vão empurrar os quilos lá para cima. Exercício físico, aliás, é fundamental. Ele eleva o gasto energético e melhora o humor. Aí, depressão e obesidade se transformam em cartas fora do baralho.

Você come muito por que está deprimido?
Cerca de 40% dos obesos têm o transtorno do comer compulsivo, o famoso comer até passar mal. Desse total, 3/4 deles têm, tiveram ou vão ter depressão.

Você fica deprimido por que come muito?
Substâncias liberadas em excesso pelo organismo de quem tem depressão, como o glucagon, um hormónio que aumenta a taxa de açúcar no sangue, levam à obesidade abdominal.

Cirurgia bariátrica pode ajudar
A cirurgia bariátrica, que corta parte do aparelho digestivo, é a saída em alguns casos de obesidade severa. Ela prolonga a expectativa de vida em até 15 anos, diz o cirurgião José Pareja, professor da Universidade de Campinas, no interior de São Paulo.


Mas, segundo pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, entre os operados há um alto índice de suicídios. Eles analisaram mais de 16 mil obesos que passaram pelo bisturi. Desses, 16 se mataram, uma taxa cinco vezes maior que a considerada normal para os americanos. É preciso fazer um acompanhamento psicológico antes e depois da cirurgia. Afinal, a pessoa perde sua principal fonte de prazer: comer! Resultado, um terço dos operados entra em forte depressão.

Câncer e emoções
Nas últimas décadas, inúmeros estudos apontaram ainda que as emoções têm relação com os índices de tumores de mama. Estados depressivos, por exemplo, podem alterar o comportamento dos glóbulos de defesa do nosso sangue, que, entre outras atividades, são responsáveis por impedir a proliferação de células que sofreram mutações, o estopim dos tumores.

Queime calorias com dieta equilibrada e exercício
O que fornece energia ao organismo são os macronutrientes, diz a nutricionista Mariana Del Bosco, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. Ela se refere a três tipos de moléculas contidas nos alimentos: proteína, lipídio e carboidrato que fornecem quantidades diferentes do combustível. Basta 1 grama de gordura para render 9 kcal. Já as mesmas porções de proteína e de carboidrato fornecem 4 kcal cada uma.


Uma dieta saudável, segundo a OMS, tem aproximadamente 55% de carboidrato, no máximo 30% de gordura e pelo menos 15% de proteína. As células queimam primeiro os açúcares obtidos do carboidrato e, depois, os da gordura, ensina o fisioendocrinologista Fábio Bessa Lima, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo.



Para eliminar a abundância de energia em forma de pneuzinhos, basta inverter o tal balanço energético. Ele tem que ser negativo, caso contrário não se consegue queimar as gorduras, diz Mariana Del Bosco. Traçando outro paralelo com a linguagem dos economistas, para trocar o sinal desse balanço é preciso transformar o superávit em déficit, isto é, passar a gastar um pouco mais de energia do que aquela que se consome.



Em média, deixar de ingerir diariamente 600 quilocalorias significa mandar embora meio quilo por semana, salienta Mariana. E é bom ressaltar, ainda, que 75% dos gramas perdidos são gordura e o restante é massa magra. Isso quer dizer que, por mais que seu objetivo seja perder apenas as sobras, um pouco da musculatura também vai embora. Por isso é que não adianta só fechar a boca. É preciso se mexer para compensar. A principal forma de equilibrar o balanço ou deixá-lo negativo de um modo saudável é fazer exercício físico.



Você mesmo pode calcular seu gasto calórico. Em uma corrida, por exemplo, basta multiplicar o seu peso pela distância percorrida. Se você está com 70 quilos e acabou de atravessar 4 quilómetros no parque, consumiu 280 kcal. Mas não leve essa equação tão a sério. Embora ela também seja usada nas esteiras e nas bicicletas ergométricas, no fundo o gasto energético difere de pessoa para pessoa.Quem tem o metabolismo mais lento queima menos calorias do que isso. Outro item a ser levado em conta é o condicionamento físico. O corpo de quem já está acostumado a realizar aquela atividade é mais econômico, isto é, despende menos energia para fazê-la.

Pensando em todos esses aspectos, a Psicologia Viva Melhor criou o Programa "BEM ME CUIDO", saiba mais em: http://psicologiavivamelhor.blogspot.pt/2012/01/programa-de-reeducacao-alimentar.html


Extraído do site Saúde Abril:

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Cuidar de quem cuida! O poder do E.M.D.R


Para todos aqueles que trabalham na área da saúde, seja física, mental, emocional ou espiritual, o nosso maior desafio é salvaguardar a integridade do nosso semelhante e para isso devemos obter os melhores e mais abrangentes níveis de conhecimento, para que este esteja incondicionalmente a serviço daqueles que buscam o nosso contributo profissional.
O E.M.D.R surgiu na minha história profissional quase como uma imposição, mas na verdade mostrou-se uma grande "dádiva". Há muito que eu desejava uma "ferramenta" mais célere e eficaz, que independente da minha linha de base teórica, pudesse auxiliar meus "clientes" a ultrapassar suas dificuldades, fossem estas dificuldades os medos reais ou irracionais, comportamentos estereotipados, situações de perda e luto, traumas de infância, acidentes automobilísticos, violência doméstica, quadros depressivos ou somáticos... Qualquer situação de sofrimento pode ser amenizado e até superado através desta fantástica abordagem neurobiológica. O E.M.D.R foi na verdade um "presente maravilhoso", uma oportunidade única que tem transformado a minha vida profissional, numa experiência muito mais plena, enriquecedora e positiva. Os resultados relativamente mais rápidos e consistentes que aqueles obtidos nas abordagens tradicionais, fomentam o desejo de investigação e a partilha dos resultados. 
É consensual que o terapeuta enquanto agente de transformações, deve deter além de conhecimento teórico-científico, um grande desenvolvimento pessoal. É necessário que tenhamos a clara noção das nossas dificuldades emocionais, dos nossos mecanismos de defesa e sobretudo das nossas limitações. Somente assim vamos ter a humildade suficiente para também nós, buscarmos o apoio de um profissional no sentido de nos tornarmos pessoas melhores, conscientes dos nossos erros e mais assertivos nas nossas escolhas.
O vídeo em anexo mostra a dimensão do sofrimento humano, a dimensão do limite e do apoio incondicional, bem como a humildade e a capacidade de entrega de uma profissional comprometida com o seu real papel de agente de transformações.
Parabéns a Sônia Carniel pela partilha da sua experiência profissional e pessoal e a Esly Regina de Carvalho pela excelente actuação.

http://youtu.be/zI-Z3skmD0g













quarta-feira, 29 de maio de 2013

A química da paixão





Quem não conhece aquele símbolo da paixão que traz a flecha do cupido atravessando o coração? É uma figura de linguagem popular e antiga, com raízes na mitologia greco-romana. Na imagem, o alvo do Deus alado é o coração, provavelmente devido a aceleração cardíaca que sentimos quando cruzamos com quem julgamos ser a nossa tão almejada cara-metade. 

Suspiros, suores, olhares perdidos e todas as sensações comuns àqueles que estão encantados com alguém, nascem no cérebro e são resultado de uma combinação de componentes que se somam a fatores culturais e genéticos, capazes de levar suas vítimas às nuvens.
Havendo interesse por outra pessoa, substâncias químicas são produzidas e provocam sintomas intensos e avassaladores em todo o corpo. Os mais evidentes são o aumento da pressão arterial, da frequência respiratória e dos batimentos cardíacos, a dilatação das pupilas, os tremores e o rubor, além de falta de apetite, concentração, memória e sono. Tudo provocado por alterações em regiões específicas já identificadas pela ciência com a ajuda de ressonância magnética funcional e outras tecnologias.
Uma das responsáveis pelas descargas de emoções para o coração e as artérias é a dopamina, um neurotransmissor da alegria e da felicidade, liberado no organismo para potencializar a sensação de que o amor é lindo. Ficamos agitados, corajosos e dispostos a realizar novas tarefas, apesar de dormirmos e comermos mal. “O mecanismo cerebral é idêntico ao de se viciar em cocaína”, diz o neuro-cientista Renato Sabbatini, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Campinas. O bem estar é tão forte que o apaixonado pede a Deus – ou aos astros ou a quem quer que seja – que dure para sempre. No livro Por que nos Apaixonamos (Ediouro, 2005), a neuro-cientista francesa Lucy Vincent afirma que a dependência que o enamorado tem de seu eleito leva a uma espécie de síndrome de abstinência quando eles se distanciam.
Em pesquisas recentes, estruturas do cérebro chamadas núcleo caudado, área tegmentar ventral e córtex prefrontal se mostraram mais ativadas em pessoas apaixonadas. São zonas ricas justamente em dopamina e endorfina, um neurotransmissor com efeito semelhante ao da morfina. Juntos, esses agentes estimulam os circuitos de recompensa, os mesmos que nos proporcionam prazer em comer quando sentimos fome e em beber quando temos sede. Estar em contato com a alma gémea, mesmo que por telefone ou e-mail, resultará na liberação de mais endorfina e dopamina, ou seja, de mais e mais prazer.
A feniletilamina, parecida com a anfetamina, é outra molécula natural associada a essa avalanche de transformações, assim como a noradrenalina, que contribui com a memória para novos estímulos. Por isso os apaixonados costumam se lembrar da roupa, da voz e de atos triviais de seus amados. Hormônios como a oxitocina e vasopressina, responsáveis pela formação dos laços afetivos mais duradouros e intensos, como o da mãe com o filho, também tendem a aumentar nas fases mais agudas, preparando o terreno para um relacionamento estável.
Novos elementos
Apesar de a ciência já ter mapeado os principais elementos envolvidos no mecanismo da paixão, novos agentes continuam surpreendendo. Em Novembro de 2005, a publicação científica americana Psychoneuroendocrinology divulgou um trabalho da Universidade de Pavia, Itália, mostrando que euforia, dependência e outros sintomas estão ligados a proteínas do cérebro. Nos primeiros meses da relação, o componente identificado como NGF – o mesmo que provoca suor nas mãos, entre outras alterações – aparece no sangue em níveis elevados. Os cientistas da equipe analisaram o comportamento da substância em 58 homens e mulheres entre 18 e 31 anos no auge do envolvimento e compararam com um estudo feito com solteiros e indivíduos com relacionamentos de longo prazo, já observando mudanças. Entre 12 e 24 meses depois, avaliaram 39 pessoas que ainda estavam com o mesmo parceiro e viram que os níveis da proteína tinham se normalizado.
Enquanto a maioria das substâncias químicas apresenta níveis mais elevados no auge da paixão, a serotonina, que tem efeito calmante e nos ajuda a lutar contra o stress, diminui em cerca de 40%. O índice foi observado no estudo da italiana Donatella Marazziti, da Universidade de Pisa. Chamou atenção da pesquisadora o fato de o percentual ser próximo ao da falta desse mesmo neurotransmissor naqueles que sofrem de transtorno obsessivo compulsivo. Para Donatella, isso explicaria o pensamento incontrolável, algumas atitudes insanas, quase psicóticas, e a fixação numa única pessoa na fase aguda. A diferença é que, quando se trata de paixão, essa loucura se resolve em poucas semanas, no máximo alguns meses, com as taxas voltando ao normal, o organismo se acalmando e o amor – estágio seguinte e sem efeitos colaterais severos, inclusive por atuar numa zona diferente do cérebro – tomando conta da pessoa. Outra razão para a queda da serotonina é a produção de mais hormónios sexuais, que facilitam a aproximação e a formação de pares estáveis, uma missão gravada em nossos genes.
O prazo de validade do efeito paixão varia de pesquisa para pesquisa. Sabbatini observa que o fundamental é a paixão passar naturalmente, o que acontece em alguns meses, com o cérebro descarregando menos dopamina e reduzindo as endorfinas. “No auge, as alterações químicas são tão intensas e tão stressantes que, se durarem tempo demais, o organismo entra em colapso”, diz.
Diferenças de género
Agora responda rápido: quem é mais fraco para a paixão? A mulher ou o homem? Se você pensa que elas é que se apaixonam mais à primeira vista, não entende nada de mulheres. São os machões que tendem a se deixar levar primeiro pela química. Por outro lado, o encantamento deles costuma ser mais fulminante, podendo durar algumas horas apenas. “Mulheres são mais cautelosas, dependem de romantismo, e a sua paixão é mais baseada no psicológico. Só que, quando se instala nelas, normalmente demora mais tempo para passar”, afirma Sabbatini. As diferenças não param por aí. Fisiologicamente, a testosterona faz os dois sexos entrarem numa espécie de meio-termo na fase inicial do flerte. “Apesar de ser o hormônio sexual típico do homem, ele está presente nos dois organismos, porém em menor quantidade no feminino. Quando ocorre a paixão, a substância aumenta e a mulher sente mais libido sexual. Nos homens, a testosterona cai, deixando-o menos agressivo”, explica.
E o que será que a nossa suposta alma gêmea tem que as outras pessoas ao nosso redor não têm? Uma das teorias mais alardeadas é a de que sempre buscamos feromónios compatíveis. Sinais bioquímicos de disponibilidade sexual, os feromónios são substâncias naturais e inodoras exaladas continuamente pelos animais através de poros, saliva, urina e outros canais. Em borboletas, lobos e macacos, por exemplo, a eficácia desses sinalizadores sexuais é evidente, já que a atração dos parceiros entra pelo nariz. Na espécie humana, há inúmeras teorias que afirmam que os feromónios são essenciais para provocar as primeiras trocas de olhares. Ainda assim, há quem dê mais crédito para a atração física e às boas lembranças de momentos vividos juntos. “Aparentemente, o homem é mais visual”, diz o psiquiatra Teng Chei Tung, do Hospital das Clínicas de São Paulo, especializado em ansiedade e depressão. Ele chama atenção para o fato de os principais testes com humanos usarem a fotografia do ser amado para monitorar as ativações cerebrais. “Provavelmente, num primeiro momento, o indivíduo se decide pela imagem do alvo, buscando atributos físicos que denotem um bom reprodutor – ou reprodutora –, de acordo com os seus padrões. Só que para se chegar à paixão é preciso algo mais, como uma experiência de convívio, de mais motivações que ativem as áreas de gratificação”, diz o psiquiatra.
Paixão ou amor?
Resistir à paixão não é tarefa fácil, pois ela não avisa quando vai se instalar. Pode desembarcar no cérebro a qualquer momento a partir da adolescência. Como também é algo regulado por hormónios sexuais e as mulheres entram na menopausa por volta dos 50 anos, os homens mantêm a capacidade de se apaixonar por mais tempo. Apesar de atuarem em zonas distintas do cérebro, a fronteira entre paixão e amor não está bem definida. Para estudar as diferenças dessas fases – e da atração sexual, que é uma terceira emoção e que também ocorre em outra área cerebral –, a antropóloga americana Helen Fisher, da Universidade de Rutgers, de Nova Jersey, montou um quadro com ajuda de neurobiólogos. A primeira etapa para a formação de um casal é a busca pela gratificação sexual urgente. É a ordem para ir à caça, com ação intensa de testosterona. A paixão é a atração por uma pessoa em particular, a tal explosão química, irrigada por dopamina, endorfinas e outros componentes. Se correspondida, deve durar o tempo necessário para se conhecer e se decidir se dá para seguir em frente. Quando o fogo baixa, o relacionamento pode continuar, mas o que conta é companheirismo, apego e vontade de dividir o ninho, procriar e cuidar da prole.
A fogueira da euforia, entretanto, pode ficar sem lenha e nem evoluir para a terceira etapa. “Há gente viciada no mecanismo da paixão, que busca um novo objeto de desejo toda vez que os sintomas passam”, diz Sabbatini. “Nas pessoas, quando isso é muito frequente, pode haver alguma alteração de personalidade, como bipolaridade”, complementa Teng. E tem a turma que nem chega a se apaixonar. “Alguns conseguem bloquear o processo ativando áreas mais racionais do cérebro”, afirma o psiquiatra. “Normalmente, acontece com quem é inseguro ou ansioso. É quando o medo vence nas decisões. Para não correr riscos, racionaliza a situação e bloqueia.”
Ninguém nega que sentir as borboletas na barriga no início da paixão seja algo genial. O problema é quando a química toda demora a passar e seus efeitos prejudicam o quotidiano e stressam demais o organismo. Pior ainda é se o eleito não corresponde ao apaixonado, que se deprime e se angustia. O que fazer, nesse caso? Existem drogas, normalmente usadas em tratamentos cardíacos, que podem inibir ou pelo menos reduzir sofrimentos provocados pela paixão. Os efeitos desses medicamentos, porém, são passageiros.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Homesickness


Homesickness é o nome dado a uma desordem emocional, causada sobretudo por um sentimento de saudade patológica... Saudades da pátria, do lar e da família... É aquele sentimento de "nostalgia” que nos assola e interfere com a nossa concentração, rendimento académico e social. Estudar no exterior, apesar de ser uma experiência ímpar e muito rica em termos de conhecimento e sobretudo amadurecimento, pode também representar, estar pela primeira vez, distante de tudo e todos! Inicialmente é comum certa empolgação, pelo facto de estar rodeado de pessoas de todo o mundo, com outros hábitos e gostos, num ambiente universitário diferente e um país completamente novo para explorar nas horas livres! Entretanto, com a instalação da rotina, advém o sentimento de nostalgia... O sentir-se "atado" ao que deixou para trás... Familiares, amigos, ambiente académico, etc...

A fim de facilitar a sua adaptação, procure seguir algumas das dicas abaixo, tomando o cuidado de intercalá-las com as actividades universitárias, para não comprometer o seu aproveitamento:
  • Antes mesmo de viajar, procure através das redes sociais ou pesquise no site da Universidade, outros alunos ou pessoas que moram na cidade que será o seu destino de estudo. Os jovens estrangeiros são, normalmente, bastante abertos a amizades com estudantes internacionais e poderão responder perguntas sobre a sua nova cidade e, quem sabe, esperar por você quando mudar-se, para apresentá-lo a diferentes locais e amigos;
  • Entre em contacto com a Universidade para pedir a lista de alunos que estudarão com você, ou então o contacto de algum tutor ou guia de novos estudantes que possa fornecer contactos antes de viajar. É uma óptima alternativa ter alguém conhecido no país de destino ou ansioso para conhecê-lo;
  • Uma vez no novo país, engaje-se em comitês, grupos de estudos, e actividades extra-curriculares oferecidos pela instituição. Manter-se ocupado é a melhor forma de se distrair e não dar espaço para o Homesickness. E frequentar estes ambientes será uma forma de conhecer pessoas com os mesmos interesses que os seus;
  • Ter acesso livre a um computador e internet não é um luxo para todos. A grande maioria dos estudantes estrangeiros deixa para comprar um portátil nos países de destino, onde, normalmente, os electrónicos são muito mais baratos que no Brasil. De qualquer forma, ter acesso às redes sociais e principalmente, ao Skype é uma arma forte contra a homesickness. Poder ver e conversar com familiares e amigos com frequência, diminui a distância e a sensação de solidão (que inevitavelmente uma hora ou outra, aparece);
  • Frequente ambientes além da Universidade em que possa conhecer outras pessoas e manter um círculo de amigos. Esta é uma dica valiosa: crie amizades duradouras, para que, no momento em que as saudades apertarem, você tenha liberdade de ligar e marcar alguma coisa com alguém para distrair;
  • Continue a prática de hobbies: entre em uma academia, ache um lugar para correr, frequente aulas de dança ou artes marciais, vá ao cinema... Manter hábitos da sua vida brasileira ajuda a sentir-se em casa;
  • Crie um blog. Esta é uma opção escolhida por inúmeros jovens que estudam no exterior. Escrever sobre sua vida em uma Universidade estrangeira vai ser uma forma de desabafar, dividir experiências e o principal: manter informado e ajudar matar a saudade de quem lhe espera no Brasil;
  • Tente, logo no início, criar sua rotina na nova cidade. Conheça os arredores e incremente seu dia-a-dia com tarefas e costumes simples, que farão com que sua rotina pareça mais natural. Crie o dia da lavanderia e lave suas roupas sempre nas terças-feiras ou nas quartas, por exemplo. Faça visitas periódicas ao mercado da esquina. Tome café da manhã em um restaurante próximo. Faça suas tarefas de casa em um "Starbucks" (cafe). Sem perceber, você sentirá parte do lugar;
  • Procure trabalhos voluntários na região. Além de distrair, você irá se ocupar com algo beneficente. Bibliotecas, escolas e hospitais públicos são sempre óptimos lugares para procurar alguma função voluntária. Aproveite procurar algo na sua área de estudo, que o ajudará a adquirir experiência prática para o seu curso;
  • Uma vez criada a sua rotina e adaptado ao novo ambiente, planeje férias, passeios e viagens. Você terá um mundo todo a explorar e novas amizades que durarão a vida toda. Não se prenda a sua vida no Brasil; quando retornar, logo, logo a rotina se fará presente!
Parte do material foi extraído do site http://www.hotcourses.com.br/

quarta-feira, 1 de maio de 2013

E.M.D.R uma abordagem neurobiológica a serviço da sua saúde física, mental e emocional!


O EMDR é uma abordagem que activa mecanismos de cura e criatividade do nosso cérebro.
A técnica foi descoberta por Francine Shapiro no final da década de 80. Inicialmente era utilizada para pacientes que sofriam de stress pós traumático, hoje seu uso foi ampliado para outras patologias bem como para a optimização do desempenho. Cresce a cada dia o número de estudos científicos, assegurando a eficácia do tratamento e manutenção dos resultados obtidos. A sigla EMDR significa Eye Movement Desensitization and Reprocessing: Dessensibilização e Reprocessamento por meio dos Movimentos Oculares.

Como funciona?

O cérebro é um órgão com subdivisões, áreas com diferentes características bioquímicas e diverso em sua organização celular. Por exemplo, é dividido entre hemisférios direito e esquerdo: no lado direito predomina o comando das nossas emoções e potencial artístico, no esquerdo, as conexões que regulam nossa capacidade racional e lógica. Outra divisão importante vem de nossa evolução como animais. São diferenças marcadas por três momentos da evolução: répteis, mamíferos, humanos.
Tantas diferenças dentro do cérebro dificultam a sincronia entre razão, emoção e acção. Também dificultam a “digestão” das experiências que vivemos.
Com o EMDR ativamos várias áreas cerebrais através da estimulação sensorial bilateral. Um processo simples que promove a dessensibilização daquilo que nos incomoda, colocando-nos em um estado mais adaptativo e saudável, no qual razão, emoção e ação estão mais alinhadas.

Como o cérebro é acessado pelo EMDR?
Da mesma maneira que ele recebe as informações do ambiente: visão, audição, tato, olfacto e paladar.

Como o EMDR é aplicado?
Existem algumas etapas. Mas o básico é composto por perguntas que activam diferentes regiões cerebrais de ambos os hemisférios.
Estimulações sensoriais bilaterais que promovem o fluxo de energia entre diferentes regiões
cerebrais, de ambos os hemisférios, integrando as informações e transformando-as.
Em todo o processo o paciente mantém-se consciente. Estar acordado é fundamental, assim o
cérebro entende que está no presente e que o que está ocorrendo lá dentro são só lembranças. É o que chamamos de atenção dual.
Inicialmente eram usados apenas os movimentos oculares (lembre: no sonho os olhos se movem quando dormimos) depois percebeu-se que sons e toques bilateralizados tinham o mesmo efeito.

Quais são as vantagens do EMDR?

Rapidez - O fluxo rápido e intenso do processamento traz agilidade ao tratamento.
Mudança global – Nossos sintomas e dificuldades tem componentes de várias regiões do cérebro. No EMDR há interconexão das regiões relacionadas, independente de sabermos quais elementos estão sendo integrados e em que proporção. Nossa certeza é que a integração caminha no sentido da cura.
Rastreamento – Podemos não saber exactamente qual é o trauma, mas o sistema de processamento de informação e adaptação tem a capacidade de rastrear o problema. Há um verdadeiro instinto para a cura. Exposição reduzida – Muitas vezes o paciente está cansado de falar sobre o que aconteceu ou tem vergonha. A fala necessária no EMDR é reduzida, o importante é processar.
Fisiologia – o paciente não apenas pensa a melhora, ele sente a melhora. O EMDR é um processo fisiológico que caminha na direcção da coerência e da harmonia interna do corpo e entre o corpo e o meio ambiente. Sendo um processo fisiológico pode ser visto através de tomografia (SPECT).
Quem pode aplicar o EMDR?
Psicólogos e psiquiatras devidamente capacitados pelo EMDR Institute.
Para obtenção do Certificado emitido pelo EMDR Institute, os Psicólogos precisam realizar o nível I, nível intermédio, terem aplicado no mínimo 50 fichas de trabalho e finalmente o nível 2.
Indicações
Pessoas de todas as idades podem usufruir dos benefícios do EMDR tanto para a terapêutica como para a optimização do desempenho. Indivíduos com deficiência auditiva ou visual também se beneficiam pois a estimulação bilateral pode ser visual, auditiva ou táctil. A aplicação do EMDR é ampla, abaixo algumas possibilidades:

·         Baixa auto-estima;
·         Bullying (humilhação, exclusão, difamação e agressão na escola);
·         Dificuldades de aprendizagem;
·         Gagueira;
·         Pânico;
·         Depressão;
·         Fibromialgia;
·         Transtorno bipolar;
·         Fobias;
·         Dificuldades de relacionamento;
·         Timidez;
·         Problemas relacionados ao desempenho sexual;
·         Somatizações;
·         Excesso de ansiedade, ciúmes, culpa, tristeza, raiva, vergonha, medos;
·         Excesso de dores, formigamentos, cheiros e gostos que não existem;
·         Dor fantasma;
·         Stress pós-traumático;
·         Memórias perturbadoras;
·         Pesadelos recorrentes;
·         Perda de entes queridos;
·         Vítimas de catástrofes naturais, acidentes em geral e de violência – verbal, corporal, sexual;
Pessoas que buscam
·         Melhoria de desempenho profissional nos negócios, artes e esportes;
·         Melhoria de desempenho no aprendizado de idiomas;
·         Redução/administração do stress;
·         Preparação para cirurgias e recuperação de procedimentos cirúrgicos hospitalares;
·         Instalação de Recursos Positivos.

Referências Bibliográficas

·         GRAND, D. Cura Emocional em Velocidade Máxima: o Poder do EMDR. Brasília: Nova Temática,
2007.
·         MORA, F. Continuun: Como o Cérebro Funciona? Porto Alegre: Artmed Editora S.A., 2004.
·         SERVAN-SCHREIBER, D. Curar: O Stress, A Ansiedade e a Depressão sem Medicamento nem
Psicanálise. São Paulo: Sá Editora, 2004.

·         http://www.emdr.com/shapiro.htm

ARTIGO EXTRAÍDO DO SITE: http://www.giovanatessaro.com.br/emdr/

sábado, 27 de abril de 2013

Apaziguando fantasmas - Mente e Cérebro

brain scan - antes

brain scan - depois

É do rabino Menachem Schneerson (1902-1994) a constatação de que, se não fosse o sono, não haveria amanhã e a vida se resumiria a um hoje contínuo. Se a pausa periódica na vivência da realidade externa dá unidade ao passar do tempo, também opera transformações notáveis na realidade interna. A cada noite o sono mastiga e deglute as memórias novas, esquecendo algumas e transformando outras em memórias maduras, distribuídas pelo cérebro e articuladas a outras memórias mais antigas ainda, rebanhos de pensamentos em constante evolução. 

O embate entre esquecimento e incorporação de uma nova memória depende da relação entre sua utilidade e o custo de carregá-la. Memórias derivadas de vivências aversivas são inscritas na circuitaria neuronal mais profundamente do que memórias de baixo teor emocional. Quando uma memória se refere a uma situação realmente perigosa ou indesejável, pode ser útil carregá-la mesmo à custa de sustos na vigília e pesadelos ocasionais. Mas quando a memória não se refere a nada relevante, melhor mesmo é esquecer. Quantas coisas à primeira vista desagradáveis não se transformam, com o tempo, em palatáveis e até desejáveis? 

Um experimento realizado por Matthew Walker e colaboradores da Universidade da Califórnia em Berkeley demonstrou há poucos meses que o sono de movimento rápido dos olhos, durante o qual sonhamos, facilita a atenuação da resposta a estímulos aversivos. Esse papel já havia sido previsto em hipótese, pois o sono frequentemente está alterado nos distúrbios psiquiátricos do humor. O novo estudo utilizou a ressonância magnética functional para medir a atividade da amígdala, uma estrutura cerebral envolvida na valoração de experiências aversivas, durante a apresentação de imagens desagradáveis. Duas sessões de imageamento foram realizadas, antes e depois de um período de sono monitorado eletroencefalograficamente.



Os resultados apontaram uma diminuição das respostas da amígdala após o sono, com uma queda correspondente na reação comportamental às imagens aversivas. Além disso, o sono promoveu um aumento da conectividade functional entre a amígdala e o cortex pré-frontal ventromedial. Outro achado importante do estudo é a correspondência íntima entre tais efeitos e a queda da actividade de alta frequência (>30Hz) no cortex pré-frontal durante o sono de movimento rápido dos olhos. Essa actividade serve como marcador eletrofisiológico de transmissão adrenérgica. Em tese, isso pode contribuir para diminuir a hiper-reactividade da amígdala a estímulos aversivos, causando uma habituação da resposta comportamental ao Stress. 


Os resultados podem ter implicações para o tratamento da síndrome do Stress pós-traumático, em que o sono é invadido por pesadelos recorrentes a respeito de perigos que já não existem na realidade. Se uma das várias funções do sono é apaziguar os fantasmas do passado, talvez o sonho seja mesmo a arena mais adequada para sublimar o trauma.

Extraído do site: Mente cérebro

http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/apaziguando_fantasmas.html#.T5NHDnOqKSs.blogger

PS: Este artigo corrobora com as teorias do E.M.D.R - É mesmo espectacular esta abordagem! Eu pessoalmente tenho visto grandes modificações em diversos clientes e recomendo vivamente esta experiência, seja como cliente ou terapeuta. 

Ana Cristina Saladrigas
Terapeuta E.M.D.R

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A origem do Carnaval


carnaval é uma festa que teve início na Grécia, em meados dos anos 600 a 520 a.C.. Através desta festa, os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Posteriormente os gregos e romanos inseriram bebidas e práticas sexuais, tornando a comemoração intolerável aos olhos da Igreja, que condenava o carnaval por suas danças e cânticos, que aos olhos cristãos eram actos pecaminosos.
Após a disseminação do cristianismo e a consolidação da hierarquia católica, as festas carnavalescas sofreram diversos episódios de perseguição. De acordo com os líderes da Igreja Cristã, as inversões e situações fantasiosas afrontavam o mundo criado pelo Senhor. No entanto, mesmo com sua influência e poder, a Igreja não conseguiu dar fim a essas festividades.
Em 590 d.C. a comemoração passou a ser adoptada e comemorada pela Igreja Católica, foi implantada a “Semana Santa” para reverenciar a paixão e morte de Jesus Cristo. Este período é chamado pela Igreja de Quaresma que indica quarenta dias de jejum, principalmente com abstinência de carne. O período do carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou do latim "carne vale" dando origem ao termo "carnaval". Durante o período do carnaval, havia uma grande concentração de festejos populares. O carnaval acontece geralmente durante três dias que antecedem a Quarta-feira de Cinzas. A terça-feira de carnaval é chamada de Terça-feira “gorda”.
O Carnaval foi introduzido no Brasil através dos portugueses, provavelmente no séc. XVI, com o nome de Entrudo. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes, que variavam de aldeia para aldeia. Em algumas notava-se a presença de grandes bonecos, chamados genericamente de "entrudos". Entrudo, entretanto, engloba toda uma variedade de brincadeiras dispersas no tempo e no espaço. Aquilo que a maioria das obras descreve como Entrudo é apenas a forma que essas brincadeiras adquiriram a partir de finais do século XVIII, na cidade do Rio de Janeiro. Mesmo aí, a brincadeira não se resumia a uma única forma. Havia, na verdade vários tipos de diversões que se modificavam de acordo com o local e com os grupos sociais envolvidos.
Entrudo Familiar; acontecia dentro das casas senhoriais dos principais centros urbanos. Era caracterizado pelo convívio delicado e pela presença dos “limões de cheiro”, que os jovens lançavam entre si com o intuito de estabelecer laços sociais mais intensos entre as famílias.
O Entrudo Popular; era a brincadeira violenta e grosseira que ocorria nas ruas das cidades, entre os escravos e a população das ruas e sua principal característica era o lançamento mútuo de todo tipo de líquidos (até sêmem ou urina) ou pós que estivessem disponíveis.
Entre esses dois extremos havia toda uma variedade de "Entrudos" que envolviam em maior ou menor grau, grande parte da população dos principais centros urbanos do país.
A partir dos anos 1830, uma série de proibições se sucedem na tentativa, sempre infrutífera, de acabar com a festa grosseira. Combatido como jogo selvagem, o entrudo continuou a existir com esse nome até as primeiras décadas do século XX e existe até hoje no espírito das brincadeiras carnavalescas mais agressivas, como a "pipoca" do carnaval baiano ou o "mela-mela" da folia de Olinda.
O carnaval moderno, feito de desfiles, pessoas fantasiadas e mascaradas é produto da sociedade vitoriana do séc. XIX. A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nova Orleans nos Estados Unidos, Veneza na Itália, Toronto no Canadá e Rio de Janeiro no Brasil, se inspirariam no carnaval parisiense, para implantar suas novas festas carnavalescas. Já o Rio de Janeiro criou e exportou o estilo de fazer carnaval com desfiles de escolas de samba, para outras cidades do mundo, como São Paulo e Tóquio. A festa foi grandemente adoptada pela população brasileira, o que tornou o carnaval uma das maiores comemorações do país. As famosas marchinhas carnavalescas foram acrescentadas, assim a festa cresceu em quantidade de participantes e em qualidade.
carnaval do Rio de Janeiro está actualmente no Guinness HYPERLINK "http://pt.wikipedia.org/wiki/Guinness_Book"Book como o maior carnaval do mundo, com um número estimado de 2 milhões de pessoas, por dia, nos blocos de rua da cidade. Em 1995, o Guinness Book declarou o Galo da Madrugada, da cidade do Recife, como o maior bloco de carnaval do mundo.