quarta-feira, 29 de maio de 2013

A química da paixão





Quem não conhece aquele símbolo da paixão que traz a flecha do cupido atravessando o coração? É uma figura de linguagem popular e antiga, com raízes na mitologia greco-romana. Na imagem, o alvo do Deus alado é o coração, provavelmente devido a aceleração cardíaca que sentimos quando cruzamos com quem julgamos ser a nossa tão almejada cara-metade. 

Suspiros, suores, olhares perdidos e todas as sensações comuns àqueles que estão encantados com alguém, nascem no cérebro e são resultado de uma combinação de componentes que se somam a fatores culturais e genéticos, capazes de levar suas vítimas às nuvens.
Havendo interesse por outra pessoa, substâncias químicas são produzidas e provocam sintomas intensos e avassaladores em todo o corpo. Os mais evidentes são o aumento da pressão arterial, da frequência respiratória e dos batimentos cardíacos, a dilatação das pupilas, os tremores e o rubor, além de falta de apetite, concentração, memória e sono. Tudo provocado por alterações em regiões específicas já identificadas pela ciência com a ajuda de ressonância magnética funcional e outras tecnologias.
Uma das responsáveis pelas descargas de emoções para o coração e as artérias é a dopamina, um neurotransmissor da alegria e da felicidade, liberado no organismo para potencializar a sensação de que o amor é lindo. Ficamos agitados, corajosos e dispostos a realizar novas tarefas, apesar de dormirmos e comermos mal. “O mecanismo cerebral é idêntico ao de se viciar em cocaína”, diz o neuro-cientista Renato Sabbatini, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Campinas. O bem estar é tão forte que o apaixonado pede a Deus – ou aos astros ou a quem quer que seja – que dure para sempre. No livro Por que nos Apaixonamos (Ediouro, 2005), a neuro-cientista francesa Lucy Vincent afirma que a dependência que o enamorado tem de seu eleito leva a uma espécie de síndrome de abstinência quando eles se distanciam.
Em pesquisas recentes, estruturas do cérebro chamadas núcleo caudado, área tegmentar ventral e córtex prefrontal se mostraram mais ativadas em pessoas apaixonadas. São zonas ricas justamente em dopamina e endorfina, um neurotransmissor com efeito semelhante ao da morfina. Juntos, esses agentes estimulam os circuitos de recompensa, os mesmos que nos proporcionam prazer em comer quando sentimos fome e em beber quando temos sede. Estar em contato com a alma gémea, mesmo que por telefone ou e-mail, resultará na liberação de mais endorfina e dopamina, ou seja, de mais e mais prazer.
A feniletilamina, parecida com a anfetamina, é outra molécula natural associada a essa avalanche de transformações, assim como a noradrenalina, que contribui com a memória para novos estímulos. Por isso os apaixonados costumam se lembrar da roupa, da voz e de atos triviais de seus amados. Hormônios como a oxitocina e vasopressina, responsáveis pela formação dos laços afetivos mais duradouros e intensos, como o da mãe com o filho, também tendem a aumentar nas fases mais agudas, preparando o terreno para um relacionamento estável.
Novos elementos
Apesar de a ciência já ter mapeado os principais elementos envolvidos no mecanismo da paixão, novos agentes continuam surpreendendo. Em Novembro de 2005, a publicação científica americana Psychoneuroendocrinology divulgou um trabalho da Universidade de Pavia, Itália, mostrando que euforia, dependência e outros sintomas estão ligados a proteínas do cérebro. Nos primeiros meses da relação, o componente identificado como NGF – o mesmo que provoca suor nas mãos, entre outras alterações – aparece no sangue em níveis elevados. Os cientistas da equipe analisaram o comportamento da substância em 58 homens e mulheres entre 18 e 31 anos no auge do envolvimento e compararam com um estudo feito com solteiros e indivíduos com relacionamentos de longo prazo, já observando mudanças. Entre 12 e 24 meses depois, avaliaram 39 pessoas que ainda estavam com o mesmo parceiro e viram que os níveis da proteína tinham se normalizado.
Enquanto a maioria das substâncias químicas apresenta níveis mais elevados no auge da paixão, a serotonina, que tem efeito calmante e nos ajuda a lutar contra o stress, diminui em cerca de 40%. O índice foi observado no estudo da italiana Donatella Marazziti, da Universidade de Pisa. Chamou atenção da pesquisadora o fato de o percentual ser próximo ao da falta desse mesmo neurotransmissor naqueles que sofrem de transtorno obsessivo compulsivo. Para Donatella, isso explicaria o pensamento incontrolável, algumas atitudes insanas, quase psicóticas, e a fixação numa única pessoa na fase aguda. A diferença é que, quando se trata de paixão, essa loucura se resolve em poucas semanas, no máximo alguns meses, com as taxas voltando ao normal, o organismo se acalmando e o amor – estágio seguinte e sem efeitos colaterais severos, inclusive por atuar numa zona diferente do cérebro – tomando conta da pessoa. Outra razão para a queda da serotonina é a produção de mais hormónios sexuais, que facilitam a aproximação e a formação de pares estáveis, uma missão gravada em nossos genes.
O prazo de validade do efeito paixão varia de pesquisa para pesquisa. Sabbatini observa que o fundamental é a paixão passar naturalmente, o que acontece em alguns meses, com o cérebro descarregando menos dopamina e reduzindo as endorfinas. “No auge, as alterações químicas são tão intensas e tão stressantes que, se durarem tempo demais, o organismo entra em colapso”, diz.
Diferenças de género
Agora responda rápido: quem é mais fraco para a paixão? A mulher ou o homem? Se você pensa que elas é que se apaixonam mais à primeira vista, não entende nada de mulheres. São os machões que tendem a se deixar levar primeiro pela química. Por outro lado, o encantamento deles costuma ser mais fulminante, podendo durar algumas horas apenas. “Mulheres são mais cautelosas, dependem de romantismo, e a sua paixão é mais baseada no psicológico. Só que, quando se instala nelas, normalmente demora mais tempo para passar”, afirma Sabbatini. As diferenças não param por aí. Fisiologicamente, a testosterona faz os dois sexos entrarem numa espécie de meio-termo na fase inicial do flerte. “Apesar de ser o hormônio sexual típico do homem, ele está presente nos dois organismos, porém em menor quantidade no feminino. Quando ocorre a paixão, a substância aumenta e a mulher sente mais libido sexual. Nos homens, a testosterona cai, deixando-o menos agressivo”, explica.
E o que será que a nossa suposta alma gêmea tem que as outras pessoas ao nosso redor não têm? Uma das teorias mais alardeadas é a de que sempre buscamos feromónios compatíveis. Sinais bioquímicos de disponibilidade sexual, os feromónios são substâncias naturais e inodoras exaladas continuamente pelos animais através de poros, saliva, urina e outros canais. Em borboletas, lobos e macacos, por exemplo, a eficácia desses sinalizadores sexuais é evidente, já que a atração dos parceiros entra pelo nariz. Na espécie humana, há inúmeras teorias que afirmam que os feromónios são essenciais para provocar as primeiras trocas de olhares. Ainda assim, há quem dê mais crédito para a atração física e às boas lembranças de momentos vividos juntos. “Aparentemente, o homem é mais visual”, diz o psiquiatra Teng Chei Tung, do Hospital das Clínicas de São Paulo, especializado em ansiedade e depressão. Ele chama atenção para o fato de os principais testes com humanos usarem a fotografia do ser amado para monitorar as ativações cerebrais. “Provavelmente, num primeiro momento, o indivíduo se decide pela imagem do alvo, buscando atributos físicos que denotem um bom reprodutor – ou reprodutora –, de acordo com os seus padrões. Só que para se chegar à paixão é preciso algo mais, como uma experiência de convívio, de mais motivações que ativem as áreas de gratificação”, diz o psiquiatra.
Paixão ou amor?
Resistir à paixão não é tarefa fácil, pois ela não avisa quando vai se instalar. Pode desembarcar no cérebro a qualquer momento a partir da adolescência. Como também é algo regulado por hormónios sexuais e as mulheres entram na menopausa por volta dos 50 anos, os homens mantêm a capacidade de se apaixonar por mais tempo. Apesar de atuarem em zonas distintas do cérebro, a fronteira entre paixão e amor não está bem definida. Para estudar as diferenças dessas fases – e da atração sexual, que é uma terceira emoção e que também ocorre em outra área cerebral –, a antropóloga americana Helen Fisher, da Universidade de Rutgers, de Nova Jersey, montou um quadro com ajuda de neurobiólogos. A primeira etapa para a formação de um casal é a busca pela gratificação sexual urgente. É a ordem para ir à caça, com ação intensa de testosterona. A paixão é a atração por uma pessoa em particular, a tal explosão química, irrigada por dopamina, endorfinas e outros componentes. Se correspondida, deve durar o tempo necessário para se conhecer e se decidir se dá para seguir em frente. Quando o fogo baixa, o relacionamento pode continuar, mas o que conta é companheirismo, apego e vontade de dividir o ninho, procriar e cuidar da prole.
A fogueira da euforia, entretanto, pode ficar sem lenha e nem evoluir para a terceira etapa. “Há gente viciada no mecanismo da paixão, que busca um novo objeto de desejo toda vez que os sintomas passam”, diz Sabbatini. “Nas pessoas, quando isso é muito frequente, pode haver alguma alteração de personalidade, como bipolaridade”, complementa Teng. E tem a turma que nem chega a se apaixonar. “Alguns conseguem bloquear o processo ativando áreas mais racionais do cérebro”, afirma o psiquiatra. “Normalmente, acontece com quem é inseguro ou ansioso. É quando o medo vence nas decisões. Para não correr riscos, racionaliza a situação e bloqueia.”
Ninguém nega que sentir as borboletas na barriga no início da paixão seja algo genial. O problema é quando a química toda demora a passar e seus efeitos prejudicam o quotidiano e stressam demais o organismo. Pior ainda é se o eleito não corresponde ao apaixonado, que se deprime e se angustia. O que fazer, nesse caso? Existem drogas, normalmente usadas em tratamentos cardíacos, que podem inibir ou pelo menos reduzir sofrimentos provocados pela paixão. Os efeitos desses medicamentos, porém, são passageiros.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Homesickness


Homesickness é o nome dado a uma desordem emocional, causada sobretudo por um sentimento de saudade patológica... Saudades da pátria, do lar e da família... É aquele sentimento de "nostalgia” que nos assola e interfere com a nossa concentração, rendimento académico e social. Estudar no exterior, apesar de ser uma experiência ímpar e muito rica em termos de conhecimento e sobretudo amadurecimento, pode também representar, estar pela primeira vez, distante de tudo e todos! Inicialmente é comum certa empolgação, pelo facto de estar rodeado de pessoas de todo o mundo, com outros hábitos e gostos, num ambiente universitário diferente e um país completamente novo para explorar nas horas livres! Entretanto, com a instalação da rotina, advém o sentimento de nostalgia... O sentir-se "atado" ao que deixou para trás... Familiares, amigos, ambiente académico, etc...

A fim de facilitar a sua adaptação, procure seguir algumas das dicas abaixo, tomando o cuidado de intercalá-las com as actividades universitárias, para não comprometer o seu aproveitamento:
  • Antes mesmo de viajar, procure através das redes sociais ou pesquise no site da Universidade, outros alunos ou pessoas que moram na cidade que será o seu destino de estudo. Os jovens estrangeiros são, normalmente, bastante abertos a amizades com estudantes internacionais e poderão responder perguntas sobre a sua nova cidade e, quem sabe, esperar por você quando mudar-se, para apresentá-lo a diferentes locais e amigos;
  • Entre em contacto com a Universidade para pedir a lista de alunos que estudarão com você, ou então o contacto de algum tutor ou guia de novos estudantes que possa fornecer contactos antes de viajar. É uma óptima alternativa ter alguém conhecido no país de destino ou ansioso para conhecê-lo;
  • Uma vez no novo país, engaje-se em comitês, grupos de estudos, e actividades extra-curriculares oferecidos pela instituição. Manter-se ocupado é a melhor forma de se distrair e não dar espaço para o Homesickness. E frequentar estes ambientes será uma forma de conhecer pessoas com os mesmos interesses que os seus;
  • Ter acesso livre a um computador e internet não é um luxo para todos. A grande maioria dos estudantes estrangeiros deixa para comprar um portátil nos países de destino, onde, normalmente, os electrónicos são muito mais baratos que no Brasil. De qualquer forma, ter acesso às redes sociais e principalmente, ao Skype é uma arma forte contra a homesickness. Poder ver e conversar com familiares e amigos com frequência, diminui a distância e a sensação de solidão (que inevitavelmente uma hora ou outra, aparece);
  • Frequente ambientes além da Universidade em que possa conhecer outras pessoas e manter um círculo de amigos. Esta é uma dica valiosa: crie amizades duradouras, para que, no momento em que as saudades apertarem, você tenha liberdade de ligar e marcar alguma coisa com alguém para distrair;
  • Continue a prática de hobbies: entre em uma academia, ache um lugar para correr, frequente aulas de dança ou artes marciais, vá ao cinema... Manter hábitos da sua vida brasileira ajuda a sentir-se em casa;
  • Crie um blog. Esta é uma opção escolhida por inúmeros jovens que estudam no exterior. Escrever sobre sua vida em uma Universidade estrangeira vai ser uma forma de desabafar, dividir experiências e o principal: manter informado e ajudar matar a saudade de quem lhe espera no Brasil;
  • Tente, logo no início, criar sua rotina na nova cidade. Conheça os arredores e incremente seu dia-a-dia com tarefas e costumes simples, que farão com que sua rotina pareça mais natural. Crie o dia da lavanderia e lave suas roupas sempre nas terças-feiras ou nas quartas, por exemplo. Faça visitas periódicas ao mercado da esquina. Tome café da manhã em um restaurante próximo. Faça suas tarefas de casa em um "Starbucks" (cafe). Sem perceber, você sentirá parte do lugar;
  • Procure trabalhos voluntários na região. Além de distrair, você irá se ocupar com algo beneficente. Bibliotecas, escolas e hospitais públicos são sempre óptimos lugares para procurar alguma função voluntária. Aproveite procurar algo na sua área de estudo, que o ajudará a adquirir experiência prática para o seu curso;
  • Uma vez criada a sua rotina e adaptado ao novo ambiente, planeje férias, passeios e viagens. Você terá um mundo todo a explorar e novas amizades que durarão a vida toda. Não se prenda a sua vida no Brasil; quando retornar, logo, logo a rotina se fará presente!
Parte do material foi extraído do site http://www.hotcourses.com.br/

quarta-feira, 1 de maio de 2013

E.M.D.R uma abordagem neurobiológica a serviço da sua saúde física, mental e emocional!


O EMDR é uma abordagem que activa mecanismos de cura e criatividade do nosso cérebro.
A técnica foi descoberta por Francine Shapiro no final da década de 80. Inicialmente era utilizada para pacientes que sofriam de stress pós traumático, hoje seu uso foi ampliado para outras patologias bem como para a optimização do desempenho. Cresce a cada dia o número de estudos científicos, assegurando a eficácia do tratamento e manutenção dos resultados obtidos. A sigla EMDR significa Eye Movement Desensitization and Reprocessing: Dessensibilização e Reprocessamento por meio dos Movimentos Oculares.

Como funciona?

O cérebro é um órgão com subdivisões, áreas com diferentes características bioquímicas e diverso em sua organização celular. Por exemplo, é dividido entre hemisférios direito e esquerdo: no lado direito predomina o comando das nossas emoções e potencial artístico, no esquerdo, as conexões que regulam nossa capacidade racional e lógica. Outra divisão importante vem de nossa evolução como animais. São diferenças marcadas por três momentos da evolução: répteis, mamíferos, humanos.
Tantas diferenças dentro do cérebro dificultam a sincronia entre razão, emoção e acção. Também dificultam a “digestão” das experiências que vivemos.
Com o EMDR ativamos várias áreas cerebrais através da estimulação sensorial bilateral. Um processo simples que promove a dessensibilização daquilo que nos incomoda, colocando-nos em um estado mais adaptativo e saudável, no qual razão, emoção e ação estão mais alinhadas.

Como o cérebro é acessado pelo EMDR?
Da mesma maneira que ele recebe as informações do ambiente: visão, audição, tato, olfacto e paladar.

Como o EMDR é aplicado?
Existem algumas etapas. Mas o básico é composto por perguntas que activam diferentes regiões cerebrais de ambos os hemisférios.
Estimulações sensoriais bilaterais que promovem o fluxo de energia entre diferentes regiões
cerebrais, de ambos os hemisférios, integrando as informações e transformando-as.
Em todo o processo o paciente mantém-se consciente. Estar acordado é fundamental, assim o
cérebro entende que está no presente e que o que está ocorrendo lá dentro são só lembranças. É o que chamamos de atenção dual.
Inicialmente eram usados apenas os movimentos oculares (lembre: no sonho os olhos se movem quando dormimos) depois percebeu-se que sons e toques bilateralizados tinham o mesmo efeito.

Quais são as vantagens do EMDR?

Rapidez - O fluxo rápido e intenso do processamento traz agilidade ao tratamento.
Mudança global – Nossos sintomas e dificuldades tem componentes de várias regiões do cérebro. No EMDR há interconexão das regiões relacionadas, independente de sabermos quais elementos estão sendo integrados e em que proporção. Nossa certeza é que a integração caminha no sentido da cura.
Rastreamento – Podemos não saber exactamente qual é o trauma, mas o sistema de processamento de informação e adaptação tem a capacidade de rastrear o problema. Há um verdadeiro instinto para a cura. Exposição reduzida – Muitas vezes o paciente está cansado de falar sobre o que aconteceu ou tem vergonha. A fala necessária no EMDR é reduzida, o importante é processar.
Fisiologia – o paciente não apenas pensa a melhora, ele sente a melhora. O EMDR é um processo fisiológico que caminha na direcção da coerência e da harmonia interna do corpo e entre o corpo e o meio ambiente. Sendo um processo fisiológico pode ser visto através de tomografia (SPECT).
Quem pode aplicar o EMDR?
Psicólogos e psiquiatras devidamente capacitados pelo EMDR Institute.
Para obtenção do Certificado emitido pelo EMDR Institute, os Psicólogos precisam realizar o nível I, nível intermédio, terem aplicado no mínimo 50 fichas de trabalho e finalmente o nível 2.
Indicações
Pessoas de todas as idades podem usufruir dos benefícios do EMDR tanto para a terapêutica como para a optimização do desempenho. Indivíduos com deficiência auditiva ou visual também se beneficiam pois a estimulação bilateral pode ser visual, auditiva ou táctil. A aplicação do EMDR é ampla, abaixo algumas possibilidades:

·         Baixa auto-estima;
·         Bullying (humilhação, exclusão, difamação e agressão na escola);
·         Dificuldades de aprendizagem;
·         Gagueira;
·         Pânico;
·         Depressão;
·         Fibromialgia;
·         Transtorno bipolar;
·         Fobias;
·         Dificuldades de relacionamento;
·         Timidez;
·         Problemas relacionados ao desempenho sexual;
·         Somatizações;
·         Excesso de ansiedade, ciúmes, culpa, tristeza, raiva, vergonha, medos;
·         Excesso de dores, formigamentos, cheiros e gostos que não existem;
·         Dor fantasma;
·         Stress pós-traumático;
·         Memórias perturbadoras;
·         Pesadelos recorrentes;
·         Perda de entes queridos;
·         Vítimas de catástrofes naturais, acidentes em geral e de violência – verbal, corporal, sexual;
Pessoas que buscam
·         Melhoria de desempenho profissional nos negócios, artes e esportes;
·         Melhoria de desempenho no aprendizado de idiomas;
·         Redução/administração do stress;
·         Preparação para cirurgias e recuperação de procedimentos cirúrgicos hospitalares;
·         Instalação de Recursos Positivos.

Referências Bibliográficas

·         GRAND, D. Cura Emocional em Velocidade Máxima: o Poder do EMDR. Brasília: Nova Temática,
2007.
·         MORA, F. Continuun: Como o Cérebro Funciona? Porto Alegre: Artmed Editora S.A., 2004.
·         SERVAN-SCHREIBER, D. Curar: O Stress, A Ansiedade e a Depressão sem Medicamento nem
Psicanálise. São Paulo: Sá Editora, 2004.

·         http://www.emdr.com/shapiro.htm

ARTIGO EXTRAÍDO DO SITE: http://www.giovanatessaro.com.br/emdr/

sábado, 27 de abril de 2013

Apaziguando fantasmas - Mente e Cérebro

brain scan - antes

brain scan - depois

É do rabino Menachem Schneerson (1902-1994) a constatação de que, se não fosse o sono, não haveria amanhã e a vida se resumiria a um hoje contínuo. Se a pausa periódica na vivência da realidade externa dá unidade ao passar do tempo, também opera transformações notáveis na realidade interna. A cada noite o sono mastiga e deglute as memórias novas, esquecendo algumas e transformando outras em memórias maduras, distribuídas pelo cérebro e articuladas a outras memórias mais antigas ainda, rebanhos de pensamentos em constante evolução. 

O embate entre esquecimento e incorporação de uma nova memória depende da relação entre sua utilidade e o custo de carregá-la. Memórias derivadas de vivências aversivas são inscritas na circuitaria neuronal mais profundamente do que memórias de baixo teor emocional. Quando uma memória se refere a uma situação realmente perigosa ou indesejável, pode ser útil carregá-la mesmo à custa de sustos na vigília e pesadelos ocasionais. Mas quando a memória não se refere a nada relevante, melhor mesmo é esquecer. Quantas coisas à primeira vista desagradáveis não se transformam, com o tempo, em palatáveis e até desejáveis? 

Um experimento realizado por Matthew Walker e colaboradores da Universidade da Califórnia em Berkeley demonstrou há poucos meses que o sono de movimento rápido dos olhos, durante o qual sonhamos, facilita a atenuação da resposta a estímulos aversivos. Esse papel já havia sido previsto em hipótese, pois o sono frequentemente está alterado nos distúrbios psiquiátricos do humor. O novo estudo utilizou a ressonância magnética functional para medir a atividade da amígdala, uma estrutura cerebral envolvida na valoração de experiências aversivas, durante a apresentação de imagens desagradáveis. Duas sessões de imageamento foram realizadas, antes e depois de um período de sono monitorado eletroencefalograficamente.



Os resultados apontaram uma diminuição das respostas da amígdala após o sono, com uma queda correspondente na reação comportamental às imagens aversivas. Além disso, o sono promoveu um aumento da conectividade functional entre a amígdala e o cortex pré-frontal ventromedial. Outro achado importante do estudo é a correspondência íntima entre tais efeitos e a queda da actividade de alta frequência (>30Hz) no cortex pré-frontal durante o sono de movimento rápido dos olhos. Essa actividade serve como marcador eletrofisiológico de transmissão adrenérgica. Em tese, isso pode contribuir para diminuir a hiper-reactividade da amígdala a estímulos aversivos, causando uma habituação da resposta comportamental ao Stress. 


Os resultados podem ter implicações para o tratamento da síndrome do Stress pós-traumático, em que o sono é invadido por pesadelos recorrentes a respeito de perigos que já não existem na realidade. Se uma das várias funções do sono é apaziguar os fantasmas do passado, talvez o sonho seja mesmo a arena mais adequada para sublimar o trauma.

Extraído do site: Mente cérebro

http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/apaziguando_fantasmas.html#.T5NHDnOqKSs.blogger

PS: Este artigo corrobora com as teorias do E.M.D.R - É mesmo espectacular esta abordagem! Eu pessoalmente tenho visto grandes modificações em diversos clientes e recomendo vivamente esta experiência, seja como cliente ou terapeuta. 

Ana Cristina Saladrigas
Terapeuta E.M.D.R

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A origem do Carnaval


carnaval é uma festa que teve início na Grécia, em meados dos anos 600 a 520 a.C.. Através desta festa, os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Posteriormente os gregos e romanos inseriram bebidas e práticas sexuais, tornando a comemoração intolerável aos olhos da Igreja, que condenava o carnaval por suas danças e cânticos, que aos olhos cristãos eram actos pecaminosos.
Após a disseminação do cristianismo e a consolidação da hierarquia católica, as festas carnavalescas sofreram diversos episódios de perseguição. De acordo com os líderes da Igreja Cristã, as inversões e situações fantasiosas afrontavam o mundo criado pelo Senhor. No entanto, mesmo com sua influência e poder, a Igreja não conseguiu dar fim a essas festividades.
Em 590 d.C. a comemoração passou a ser adoptada e comemorada pela Igreja Católica, foi implantada a “Semana Santa” para reverenciar a paixão e morte de Jesus Cristo. Este período é chamado pela Igreja de Quaresma que indica quarenta dias de jejum, principalmente com abstinência de carne. O período do carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou do latim "carne vale" dando origem ao termo "carnaval". Durante o período do carnaval, havia uma grande concentração de festejos populares. O carnaval acontece geralmente durante três dias que antecedem a Quarta-feira de Cinzas. A terça-feira de carnaval é chamada de Terça-feira “gorda”.
O Carnaval foi introduzido no Brasil através dos portugueses, provavelmente no séc. XVI, com o nome de Entrudo. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes, que variavam de aldeia para aldeia. Em algumas notava-se a presença de grandes bonecos, chamados genericamente de "entrudos". Entrudo, entretanto, engloba toda uma variedade de brincadeiras dispersas no tempo e no espaço. Aquilo que a maioria das obras descreve como Entrudo é apenas a forma que essas brincadeiras adquiriram a partir de finais do século XVIII, na cidade do Rio de Janeiro. Mesmo aí, a brincadeira não se resumia a uma única forma. Havia, na verdade vários tipos de diversões que se modificavam de acordo com o local e com os grupos sociais envolvidos.
Entrudo Familiar; acontecia dentro das casas senhoriais dos principais centros urbanos. Era caracterizado pelo convívio delicado e pela presença dos “limões de cheiro”, que os jovens lançavam entre si com o intuito de estabelecer laços sociais mais intensos entre as famílias.
O Entrudo Popular; era a brincadeira violenta e grosseira que ocorria nas ruas das cidades, entre os escravos e a população das ruas e sua principal característica era o lançamento mútuo de todo tipo de líquidos (até sêmem ou urina) ou pós que estivessem disponíveis.
Entre esses dois extremos havia toda uma variedade de "Entrudos" que envolviam em maior ou menor grau, grande parte da população dos principais centros urbanos do país.
A partir dos anos 1830, uma série de proibições se sucedem na tentativa, sempre infrutífera, de acabar com a festa grosseira. Combatido como jogo selvagem, o entrudo continuou a existir com esse nome até as primeiras décadas do século XX e existe até hoje no espírito das brincadeiras carnavalescas mais agressivas, como a "pipoca" do carnaval baiano ou o "mela-mela" da folia de Olinda.
O carnaval moderno, feito de desfiles, pessoas fantasiadas e mascaradas é produto da sociedade vitoriana do séc. XIX. A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nova Orleans nos Estados Unidos, Veneza na Itália, Toronto no Canadá e Rio de Janeiro no Brasil, se inspirariam no carnaval parisiense, para implantar suas novas festas carnavalescas. Já o Rio de Janeiro criou e exportou o estilo de fazer carnaval com desfiles de escolas de samba, para outras cidades do mundo, como São Paulo e Tóquio. A festa foi grandemente adoptada pela população brasileira, o que tornou o carnaval uma das maiores comemorações do país. As famosas marchinhas carnavalescas foram acrescentadas, assim a festa cresceu em quantidade de participantes e em qualidade.
carnaval do Rio de Janeiro está actualmente no Guinness HYPERLINK "http://pt.wikipedia.org/wiki/Guinness_Book"Book como o maior carnaval do mundo, com um número estimado de 2 milhões de pessoas, por dia, nos blocos de rua da cidade. Em 1995, o Guinness Book declarou o Galo da Madrugada, da cidade do Recife, como o maior bloco de carnaval do mundo.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Programas de Mobilidade Académica; um novo desafio!


No período de 05 a 14 de Dezembro, a Secretaria Especial do Gabinete para Assistência a Brasileiros, ministrou nas respectivas instalações das Universidades do Norte, uma Sessão Informativa, para os alunos dos diversos Programas de Mobilidade (PLI, Ciência sem Fronteiras, Santander, etc).


As Sessões objectivaram entre outros, a proximidade do Consulado junto as  comunidades de estudantes brasileiros, residentes em Portugal, a divulgação da rede de apoio psico-social e psicológica já existente, a fim de tentar colmatar certas lacunas que foram sendo observadas, desde a chegada dos alunos (em início de Setembro). Além de orientações acerca das situações práticas do dia-a-dia (tipo de roupas adequadas ao frio e onde adquiri-las, aquecimento da casa e gastos com energia, etc...), e aspectos psico-sociais e emocionais, inerentes ao processo de adaptação.

Outro factor preponderante foi a troca de informações, como contributo fundamental, para a melhoria dos serviços prestados de toda a rede, que viabilizam quer seja no Brasil ou em Portugal, os Programas de Mobilidade e sua expansão a curto e médio prazo. É indispensável a articulação dos "diversos saberes", a fim de salvaguardar  os  interesses dos milhares de alunos, que se encontram expatriados  e que tem como expectativas, o incremento académico e científico, promovido pelos respectivos intercâmbios.

Os diversos sectores universitários, responsáveis pela gestão destes alunos, oriundos dos diversos programas, expressaram após as sessões, o interesse e apoio incondicional, no estreitamento dos laços com o Consulado, através da Assistência Psicológica, para a troca de sinergias e elaboração de directrizes e projectos, de forma a  prestarmos todos, um serviço mais integrado e que responda mais eficazmente, as necessidades destes estudantes; nosso bem maior!O  crescente número de jovens Brasileiros que estão a ingressar nas universidades Portuguesas e a perspectiva cada vez maior deste novo fenómeno, fomenta a preocupação e a necessidade em estabelecer parcerias e relações de entreajuda. 

Os Programas de Mobilidade, proporcionam a estes jovens, uma oportunidade até então inimaginável, tanto do ponto de vista dos alunos, como do entorno; "uma ocasião fantástica a não perder, de forma alguma"! Todavia, no decorrer do processo de selecção, depararam-se com muitas informações e procedimentos contraditórios (seguro de viagem, seguro de saúde, PB4), além das frequentes demoras na emissão dos vistos, acarretando para alguns, atrasos consideráveis na viagem, com consequências desastrosas do ponto de vista psico-social, além da sobrecarga de stress. 

A maioria dos jovens estão satisfeitos com os cursos; Engenharia Química (FEUP) é o 14º melhor da Europa! Em Braga e perto da Universidade do Minho, localiza-se o Instituto Ibérico de Nanotecnologia/Laboratório Ibérico de Nanotecnologia - INL, patrocinado pelos governos Português e Espanhol e Comissão Europeia. Este Instituto terá um papel dinamizador no desenvolvimento das Nanotecnologias na Europa e em especial no Minho, assim como recursos tecnologicamente avançados. 

Sendo o Brasil um País multicultural, de dimensões e contrastes sócio-económicos colossais, depara-mo nos com jovens oriundos de locais com baixíssimos índices populacionais, que nunca saíram da região onde nasceram, de classes sociais modestas, que frequentam Universidades Federias com pouca expressividade académica, em contraste com jovens de grande poder aquisitivo, nascidos em grandes centros urbanos, com hábitos de deslocações Nacionais e Internacionais, estudantes das melhores Universidades do País e da América do Sul... Além disso, cada aluno tem uma história de vida e uma relação parental e social distintas, que acabam por descortinar-se no convívio diário com colegas de mesma nacionalidade, com realidades completamente díspares, intensificando sentimentos de "desenraizamento" e inadequação social, afectiva e até mesmo intelectual. 

Os problemas comuns do dia-a-dia, como a gestão académica e do lar, parecem intransponíveis, quando se vêem sozinhos, sem as figuras de vinculação e distantes das origens e de tudo o que os é peculiar, transformando estas experiências em algo assustador e desorganizador, do ponto de vista psicodinâmico e emocional (Homesickness).

Diversos factores corroboram com as dificuldades apresentadas por estes jovens, seja do ponto de vista académico, político, social, climático, psico-social, afectivo, etc. Os estudantes dos diversos Programas de Mobilidade, são na maioria jovens adultos com excelente rendimento académico nas universidades de origem, alguns com elevado sentido de responsabilidade, perfeccionistas, que se reconhecem como pessoas “ansiosas”, frente as situações novas ou de avaliação, com grande temor em “fracassar”, “desiludir” ou "não cumprir com as expectativas" que lhes foram/são depositadas, seja pelos pais, familiares, colegas, professores e o próprio País...

A sobrecarga dos factores stressores (expectativas demasiadas, alto custo do investimento e comprometimento, mudança para o Exterior), bem como as novas demandas sociais, afectivas e atmosféricas ao qual são expostos (menos luminosidade, frio e chuva, alterações alimentares,  gestão financeira, do lar, linguagem, rendimento académico), assim como situações inesperadas: assaltos, perda de documentos, acidentes, doenças súbitas, são o "gatilho" para deflagrar uma avalanche de sentimentos de inadequação, frustração, ambivalência, que culminam com dificuldades cada vez mais significativas de adaptação, concentração e memória e favorece a instalação de distúrbios de ansiedade, depressão, inclusive a tipicamente "sazonal", entre outros.

As queixas somáticas, tais como dor abdominal, dor de cabeça, náuseas e vómitos ou sintomas cardiovasculares, tais como palpitações, tontura e sensação de desmaio iminente, são também frequentes, bem como relatos de hipersonia, compulsão alimentar, queda de cabelo e pêlos,  desrealização e despersonalização.

É possível ajudar estes jovens a ultrapassar estes quadros, sobretudo com a terapia E.M.D.R, exercícios de relaxamento e psicoterapia breve focal. Somente em algumas situações ou se houver comorbidade, justifica-se a terapia medicamentosa e daí acompanhamento médico.

O apoio e atenção dos colegas é fundamental, estejam atentos! Se observar um colega muito distante, que frequentemente fecha-se no quarto, recusa-se a sair de casa, ou está constantemente a dormir e ingerir alimentos ricos em hidratos de carbono, não virem as costas! Estes são importantes sinalizadores e indicam que esta pessoa precisa de ajuda!


É papel de cada um de nós, das universidades e da sociedade como um todo, proteger os alunos residentes, bem como "acolher", "orientar" e "apoiar" os novos alunos, na perspectiva de uma melhor socialização e adaptação. 

Ana Cristina Saladrigas
Psicóloga - O.P.P n.º 8501
Assistência Psicológica
Secretaria Especial do Gabinete para Assistência a Brasileiros
Consulado-Geral do Brasil no Porto 


sábado, 6 de outubro de 2012


Uma relação saudável implica uma vida sexual também saudável. Para o conseguir, um orgasmo não tem de ser sempre um culminar da relação sexual, mas pode ser uma realidade presente na vida do casal. Para que obtenha um final feliz, ficam aqui algumas respostas a medos comuns que impedem a mulher de o conseguir.

Acreditar que é impossível chegar ao orgasmo

É extremamente raro o caso de uma mulher não conseguir chegar ao orgasmo – qualquer mulher o consegue.

Elimine a possibilidade de existirem problemas de saúde

Conversar com o seu médico ginecologista é o primeiro passo a dar. Como a maioria das vezes é a mente que cria este tipo de bloqueio, pode acontecer que de facto exista um problema inerente, físico, ou algum tipo de medicação que interfira com um final feliz. Por exemplo, artérias obstruídas associadas a doenças cardíacas podem restringir o fluxo de sangue dos pequenos vasos sanguíneos que irrigam a zona genital. Por exemplo, a diabetes pode limitar ou eliminar o fluxo de sangue das terminações nervosas. Contracetivos à base de hormonas, que baixam a testosterona, podem diminuir a sensibilidade sexual, os anti-histamínicos diminuem a lubrificação, tornando a relação desconfortável. Antidepressivos inibidores seletivos da recaptação da serotonina e medicamentos para a ansiedade e para a hipertensão também são inibidores da libido, chegando a eliminar o interesse sexual por completo.

Distração

Parece-lhe difícil atingir o orgasmo se estiver a pensar no que tem a fazer no dia seguinte, ou no que não fez hoje? As mulheres atuais têm muito em que pensar e obviamente muitas tarefas a seu cargo, e isso vai muitas vezes para a cama com elas. Durante o sexo, estar a pensar em tarefas ou preocupações não ajudará a desligar-se e a focalizar-se no momento.

Aprenda a focalizar-se

Pense no sexo como um momento de relaxamento, como se fosse fazer uma massagem num spa. Depois de passar a fase em que se pode passar os dias inteiros na cama com o parceiro, sem sequer pensar no que há para fazer no dia seguinte, saiba que a vida sexual não se vai manter fogosa durante muito tempo, há que apimentar. Aprenda a relembrar-se desses momentos, e considere que é um momento de relaxamento pessoal – dê tempo para si. Aprenda a relaxar – este é um momento em que deve desligar o seu cérebro e apenas deixar-se ir com o momento.

Não conhece a sua anatomia

É difícil saber o que pode estimular o orgasmo se nunca se explorou, ou se sempre foi desencorajada a explorar o corpo. Naturalmente, quando as crianças se tocam, são sempre desencorajadas. Por isso, desde cedo que as meninas pensam que ao tocar-se estão a fazer algo de errado, permanecendo algumas vezes esta ideia até à idade adulta.

Conheça o seu corpo

Se conhecer e explorar o seu corpo, será capaz de saber como é que ele responde aos estímulos e qual a melhor forma de sentir prazer. Pegue num espelho e explore a sua área genital, isto será fundamental para que se saiba tocar nos locais certos e, dessa forma, poder ensinar ao seu parceiro – na realidade todas as mulheres são diferentes, por isso, é sempre importante existir comunicação com o parceiro para que ele a conheça, como você se conhece a si própria. Compre um brinquedo sexual e experimente-o, veja como é que o seu corpo reage, esta é uma forma de conseguir mais rapidamente o que conseguiria com as mãos, em ter de se preocupar com a pressão ou com a técnica.

Está presa aos tabus

A religião, a educação e até a sociedade em geral muitas vezes incutem numa mulher que o sexo é vergonhoso, e que é algo que não pode ser discutido abertamente. Para atingir um orgasmo, é necessário estar relaxada e não pensar sobre o assunto.

Mude a sua atitude

Desafie-se a si mesma e crie novos parâmetros na sua vida. Fale com um psicólogo, veja episódios da série de TV Sexo e a Cidade, leia livros sobre o tema. Não espere mudar de pensamento sem fazer um esforço.

Problemas com o corpo

Não deve existir praticamente nenhuma pessoa que esteja 100% satisfeita com o seu corpo, há sempre um detalhe ou outro que considera que se mudasse, o seu corpo iria ser perfeito. Isto não corresponde necessariamente à realidade, mas sim à realidade individual de cada um. Imagine que está no “bem bom” com o seu parceiro e de repetente olha e percebe que a sua celulite está a notar-se, ou que os seus seios se mexem demais... Para ter esta noção, é necessário que o seu cérebro deixe de estar relaxado e passe a ter a noção do seu corpo para se auto-criticar. Isto é um grande desligar do prazer, sendo para as mulheres um dos grande obstáculos do orgasmo. Saiba que os homens não querem saber da celulite, nem da flacidez, nem das gordurinhas. Um homem durante o sexo não pensa nessas coisas, esqueça as suas imperfeições e concentre-se em sentir-se bem nesse momento.

Deixe ver a celulite

Pense nas velas, na música e na lingerie, esqueça as imperfeições! Pode sempre fazer ginástica ou colocar cremes, mas depois, no momento a dois, isso não interessa nada. Se achar que usar uma lingerie durante o ato a torna mais confiante, então vá às compras e esqueça os “defeitos”.

Tenta lá chegar através do coito  

Para chegar a um país é necessário fazer uma viagem, porque sem essa viagem não existe a chegada. O mesmo se passa com o orgasmo – é necessário uma viagem para lá chegar. É essencial fazer as malas, ir para o aeroporto, esperar pelo avião… a maioria das mulheres não consegue chegar ao orgasmo apenas durante o coito, são necessários preliminares, e a probabilidade de existir um orgasmo simultâneo é tão provável como ganhar a lotaria.

Ajude-se na viagem  

O seu foco deve estar no clitóris, é o órgão de maior prazer na mulher. Isto porque existem inúmeras terminações nervosas neste órgão. Ao contrário do que pode pensar, não há um percurso padrão exigido: preliminares, coito e orgasmo. Não tem de existir ordem, pode-se parar a meio, dar uma mãozinha, ou sexo oral e depois voltar ao coito. Um orgasmo é sempre um orgasmo, quer seja durante o coito ou não, o que interessa é chegar lá.

Não consegue encontrar o ponto G

Se conseguir ótimo, se não conseguir siga a sua vida. Isto pode deixar o homem obcecado por um ponto que nem os sexólogos concordam onde se situa concretamente. Uns afirmam que está atrás do osso púbico, outros que é cerca de 1 cm dentro da vagina, outros que se localiza ainda mais no interior, numa zona triangular na parte de trás da parede da bexiga chamada zona T.

Esqueça a missão

O ponto G é apenas uma das possíveis áreas sensíveis do seu corpo, entre muitas outras. Não veja as suas zonas erógenas como algo que tem de encontrar, como uma missão. Algumas mulheres sentem prazer no pescoço, outras nos mamilos… se não consegue encontrar o seu ponto G, não se preocupe, isso apenas significa que esse ponto não é sensível para si.

As posições não ajudam  

É mais fácil atingir o clímax durante o coito se estiver numa posição onde lhe seja fácil tocar no seu clitóris, ou numa onde o pénis toque no ponto G (se souber onde este está). Algumas mulheres preferem estar de lado, outras de costas, outras de pé… algumas mulheres simplesmente não atingem o clímax com a penetração.

Experimente uma posição diferente

A simples posição de ter a mulher em cima permite-lhe estar em cima do seu companheiro controlando a rapidez, a profundidade, e a sua própria estimulação.

Sente-se apressada

A excitação de uma mulher não é igual à de um homem. Um homem chega rapidamente ao orgasmo, mesmo que esteja a ver um jogo de futebol ao mesmo tempo. Mas uma mulher não funciona da mesma forma. Uma mulher demora muito mais tempo a ficar excitada, e necessita de pelo menos cerca de 20 minutos antes de sequer pensar no orgasmo. Com este processo, a mulher ao pensar que o homem pode estar aborrecido ou frustrado, acumula uma camada de pressão que pode simplesmente fazer com que nada mais aconteça.

Prepare-se

Prepare-se antes, dê-se um pouco de prazer antes de se juntar ao seu parceiro. Desta forma já vai com o motor quente, nem que seja apenas com pensamentos tórridos.

Deixar tudo ao cargo dele

Não é boa ideia, sabe que se quiser fazer algo bem feito tem de ser você a fazê-lo. Deixar o seu prazer apenas ao cargo do seu parceiro é muita pressão para ele. A maioria dos homens anda um bocado às escuras no que diz respeito à anatomia feminina, e as mulheres são relutantes ao facto de explicarem ao parceiro o que realmente lhes dá prazer. Este caminho é um que terá de percorrer, porque o corpo é seu.

Dê-lhe direções

Estar sempre à espera que o seu parceiro lhe dê prazer, está errado. Por isso, ajudá-lo é um ganho para ambas as partes. Se não lhe quer explicar verbalmente, pegue-lhe na mão e ensine-lhe de forma mais subtil. Ensine-lhe como gosta de ser tocada e lembre-se que todo este processo pode ser muito divertido e estimulante para ambos.

Está demasiado envergonhada para se deixar ir

O momento do clímax pode não ser tão atrativo, pode-se grunhir, gritar, murmurar, chorar e até ejacular. Esse momento de grande prazer também é um momento de grande vulnerabilidade, e se está com medo de como vai parecer nesse momento, quando as ondas de prazer percorrem o corpo. Muitas vezes, este é um dos motivos porque as mulheres fingem, apenas para manter o controlo das aparências.

Deixe-se ir

Tem de se resignar ao facto de que não pode estar sempre numa posição de controlo. Não pode controlar o seu nível de sexualidade, e ter medo de controlar a sua sexualidade animal. Mas se realmente sente muita dificuldade em se deixar soltar, deve conversar isto com um psicólogo.

Demasiado orientada para o objetivo

Se estiver demasiado focada no objetivo não o vai conseguir atingir. Isto é suposto ser divertido, um momento relaxante e não um objetivo a ser cumprido. Deixe de pensar em como chegar ao cume da montanha e foque-se na sua subida.

Relaxe

Imagine um cenário, e partilhe-o (ou não) com o seu parceiro. Esqueça a ideia de que a sua fantasia tem de ser adequada ou que sequer tem de incluir o seu parceiro. De vez em quando, faça do seu vibrador um objeto presente nos momentos com o seu parceiro. Use o desempenhar de papéis, em que um é um mecânico e outro o cliente... enfim deixe à sua imaginação. Fantasiar é importante e muito bom para a intimidade. Um orgasmo feminino necessita de tempo e de uma pressão consistente no clitóris, muitas vezes algo mais difícil para um homem, pois não conseguem manter um ritmo adequado. No entanto, um vibrador...