AS PALAVRAS QUE ME PARECEM PERTINENTES PARA DESCREVER A REALIZAÇÃO E MANUTENÇÃO DESTE BLOG SÃO: CONHECIMENTO, REFLEXÃO, PARTILHA, CRESCIMENTO, GRATIDÃO E UM PROFUNDO DESEJO DE PODER CONTRIBUIR DE ALGUMA FORMA PARA O DESENVOLVIMENTO E QUALIDADE DE VIDA DAS PESSOAS.
domingo, 18 de março de 2012
Alimentar-se com prazer! Festas e Convívios.
O programa "Bem Me Cuido", cujo foco tem é o "Nutricoaching" e não só, tem sido uma experiência de sucesso e muita gratificação pessoal e profissional.
A pedido de alguns "seguidores" deste programa, que estamos a desenvolver desde Janeiro 2012 - pessoas que engajaram-se neste percurso, rumo a uma nova perspectiva física e emocional, vamos passar a publicar artigos sobre alimentação saudável, receitas deliciosas e muitas outras dicas! Queremos antes de tudo, que este "espaço" sirva de partilha e motivação!
Hoje o tema são as "Festas de anos" e "Convívios"... A maioria das pessoas conseguem fazer uso do método de reeducação alimentar, sem quaisquer dificuldades no decorrer da semana, porque geralmente, passam a alimentar-se com muito mais qualidade e frequência, sentindo-se saciadas e alimentadas, no decorrer de todo o dia. As dificuldades surgem frente às Festas e Convívios, principalmente quando realizadas, nas casas de outras pessoas...
Uma dica importante é alimentar-se adequadamente no decorrer do dia, com alimentos de baixas calorias; ingestão de frutas, legumes, iogurtes, bolachas ricas em fibras, proteínas, líquidos (água, chás, sumos light, etc). Evitar o consumo de alimentos, "para poder abusar" um bocadinho na festa, não é uma boa opção. Quando estamos com fome, não conseguimos ser seletivos... e acabamos por ingerir alimentos, dos quais nem gostamos tanto assim! O nosso comportamento é muitas vezes "automatizado", temos determinados hábitos e por isso nunca nos questionamos acerca deles.
Assim sendo, antes de sair de casa, coma uma peça de fruta, tome um copo de chá, sumo ou água. No local, observe o que há sobre a mesa, avalie os alimentos, o aspecto, o aroma... Não coma assim que chegar! Lembre-se: você não está com "fome física", está apenas "condicionado" a comer, quando diante de alimentos! Apreveite para conversar, interagir, partilhar experiências, afinal as pessoas gostam de festas, também pelo convívio!
Entre as bebidas, dê preferência a uma taça de vinho tinto, ou aos refrigerantes e chás, sem açúcar (leve-os na sua mala, ou se for homem, numa saca) e não tenha vergonha em consumí-los! Lembre-se: você é a pessoa mais importante deste percurso! Dê preferência aos alimentos assados, ao invés de fritos... Substitua os queijos, amendoins, por torradas com patê de atum ou delícias do mar, azeitonas, tremoços... Caso seja possível, ao invés de "picar", faça mesmo um prato e mentalmente, o divida em 4 partes... um bocado de hidratos de carbono (pão, torradas, "bôla" de carne), uma parte de proteínas (febra, carne de vaca ou frango) e duas partes de fibras e saladas verdes (alface, tomate, brotos, etc.) ou frutas. Coma "de-va-gar!", com prazer, saboreando cada bocado.
Entre as garfadas, procure ingerir pequenos goles de água, pouse os talheres... O cérebro leva cerca de 15 a 20 minutos, para registar que o estômago está cheio. Portanto, quanto mais rápido você se alimentar, mais tenderá a comer e a engordar.
Na hora da sobremesa, faça novamente escolhas, observe e veja realmente, aquilo que apetece "mesmo" provar! Coloque num prato, uma pequena porção de bolo, tarte, etc... complete com frutas, frutos secos, etc... As gelatinas são também ótimas opções!
Desfrute com prazer! Sempre sem culpa, ajustando o método, os alimentos disponíveis e o apetite!
Boa semana! Sucessos!
Receita da Semana:
Salada Primavera, com camarões, servida no ananás
Esta salada é uma delícia, muito fresca e completa! Fiz outro dia em casa e ficou muito apetitosa! Os amigos adoraram!
Ingredientes:
1 ananás
folhas verdes (alface, rúcula, etc.)
cenoura ripada
nozes picadas
sal, pimenta
azeite, limão
camarões cozidos, salteados no azeite, com alhos
Modo de preparo:
Corte o ananás ao meio e com uma faca "afiada", corte o fruto aos cubos, deixando a casca intacta, de cabeça para baixo, a escorrer;
Misture os cubos de ananas, juntamente com a folhas verdes, a cenoura ripada, tempere com azeite, limão, sal, pimenta preta, junte as nozes e coloque na casca do ananás, onde será servido;
Coloque por cima os camarões salteados previamente no azeite, com alhos;
Sirva com pão de cereias e bom apetite!!!!
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Programa de Reeducação Alimentar, Comportamental e Emocional (emagrecimento sustentável)
REEDUCAÇÃO ALIMENTAR
Na reeducação alimentar, aprendemos que não é preciso deixar de comer tudo aquilo de que gostamos e que "passar fome" não é definitivamente o caminho. Também não significa comer somente frutas, hortaliças, legumes e verduras. É preciso reaprender, reajustar e redefinir a nossa relação com a alimentação. Permitir-se comer de tudo, sem exageros e principalmente, sem culpa! É justamente esta variedade e equilíbrio, que nos leva a perder peso de forma gradual, saudável e sustentável.
Pensando nisso, em parceria com outros profissionais, desenvolvemos o Programa “Bem-Me-Cuido” – planeado para fornecer todas as ferramentas necessárias para ajudar às pessoas com dificuldades, em relação à alimentação (sobrepeso e obesidade). O programa completo é constituído por aconselhamento e técnicas de Coaching, aplicação do E.M.D.R* e método de reeducação alimentar, desenvolvido por nutricionistas.
Dentre os temas abordados:
· Reeducação alimentar – escolhas inteligentes, resultados surpreendentes! Programa desenvolvido por nutricionistas – “Somos aquilo que comemos” – alimentos nutritivos, ricos em sabores. Receitas apetitosas, ricas em nutrientes e de baixas calorias;
· Imagem corporal – A imagem corporal está relacionada com a auto-estima, auto-imagem e o auto-conceito. As "crenças sobre o corpo ideal", bem como a imagem que temos internalizada e representativa do nosso corpo;
· Crenças limitantes – As crenças limitantes estão arraigadas no inconsciente e atuam na preservação de hábitos, que dificultam a obtenção dos objetivos de emagrecimento. Por exemplo: “ser gordo é sinal de saúde”, ou “ninguém pode ter tudo na vida” ou “quando se está bem é sinal que vem alguma desgraça” etc. Nesses casos o inconsciente pode utilizar a obesidade, como forma de proteção;
· Hábitos – Ao longo dos anos estabelecemos alguns costumes que podem nos prejuicar na manutenção do peso aconselhavel;
· Ansiedade – A ansiedade leva, por compensação, a buscarmos nos alimentos uma redução da tensão emocional;
· Stress - Durante o período em que se está sob Stress, o organismo produz mais adrenalina, elevando as taxas de açúcar no sangue. Para reduzir a quantidade excessiva de açúcar, o organismo produz insulina, transformando o açúcar em gordura. Dessa forma cria-se um ciclo vicioso: Stress → adrenalina → insulina → gordura;
· Depressão – Em pessoas deprimidas ou com outros tipos de privação (afetiva, emocional, social), a comida pode atuar de modo compensatório, favorecendo cronicamente o ganho de peso;
· Autopunição – As pessoas que exercem uma censura rígida quanto aos seus códigos de valores, podem ser levadas à necessidade de se autopunir, quando suas atitudes, pensamentos e desejos, estão em desacordo com sua filosofia;
· Assertividade – a falta de assertividade, pode dificultar ao indivíduo agir em conformidade com sua vontade e acabar por não cumprir o que estabeleceu para si mesmo. Ao não ser capaz de impor limites aos outros, muitas vezes também não os impõe a si próprio;
· Medos – A função do medo é a preservação - gera uma actitude de proteção ou evitação. O problema ocorre quando esse medo é deslocado para o alívio de tensões.
1. São comuns casos em que a obesidade está ligada a abusos físicos, psiquicos ou sexuais, ocorridos na infância ou adolescência, que podem ocasionar o medo pela intimidade;
2. A insatisfação na relação conjugal ou com a sexualidade, pode levar inconscientemente à obesidade, como forma de evitar a infidelidade;
3. Medo relacionado às crenças limitantes, ou seja, se temos uma crença de que “ser gordo é sinal de saúde”, inconsciente, temos o medo de que se emagrecermos, ficamos doentes...
Quando essas questões não são elaboradas, podem actuar como um “travão" às pretensões de um emagrecimento saudável.
É por isso que a reeducação alimentar precisa de ser feita também a nível cerebral. Precisamos viabilizar novos caminhos “neuronais” dentro do nosso cérebro e isto é gradativo.
Um exemplo prático é quando mudamos algum móvel do sítio… Quantas vezes vamos fazer o caminho antigo, onde estava o móvel dantes? Muitas vezes. Por que este “caminho” está gravado no nosso cérebro, este caminho neuronal é automático. Todavia, gradativamente, passamos a construir novas conexões em nosso cérebro, que se vai consolidar, a medida que repetimos o novo percurso, até ao sítio onde o móvel está agora… assim, a antiga conexão se vai enfraquecendo, até desaparecer.
É assim que se formam novos hábitos, o que era novo passa a ser algo comum e automático, que se integra ao nosso dia-a-dia.
Eu sei que as mudanças são possíveis, porque sempre tive excesso de peso e lutei constantemente contra isso! O tal “efeito sanfona” esteve presente em quase todas as fases da minha vida, da infância à adolescência e idade adulta… Nos últimos 16 meses emagreci 34 quilos e voltei a vestir roupas, que já não usava, desde antes da gravidez… Passei do n.º 46 para o n.º 38, mas muito mais que apenas uma silhueta elegante, estou satisfeita por desta vez estar a vivenciar um processo de emagrecimento saudável, sustentável e ecológico!
Mas para alcançarmos os resultados pretendidos, ao longo do precurso de aprendizado, precisamos de motivação, estímulo e muita paciência! Ter bons pensamentos em relação a si e aos outros e uma conduta positiva em relação às mudanças, sobretudo na alimentação. Estabeleça prioridades e siga sua vida de acordo com elas!
Acredite em você!
"Estou a disposição para responder pessoalmente, a todos os emails remetidos para: psicologia.vivamelhor@gmail.com"
| Agosto 2010 - 100kg |
| Janeiro 2012 - 66kg |
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Aspectos Emocionais e Comportamentais da Obesidade e Sobrepeso
Porque a maioria das pessoas que “emagrecem”, não conseguem manter o peso alcançado, a médio e longo prazo???
Aspectos Emocionais da Obesidade e Sobrepeso.
A prevalência de sobrepeso e obesidade vem aumentando rapidamente no mundo, sendo
considerado um importante problema de saúde pública, tanto para países desenvolvidos como em desenvolvimento. Em 2002, estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontavam para a existência de mais de um bilhão de adultos com excesso de peso, sendo 300 milhões considerados obesos.
A obesidade é uma doença crónica, que envolve factores sociais, comportamentais, ambientais, culturais, psicológicos, metabólicos e genéticos. Caracteriza-se pelo acúmulo de gordura corporal resultante do desequilíbrio energético prolongado, que pode ser causado pelo excesso de consumo de calorias e/ou inactividade física.
Os factores genéticos desempenham papel importante na determinação da susceptibilidade do indivíduo para o ganho de peso, porém são os factores ambientais e de estilo de vida, tais como hábitos alimentares inadequados e sedentarismo, que geralmente levam a um balanço energético positivo, favorecendo o surgimento da obesidade.
O sobrepeso e a obesidade contribuem de forma importante para a carga de doenças crónicas e incapacidades. As consequências para a saúde associadas a estes factores vão desde condições debilitantes que afectam a qualidade de vida, tais como a osteoartrite, dificuldades respiratórias, problemas músculo-esqueléticos, problemas de pele e infertilidade, até condições graves como doenças coronárias, diabetes tipo 2 e certos tipos de cancro.
O sobrepeso e a obesidade também estão associados a distúrbios psicológicos, incluindo depressão, distúrbios alimentares, imagem corporal distorcida e baixa auto-estima. As prevalências de ansiedade e depressão são de três a quatro vezes mais altas entre indivíduos obesos. Além disso, indivíduos obesos também são estigmatizados e sofrem discriminação social. Apesar de as comorbidades associadas ao sobrepeso e à obesidade serem mais frequentes em adultos, algumas delas, como diabetes tipo 2, hipercolesterolemia, hipertensão arterial e problemas ortopédicos, também têm sido observadas em crianças e adolescentes com excesso de peso. Estima-se que adolescentes com excesso de peso tenham 70% de probabilidade de se tornarem adultos com sobrepeso ou obesos.
Além das consequências para a saúde, o sobrepeso e a obesidade também acarretam consequências socioeconómicas substanciais. Os custos do excesso de peso para os sistemas de saúde são altos e podem ser directos e indirectos. Os directos envolvem gastos com o tratamento da obesidade e suas consequências. Entre os indirectos, encontram-se a perda de renda pela redução da produtividade e do absenteísmo, devido à doença ou incapacidade e a perda de renda futura, devido a mortes prematuras. De acordo com estimativas da International Obesity Task Force, o custo directo atribuído à obesidade em países industrializados, representa de 2% a 8 % do gasto total com a atenção à saúde.
Entretanto, o facto destas e de tantas outras informações serem de conhecimento da grande maioria das pessoas, pouco ou nada contribuem para alterarmos nossos hábitos... Por que isso acontece??? Primeiro porque alterar hábitos é algo extremamente complexo, uma vez que exige formas de “Ser” e “Estar” diferentes daquelas aprendidas, ou seja, exige um repertório de novas estratégias de Coping ou enfrentamento; por outro lado, a alimentação envolve uma série de elementos não apenas culturais, sociais e de hábitos, como também afectivos e emocionais.
Em todas as culturas, o alimento tem papel de destaque. Nós, seres humanos, desde o nosso primeiro contacto com o alimento - durante a amamentação - recebemos, além da nutrição, o calor, o toque, a voz suave e o carinho de alguém que nos nutre física e emocionalmente. Ao longo da nossa existência, as relações com os alimentos continuam permeadas por sentimentos, por exemplo, quando alguém nos prepara um delicioso bolo ou lanche… Os alimentos, vão adquirindo valor sentimental também em celebrações que reúnem a família em torno da mesa, como a Páscoa, ou a ceia de Natal. Do mesmo modo, o alimento passa a constituir demonstração de afecto no ato de presentear quem se ama com bombons ou chocolates, ou ainda, na preparação de um prato especial, numa data marcante (aniversários, bodas, etc.), e por fim o carácter social, do convívio e troca de experiências em volta de uma mesa ou barbecue…
Desta forma, a relação do homem com o alimento adquire significados que vão muito além do simples valor nutricional. Muitas vezes, a comida ou o acto de comer, se tornam a principal maneira de lidarmos com as nossas emoções.
Assim, comemos quando estamos ansiosos, preocupados, tristes, com raiva, cansados, desmotivados, ou quando não nos sentimos bem, quando nossa auto-estima está rebaixada...
Isso significa atribuir à comida funções que não podem ser supridas por ela, como aplacar desconfortos, frustrações, solidão ou ociosidade. O alimento é uma maneira fácil, de “baixo custo” e imediata de obtenção do prazer.
No caso de sobrepeso/obesidade, emagrecer não é uma questão apenas de controlo alimentar, mas uma busca pelo equilíbrio e maturidade emocionais. O controlo alimentar e a actividade física são muito importantes para se obter sucesso no emagrecimento, todavia, na maioria das vezes, não são suficientes para manter o peso dentro dos limites saudáveis. Dietas restringem temporariamente a alimentação, mas não ensinam a lidar com a ansiedade e o sentimento de “vazio”, decorrentes não apenas das mudanças alimentares, mas da nossa incapacidade de obter satisfação, através de outros meios. Há que se alterar a equação Culpa X Prazer, porque existem outras formas de gratificação…
Desse modo, o processo de emagrecer envolve tanto o aspecto físico, comportamental, como o emocional.
“O prazer de emagrecer e se manter saudável e activo, supera o prazer de comer em excesso”
É necessária a construção de uma identidade “magra”, onde gradativamente desenvolvemos uma nova atitude em relação a nós próprios e aos alimentos; saber quando, quanto e o que comer, assumindo responsabilidade pelo processo de emagrecimento. Identificar objectivos claros e significativos, que sejam subjacentes ao prazer momentâneo, proporcionado pela comida em excesso.
sábado, 5 de novembro de 2011
Quando e por que procurar um psicólogo???
A figura do Psicólogo, em alguns países e também em Portugal, está ainda associada aquele profissional, que trata nomeadamente, dos distúrbios de foro psiquiátrico. Esta é uma visão reducionista e pouco realista nos dias actuais, bem como a imagem que lhe é característica: o psicólogo sentado numa cadeira, atrás de um divã, com o cliente deitado, a olhar para o teto… A psicologia e as suas áreas de intervenção ampliaram-se e dinamizaram-se, no decorrer das últimas décadas, a exemplo de outras ciências, como a medicina.
As diversas áreas – Psicologia Clínica, Social, das Organizações (trabalho), Forense, da Saúde, etc., abarcam realidades e necessidades completamente distintas e cada vez mais necessárias no cenário actual. As inúmeras “linhas” que servem de base ao desenvolvimento desta ciência, também estão a expandir-se e tornam-se cada vez mais “focais” e “breves” (EMDR e Brainspotting).
No decorrer destes quase 14 anos de profissão, são incontáveis o número de pessoas que chegaram ao consultório, após anos a fio de sofrimento “desnecessário” - quer pelo desconhecimento, quer pelo preconceito - de que os Psicólogos as pudessem auxiliar, na melhoria da sua qualidade de vida…
Assim, com o propósito de contribuir para que as pessoas ultrapassem esta “barreira”, estamos a disponibilizar uma Consulta de Aconselhamento (sem qualquer custo), ou compromisso posterior. Nesta consulta, vamos explorar juntos, as principais questões que fazem parte da sua história e aquelas que actualmente, possam dificultar levar uma vida mais plena e satisfatória!
Como Psicóloga Clínica e da Saúde, as principais áreas de intervenção recaem sobre os sintomas de ansiedade (advindos da capacidade de gerir situações de stress, adversidades, perdas, etc.), ou ainda quadros depressivos e somáticos. Entende-se como quadros “somáticos” diversos sintomas físicos, cujas características de personalidade e maneira de enfrentar os problemas do quotidiano, acabam por deflagrar: alergias, problemas respiratórios, enxaquecas, distúrbios gástricos, entre tantos outros…
Somos uma “unidade” composta por diversos “sistemas”- neurológico, imunitário, hormonal, respiratório, digestivo, emocional… todos interligados de forma indissociável, que interfere e recebe interferência dos outros sistemas, ininterruptamente… Assim, quando surgem sintomas emocionais (angustia, falta de ânimo ou sentido na vida), ou físicos (dificuldades para adormecer, compulsão alimentar, diarreias, prisão de ventre, etc.), entendemos que fazem parte de um conjunto de “sinalizadores”, que procuram demonstrar que algo neste “sistema” está a precisar de “ajustes”…
Procura-se um Psicólogo, não porque estamos “doentes”, mas porque desejamos estar mais saudáveis, mais conscientes, mais atentos ao que se está a passar connosco - seja em qualquer dimensão do nosso Ser - e assim potencializar a nossa capacidade inerente de realização pessoal, profissional, familiar, afectiva e emocional.
Essa é a visão central da Psicologia da Saúde – a retomada de posse de si mesmo, e o desenvolvimento de uma atitude responsável diante do nosso bem-estar físico, emocional e do nosso sistema de crenças e valores.
Ana Cristina Saladrigas
domingo, 3 de julho de 2011
O que é EMDR?
O EMDR
é uma abordagem que activa mecanismos de cura e criatividade do nosso cérebro.
A técnica foi descoberta por Francine Shapiro no final da década de 80. Inicialmente era utilizada para pacientes que sofriam de stress pós traumático, hoje seu uso foi ampliado para outras patologias bem como para a optimização do desempenho. Cresce a cada dia o número de estudos científicos, assegurando a eficácia do tratamento e manutenção dos resultados obtidos. A sigla EMDR significa Eye Movement Desensitization and Reprocessing: Dessensibilização e Reprocessamento por meio dos Movimentos Oculares.
A técnica foi descoberta por Francine Shapiro no final da década de 80. Inicialmente era utilizada para pacientes que sofriam de stress pós traumático, hoje seu uso foi ampliado para outras patologias bem como para a optimização do desempenho. Cresce a cada dia o número de estudos científicos, assegurando a eficácia do tratamento e manutenção dos resultados obtidos. A sigla EMDR significa Eye Movement Desensitization and Reprocessing: Dessensibilização e Reprocessamento por meio dos Movimentos Oculares.
Como
funciona?
O cérebro é
um órgão com subdivisões, áreas com diferentes características
bioquímicas e diverso em sua organização celular. Por exemplo, é dividido entre
hemisférios direito e esquerdo: no lado direito predomina o comando das nossas
emoções e potencial artístico, no esquerdo, as conexões que regulam nossa
capacidade racional e lógica. Outra divisão importante vem de nossa evolução
como animais. São diferenças marcadas por três momentos da evolução: répteis,
mamíferos, humanos.
Tantas diferenças dentro do cérebro
dificultam a sincronia entre razão, emoção e acção. Também dificultam a
“digestão” das experiências que vivemos.
Com o EMDR ativamos
várias áreas cerebrais através da estimulação sensorial bilateral. Um processo
simples que promove a dessensibilização daquilo que nos incomoda, colocando-nos
em um estado mais adaptativo e saudável, no qual razão, emoção e ação estão
mais alinhadas.
Como
o cérebro é acessado pelo EMDR?
Da mesma maneira que
ele recebe as informações do ambiente: visão, audição, tato, olfacto e paladar.
Como
o EMDR é aplicado?
Existem algumas
etapas. Mas o básico é composto por perguntas que activam diferentes regiões
cerebrais de ambos os hemisférios.
Estimulações sensoriais bilaterais que promovem o fluxo de energia entre diferentes regiões
cerebrais, de ambos os hemisférios, integrando as informações e transformando-as.
Em todo o processo o paciente mantém-se consciente. Estar acordado é fundamental, assim o
cérebro entende que está no presente e que o que está ocorrendo lá dentro são só lembranças. É o que chamamos de atenção dual.
Inicialmente eram usados apenas os movimentos oculares (lembre: no sonho os olhos se movem quando dormimos) depois percebeu-se que sons e toques bilateralizados tinham o mesmo efeito.
Estimulações sensoriais bilaterais que promovem o fluxo de energia entre diferentes regiões
cerebrais, de ambos os hemisférios, integrando as informações e transformando-as.
Em todo o processo o paciente mantém-se consciente. Estar acordado é fundamental, assim o
cérebro entende que está no presente e que o que está ocorrendo lá dentro são só lembranças. É o que chamamos de atenção dual.
Inicialmente eram usados apenas os movimentos oculares (lembre: no sonho os olhos se movem quando dormimos) depois percebeu-se que sons e toques bilateralizados tinham o mesmo efeito.
Quais
são as vantagens do EMDR?
Rapidez - O fluxo rápido e intenso
do processamento traz agilidade ao tratamento.
Mudança
global –
Nossos sintomas e dificuldades tem componentes de várias regiões do cérebro. No
EMDR há interconexão das regiões relacionadas, independente de sabermos quais
elementos estão sendo integrados e em que proporção. Nossa certeza é que a
integração caminha no sentido da cura.
Rastreamento – Podemos não saber exactamente qual é o trauma, mas o
sistema de processamento de informação e adaptação tem a capacidade de rastrear
o problema. Há um verdadeiro instinto para a cura. Exposição reduzida – Muitas vezes o paciente está cansado
de falar sobre o que aconteceu ou tem vergonha. A fala necessária no EMDR é
reduzida, o importante é processar.
Fisiologia – o paciente não apenas pensa a melhora, ele sente a
melhora. O EMDR é um processo fisiológico que caminha na direcção da coerência
e da harmonia interna do corpo e entre o corpo e o meio ambiente. Sendo um processo fisiológico pode ser visto através de tomografia
(SPECT).
Quem
pode aplicar o EMDR?
Psicólogos e
psiquiatras devidamente capacitados pelo EMDR Institute.
Para obtenção do Certificado emitido pelo EMDR Institute,
os Psicólogos precisam realizar o nível I, nível intermédio,
terem aplicado no mínimo 50 fichas de trabalho e finalmente o nível 2.
Indicações
Pessoas de todas as idades podem usufruir dos benefícios do EMDR
tanto para a terapêutica como para a optimização do desempenho. Indivíduos com
deficiência auditiva ou visual também se beneficiam pois a estimulação
bilateral pode ser visual, auditiva ou táctil. A aplicação do EMDR é ampla, abaixo
algumas possibilidades:
· Baixa auto-estima;
· Bullying (humilhação, exclusão,
difamação e agressão na escola);
· Dificuldades de aprendizagem;
· Gagueira;
· Pânico;
· Depressão;
· Fibromialgia;
· Transtorno bipolar;
· Fobias;
· Dificuldades de relacionamento;
· Timidez;
· Problemas relacionados ao desempenho
sexual;
· Somatizações;
· Excesso de ansiedade, ciúmes, culpa,
tristeza, raiva, vergonha, medos;
· Excesso de dores, formigamentos,
cheiros e gostos que não existem;
· Dor fantasma;
· Stress pós-traumático;
· Memórias perturbadoras;
· Pesadelos recorrentes;
· Perda de entes queridos;
· Vítimas de catástrofes naturais,
acidentes em geral e de violência – verbal, corporal, sexual;
Pessoas
que buscam
· Melhoria de desempenho profissional
nos negócios, artes e esportes;
· Melhoria de desempenho no aprendizado
de idiomas;
· Redução/administração do stress;
· Preparação para cirurgias e
recuperação de procedimentos cirúrgicos hospitalares;
· Instalação de Recursos Positivos.
Referências
Bibliográficas
· GRAND, D. Cura Emocional em Velocidade
Máxima: o Poder do EMDR. Brasília: Nova Temática,
2007.
2007.
· MORA, F. Continuun: Como o Cérebro
Funciona? Porto Alegre: Artmed Editora S.A., 2004.
· SERVAN-SCHREIBER, D. Curar: O Stress,
A Ansiedade e a Depressão sem Medicamento nem
Psicanálise. São Paulo: Sá Editora, 2004.
Psicanálise. São Paulo: Sá Editora, 2004.
ARTIGO EXTRAÍDO DO SITE: http://www.giovanatessaro.com.br/emdr/
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Não se faz mais psicoterapia como antes... EMDR uma nova opção
Maria levantou da mesa, respirou fundo e subiu a escada rolante pela primeira vez em 58 anos de vida. Helena chegou no consultório e contou que conseguiu entrar no aparelho de ressonância magnética, com tranqüilidade. Rodrigo voltou a conduzir o automóvel pela primeira vez depois do acidente em que morreram seus amigos. Patrícia fez os exames de sangue depois de ter perdido o medo das agulhas. João Pedro comentou do assalto armado à sua casa que durou 5 horas: “Ah, aquilo agora virou história para contar em happy hour”. O que essas pessoas têm em comum é que se submeteram a uma psicoterapia revolucionária, chamada EMDR - Eye Movement Dessensitization and Reprocessing (Dessensibilização e Reprocessamento pelos Movimentos Oculares) descoberta por Dra. Francine Shapiro em 1987, nos Estados Unidos. De lá para cá, mais de cem mil terapeutas foram capacitados mundialmente, na abordagem que hoje, representa uma mudança de paradigma na psicoterapia.
De forma acelerada e adaptativa, o EMDR “recria” de certa maneira o que acontece com as pessoas durante a etapa do sono - movimento rápido ocular (sono REM – Rapid Eye Movement), quando o cérebro, processa informação diária e deveria arquivá-la adaptativamente ao passado. Por alguma razão ainda não completamente compreendida, em determinadas situações, as pessoas não conseguem realizar este processamento de forma normal e saudável, de onde possivelmente, advém os pesadelos, sobressaltos, pensamentos intrusivos e obsessivos, ataques de pânico e em casos mais graves o Transtorno de Stress Pós-Traumático (TSPT) e suas conseqüências e em casos mais excepcionais, podem chegar aos Transtornos Dissociativos de Identidade, quando possuem historias de traumas crónicos, repetitivos e constantes, especialmente na infância.
Para efetuar o EMDR, o psicoterapeuta deve capacitar-se junto a cursos credenciados, onde será ensinado de forma teórica e prática como manejar o protocolo de oito fases que estrutura o tratamento. Começando com a primeira fase onde o paciente partilha sua história clínica e o terapeuta identifica os traumas e lembranças dolorosas do paciente, que serão os alvos de tratamento em futuras sessões. Na segunda fase, instala-se recursos positivos para ajudar o paciente a enfrentar momentos difíceis dentro e fora da sessão, além de experimentar os diferentes movimentos bilaterais (visuais, auditivos e táteis), além de instruções acerca do processo do EMDR. Na terceira fase, “acessa-se" o arquivo cerebral a ser trabalhado através dos resgate das imagens, crenças, emoções e sensações, vinculadas ao evento chave em questão. Na quarta fase o terapeuta aplica os estímulos bilaterais que darão o “ arranque” ao cérebro, para que possa desenvolver o processamento, que resultará na dessensibilização da lembrança dolorosa ou trauma. Na quinta fase é possível substituir as crenças negativas e falsas a respeito daquilo que foi vivido por crenças positivas, que levarão o paciente a encontrar percepções adaptativas, àquilo que havia sido arquivado de maneira mal adaptativa e muitas vezes patológica. Na sexta fase verifica-se a existência (ou não) de perturbações corporais e a sessão termina na sétima fase, com instruções especificas sobre o que esperar entre sessões. Na oitava fase o paciente volta, faz-se uma avaliação dos resultados e prossegue-se com a evolução do tratamento: um novo alvo de tratamento caso o anterior já tenha se resolvido de maneira satisfatória, ou a elaboração mais profunda e completa do alvo inicial.
Importante deixar claro que as 8 fases descritas acima, podem durar 2, 3, 4, 5 ou mais sessões, embora o propósito do tratamento com EMDR seja obter os mais profundos e eficazes efeitos, no mais curto período de tempo, mantendo a estabilidade do indivído dentros dos sistemas familiar e social.
O que faz o EMDR ser percebido como uma mudança de paradigma? Primeiro, não é preciso falar para haver mudanças... Durante 120 anos fomos ensinados que o paciente deveria conversar e falar sobres suas dificuldades... (o “talking cure” que descrevia Freud). Mas com o EMDR, a fala pode ser mínima durante o período de reprocessamento cerebral, o que permite que o paciente possa trabalhar suas lembranças, em privado. Levando em consideração que muitos traumas são de carácter sexual ou humilhantes, o facto de não ter que entrar em detalhes, muitas vezes permite ao paciente o enfrentamento da lembrança sem tanto constrangimento.Segundo, a resolução da dificuldade se dá pela integração da informação neuronal, inicialmente dissociada nos hemisférios cerebrais. É comum que a lembrança dolorosa esteja arquivada no hemisfério direito e que a fala (área de Broca) que permite a atribuição de sentido ao evento, esteja no hemisfério esquerdo. A lembrança está desvinculada daquilo que poderia permitir ao paciente descrever em palavras o que lhe aconteceu (“não tenho palavras para lhe explicar o que me aconteceu” é um discurso comum entre pessoas traumatizadas, porque literalmente, não as têm). Ou a lembrança está desvinculada do sistema límbico e o paciente vive em um eterno estado de ansiedade e perigo sem saber porque e sem poder explicar para o seu cérebro, que o perigo passou. (Isso se constata através de tomografias cerebrais sofisticadas tais como PET scans, SPECT scans o ressonâncias magnéticas funcionais - fMRI). O EMDR integra essas informações e permite que se possa atribuir sentido ao ocorrido, o que "acalma" o sistema límbico atormentado.
O EMDR foi inicialmente desenvolvido para tratar traumas e os transtornos derivados, tais como abusos sexuais ou estupros, assaltos, ataques/cenas de violência, seqüela de guerra e de desastres naturais, etc. atualmente se aplica também no manejo de dor crônica - sabemos que a dor física tem componentes emocionais – e traumáticos – que costumam responder bem ao EMDR; no luto e depressão, fobias e desordem de pânico, dependência química e adicções. Ademais, tem se utilizado o EMDR para a instalação de recursos positivos, fortalecendo aquelas pessoas que trazem consigo, uma fragilidade inerente ou adquirida.
Extraído do site: EMDR Brasil
Adaptado para o Português (Portugal), por Ana Silva
De forma acelerada e adaptativa, o EMDR “recria” de certa maneira o que acontece com as pessoas durante a etapa do sono - movimento rápido ocular (sono REM – Rapid Eye Movement), quando o cérebro, processa informação diária e deveria arquivá-la adaptativamente ao passado. Por alguma razão ainda não completamente compreendida, em determinadas situações, as pessoas não conseguem realizar este processamento de forma normal e saudável, de onde possivelmente, advém os pesadelos, sobressaltos, pensamentos intrusivos e obsessivos, ataques de pânico e em casos mais graves o Transtorno de Stress Pós-Traumático (TSPT) e suas conseqüências e em casos mais excepcionais, podem chegar aos Transtornos Dissociativos de Identidade, quando possuem historias de traumas crónicos, repetitivos e constantes, especialmente na infância.
Para efetuar o EMDR, o psicoterapeuta deve capacitar-se junto a cursos credenciados, onde será ensinado de forma teórica e prática como manejar o protocolo de oito fases que estrutura o tratamento. Começando com a primeira fase onde o paciente partilha sua história clínica e o terapeuta identifica os traumas e lembranças dolorosas do paciente, que serão os alvos de tratamento em futuras sessões. Na segunda fase, instala-se recursos positivos para ajudar o paciente a enfrentar momentos difíceis dentro e fora da sessão, além de experimentar os diferentes movimentos bilaterais (visuais, auditivos e táteis), além de instruções acerca do processo do EMDR. Na terceira fase, “acessa-se" o arquivo cerebral a ser trabalhado através dos resgate das imagens, crenças, emoções e sensações, vinculadas ao evento chave em questão. Na quarta fase o terapeuta aplica os estímulos bilaterais que darão o “ arranque” ao cérebro, para que possa desenvolver o processamento, que resultará na dessensibilização da lembrança dolorosa ou trauma. Na quinta fase é possível substituir as crenças negativas e falsas a respeito daquilo que foi vivido por crenças positivas, que levarão o paciente a encontrar percepções adaptativas, àquilo que havia sido arquivado de maneira mal adaptativa e muitas vezes patológica. Na sexta fase verifica-se a existência (ou não) de perturbações corporais e a sessão termina na sétima fase, com instruções especificas sobre o que esperar entre sessões. Na oitava fase o paciente volta, faz-se uma avaliação dos resultados e prossegue-se com a evolução do tratamento: um novo alvo de tratamento caso o anterior já tenha se resolvido de maneira satisfatória, ou a elaboração mais profunda e completa do alvo inicial.
Importante deixar claro que as 8 fases descritas acima, podem durar 2, 3, 4, 5 ou mais sessões, embora o propósito do tratamento com EMDR seja obter os mais profundos e eficazes efeitos, no mais curto período de tempo, mantendo a estabilidade do indivído dentros dos sistemas familiar e social.
O que faz o EMDR ser percebido como uma mudança de paradigma? Primeiro, não é preciso falar para haver mudanças... Durante 120 anos fomos ensinados que o paciente deveria conversar e falar sobres suas dificuldades... (o “talking cure” que descrevia Freud). Mas com o EMDR, a fala pode ser mínima durante o período de reprocessamento cerebral, o que permite que o paciente possa trabalhar suas lembranças, em privado. Levando em consideração que muitos traumas são de carácter sexual ou humilhantes, o facto de não ter que entrar em detalhes, muitas vezes permite ao paciente o enfrentamento da lembrança sem tanto constrangimento.Segundo, a resolução da dificuldade se dá pela integração da informação neuronal, inicialmente dissociada nos hemisférios cerebrais. É comum que a lembrança dolorosa esteja arquivada no hemisfério direito e que a fala (área de Broca) que permite a atribuição de sentido ao evento, esteja no hemisfério esquerdo. A lembrança está desvinculada daquilo que poderia permitir ao paciente descrever em palavras o que lhe aconteceu (“não tenho palavras para lhe explicar o que me aconteceu” é um discurso comum entre pessoas traumatizadas, porque literalmente, não as têm). Ou a lembrança está desvinculada do sistema límbico e o paciente vive em um eterno estado de ansiedade e perigo sem saber porque e sem poder explicar para o seu cérebro, que o perigo passou. (Isso se constata através de tomografias cerebrais sofisticadas tais como PET scans, SPECT scans o ressonâncias magnéticas funcionais - fMRI). O EMDR integra essas informações e permite que se possa atribuir sentido ao ocorrido, o que "acalma" o sistema límbico atormentado.
O EMDR foi inicialmente desenvolvido para tratar traumas e os transtornos derivados, tais como abusos sexuais ou estupros, assaltos, ataques/cenas de violência, seqüela de guerra e de desastres naturais, etc. atualmente se aplica também no manejo de dor crônica - sabemos que a dor física tem componentes emocionais – e traumáticos – que costumam responder bem ao EMDR; no luto e depressão, fobias e desordem de pânico, dependência química e adicções. Ademais, tem se utilizado o EMDR para a instalação de recursos positivos, fortalecendo aquelas pessoas que trazem consigo, uma fragilidade inerente ou adquirida.
Extraído do site: EMDR Brasil
Adaptado para o Português (Portugal), por Ana Silva
domingo, 8 de maio de 2011
O Cancro, as Emoções e o Sistema Imunitário
Pacientes com diagnósticos e prognósticos idênticos, vivenciam o processo de doença de maneiras completamente diferentes, tendo como possíveis desfechos a cura, a doença estacionária ou a terminalidade.
Quais características ou particularidades, poderão ser determinantes no desenvolvimento e na manutenção de uma patologia, sobretudo no Cancro?
A Psiconeuroimunologia, ciência relativamente recente, tem resgatado as propostas da Psicossomática e da Psicanálise, transformando em "verdades científicas" os conhecimentos de domínio popular, sobre as relações entre doença-saúde, estados emocionais e situações de vida.
Dentro desta perspectiva, o Ser humano é visto como um sistema total integrado de mente, corpo e emoções e desse modo, o caminho para a recuperação ou manutenção da saúde deve ser percorrido entre os diversos saberes (medicina, psicologia, religião/espiritualidade, etc.)
Uma doença não é simplesmente um facto físico, diz respeito à pessoa como um todo, incluindo não apenas o corpo, mas também as emoções e a mente.
As emoções e o estado mental têm uma função importante tanto no surgimento, quanto na recuperação de qualquer doença. Todos nós participamos da nossa saúde através das nossas convicções, sentimentos e actitudes em relação à nossa vida (escolha dos alimentos, actividades físicas, sociais, de laser, etc.); a participação indica a função vital que desempenhamos na manutenção do nosso nível de saúde.
A grande maioria das pessoas acha que a "cura" de uma doença é algo que nos é "oferecido". Assim, quando diantes de um problema de saúde, a única coisa que fazem é ir ao médico e delegar a este a responsabilidade pelo restabelecimento orgânico.
A participação activa e positiva no nosso processo de saúde, pode influenciar a doença, o resultado do tratamento e a qualidade de vida.
Pensamentos e sentimentos não provocam nem curam cancro, porém são um factor dos mais importantes, para a integração harmoniosa do ser humano como um todo.
Estudos recentes vem confirmando a concepção já existente na Medicina Hipocrática de que os estados psicológicos e os distúrbios de humor podem gerar doença física.
Alguns estudos indicam uma possível relação entre o início do cancro e a vivência de situações de perda, separações e luto, ou estados de depressão, ansiedade e desesperança, além de tendência à repressão de sentimentos e afectos.
LeShan, identificou quatro componentes típicos da vida de mais de 500 pacientes oncológicos com quem trabalhou:
Juventude marcada por sentimentos de isolamento, desespero e negligência;
Forte e significativo vínculo afectivo (com alguém ou algo), onde grande quantidade de energia fora investida;
Perda desse vínculo (relacionamento ou trabalho); reacção de desespero, como se a ferida da infância tivesse sido dolorosamente reaberta;
Sentimentos de culpa, auto-reprovação e falta de esperança.
A observação clínica de médicos e cirurgiões tem indicado que pacientes mais esperançosos e optimistas frente à sua doença, parecem ter mais tempo de sobrevida e melhor evolução.
O sistema imune actua como mediador das relações do indivíduo consigo mesmo e com o meio externo, envolvendo-se na manutenção da integridade corporal, como um sistema auto-regulável e adaptativo, operando em íntima associação com o sistema nervoso e endócrino.
Existe uma ligação evidente entre o stresse e as doenças. Estudos recentes revelam o processo fisiológico através do qual as respostas emocionais ao stresse podem criar suscetibilidade as doenças, suprimindo o sistema de defesa do organismo.
É importante notar que a quantidade de stresse emocional causado por factores externos, depende da maneira como a pessoa interpreta ou lida com estes factores.
Na verdade, o precesso de adoecimento, na sua grande amplitude, está vinculado ao nosso estado mental, embora isso tenha sido desvalorizado pela influência organicista e reducionista da ciência médica.
O pensamento (emoção) é um fenômeno que ocorre simultaneamente ao nível do subsistema do corpo e ao nível do subsistema dos processos mentais. Aquilo que ao nível dos sentimentos é medo, raiva, dor, tristeza, alegria, fome - no corpo, concomitantemente, se expressa através de modificações das funções motoras, secretoras e de irrigação sanguinea. Estas alterações são coordenadas pelo eixo hipotálamo-hipófise e pelo sistema límbico.
O cancro surge como uma indicação de problemas existentes em outras áreas da vida da pessoa, agravados ou desencadeados por um período de Stresse ocorrido de 06 a 18 meses, antes do aparecimento da neoplasia.
Estudos demonstram que o paciente com cancro, reage a esses problemas e ao Stresse com um sentimento de profunda falta de esperança e de “desistência”. Essa actitude emocional, dispara um conjunto de reacções fisiológicas que suprimem as defesas naturais do corpo, tornando-o suscetível à produção de células anormais.
Quando o DNA da célula é lesado, o corpo quase sempre consegue promover o reparo desses danos, através de eficientes mecanismos de defesa do organismo. Com o passar dos anos, as alteração que não foram reparadas, vão se acumulando e eventualmente o organismo pode “perder o controlo” sobre a reprodução desta célula. Uma célula “mutada”, alterada, não obedece mais aos sinais internos. Desse modo, passa a agir "independentemente" ao invés de "cooperativamente".
A formação do cancro, em geral, dá-se lentamente, podendo levar vários anos para que uma célula cancerosa se prolifere e dê origem a um tumor visível.
A formação do cancro, em geral, dá-se lentamente, podendo levar vários anos para que uma célula cancerosa se prolifere e dê origem a um tumor visível.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, apenas 1% dos cancros são de origem hereditária, 16% são atribuidos a agentes infecciosos e 80 a 90% sofrem envolvimento dos agentes ambientais (compostos químicos, tabagismo, ingestão de álcool, dieta alimentar, infecções parasitárias, etc.
Assim sendo é de suma importância uma reflecção acerca das nossas actitudes, sejam elas físicas ou emocionais. Uma vida harmoniosa não significa ausência de problemas, mas sim a capacidade de superá-los de maneira eficiente, adaptativa, com uma postura positiva e assima de tudo activa!
Não hesite em procurar ajuda!
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