Maria levantou da mesa, respirou fundo e subiu a escada rolante pela primeira vez em 58 anos de vida. Helena chegou no consultório e contou que conseguiu entrar no aparelho de ressonância magnética, com tranqüilidade. Rodrigo voltou a conduzir o automóvel pela primeira vez depois do acidente em que morreram seus amigos. Patrícia fez os exames de sangue depois de ter perdido o medo das agulhas. João Pedro comentou do assalto armado à sua casa que durou 5 horas: “Ah, aquilo agora virou história para contar em happy hour”. O que essas pessoas têm em comum é que se submeteram a uma psicoterapia revolucionária, chamada EMDR - Eye Movement Dessensitization and Reprocessing (Dessensibilização e Reprocessamento pelos Movimentos Oculares) descoberta por Dra. Francine Shapiro em 1987, nos Estados Unidos. De lá para cá, mais de cem mil terapeutas foram capacitados mundialmente, na abordagem que hoje, representa uma mudança de paradigma na psicoterapia.
De forma acelerada e adaptativa, o EMDR “recria” de certa maneira o que acontece com as pessoas durante a etapa do sono - movimento rápido ocular (sono REM – Rapid Eye Movement), quando o cérebro, processa informação diária e deveria arquivá-la adaptativamente ao passado. Por alguma razão ainda não completamente compreendida, em determinadas situações, as pessoas não conseguem realizar este processamento de forma normal e saudável, de onde possivelmente, advém os pesadelos, sobressaltos, pensamentos intrusivos e obsessivos, ataques de pânico e em casos mais graves o Transtorno de Stress Pós-Traumático (TSPT) e suas conseqüências e em casos mais excepcionais, podem chegar aos Transtornos Dissociativos de Identidade, quando possuem historias de traumas crónicos, repetitivos e constantes, especialmente na infância.
Para efetuar o EMDR, o psicoterapeuta deve capacitar-se junto a cursos credenciados, onde será ensinado de forma teórica e prática como manejar o protocolo de oito fases que estrutura o tratamento. Começando com a primeira fase onde o paciente partilha sua história clínica e o terapeuta identifica os traumas e lembranças dolorosas do paciente, que serão os alvos de tratamento em futuras sessões. Na segunda fase, instala-se recursos positivos para ajudar o paciente a enfrentar momentos difíceis dentro e fora da sessão, além de experimentar os diferentes movimentos bilaterais (visuais, auditivos e táteis), além de instruções acerca do processo do EMDR. Na terceira fase, “acessa-se" o arquivo cerebral a ser trabalhado através dos resgate das imagens, crenças, emoções e sensações, vinculadas ao evento chave em questão. Na quarta fase o terapeuta aplica os estímulos bilaterais que darão o “ arranque” ao cérebro, para que possa desenvolver o processamento, que resultará na dessensibilização da lembrança dolorosa ou trauma. Na quinta fase é possível substituir as crenças negativas e falsas a respeito daquilo que foi vivido por crenças positivas, que levarão o paciente a encontrar percepções adaptativas, àquilo que havia sido arquivado de maneira mal adaptativa e muitas vezes patológica. Na sexta fase verifica-se a existência (ou não) de perturbações corporais e a sessão termina na sétima fase, com instruções especificas sobre o que esperar entre sessões. Na oitava fase o paciente volta, faz-se uma avaliação dos resultados e prossegue-se com a evolução do tratamento: um novo alvo de tratamento caso o anterior já tenha se resolvido de maneira satisfatória, ou a elaboração mais profunda e completa do alvo inicial.
Importante deixar claro que as 8 fases descritas acima, podem durar 2, 3, 4, 5 ou mais sessões, embora o propósito do tratamento com EMDR seja obter os mais profundos e eficazes efeitos, no mais curto período de tempo, mantendo a estabilidade do indivído dentros dos sistemas familiar e social.
O que faz o EMDR ser percebido como uma mudança de paradigma? Primeiro, não é preciso falar para haver mudanças... Durante 120 anos fomos ensinados que o paciente deveria conversar e falar sobres suas dificuldades... (o “talking cure” que descrevia Freud). Mas com o EMDR, a fala pode ser mínima durante o período de reprocessamento cerebral, o que permite que o paciente possa trabalhar suas lembranças, em privado. Levando em consideração que muitos traumas são de carácter sexual ou humilhantes, o facto de não ter que entrar em detalhes, muitas vezes permite ao paciente o enfrentamento da lembrança sem tanto constrangimento.Segundo, a resolução da dificuldade se dá pela integração da informação neuronal, inicialmente dissociada nos hemisférios cerebrais. É comum que a lembrança dolorosa esteja arquivada no hemisfério direito e que a fala (área de Broca) que permite a atribuição de sentido ao evento, esteja no hemisfério esquerdo. A lembrança está desvinculada daquilo que poderia permitir ao paciente descrever em palavras o que lhe aconteceu (“não tenho palavras para lhe explicar o que me aconteceu” é um discurso comum entre pessoas traumatizadas, porque literalmente, não as têm). Ou a lembrança está desvinculada do sistema límbico e o paciente vive em um eterno estado de ansiedade e perigo sem saber porque e sem poder explicar para o seu cérebro, que o perigo passou. (Isso se constata através de tomografias cerebrais sofisticadas tais como PET scans, SPECT scans o ressonâncias magnéticas funcionais - fMRI). O EMDR integra essas informações e permite que se possa atribuir sentido ao ocorrido, o que "acalma" o sistema límbico atormentado.
O EMDR foi inicialmente desenvolvido para tratar traumas e os transtornos derivados, tais como abusos sexuais ou estupros, assaltos, ataques/cenas de violência, seqüela de guerra e de desastres naturais, etc. atualmente se aplica também no manejo de dor crônica - sabemos que a dor física tem componentes emocionais – e traumáticos – que costumam responder bem ao EMDR; no luto e depressão, fobias e desordem de pânico, dependência química e adicções. Ademais, tem se utilizado o EMDR para a instalação de recursos positivos, fortalecendo aquelas pessoas que trazem consigo, uma fragilidade inerente ou adquirida.
Extraído do site: EMDR Brasil
Adaptado para o Português (Portugal), por Ana Silva
AS PALAVRAS QUE ME PARECEM PERTINENTES PARA DESCREVER A REALIZAÇÃO E MANUTENÇÃO DESTE BLOG SÃO: CONHECIMENTO, REFLEXÃO, PARTILHA, CRESCIMENTO, GRATIDÃO E UM PROFUNDO DESEJO DE PODER CONTRIBUIR DE ALGUMA FORMA PARA O DESENVOLVIMENTO E QUALIDADE DE VIDA DAS PESSOAS.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
O Cancro, as Emoções e o Sistema Imunitário
Pacientes com diagnósticos e prognósticos idênticos, vivenciam o processo de doença de maneiras completamente diferentes, tendo como possíveis desfechos a cura, a doença estacionária ou a terminalidade.
Quais características ou particularidades, poderão ser determinantes no desenvolvimento e na manutenção de uma patologia, sobretudo no Cancro?
A Psiconeuroimunologia, ciência relativamente recente, tem resgatado as propostas da Psicossomática e da Psicanálise, transformando em "verdades científicas" os conhecimentos de domínio popular, sobre as relações entre doença-saúde, estados emocionais e situações de vida.
Dentro desta perspectiva, o Ser humano é visto como um sistema total integrado de mente, corpo e emoções e desse modo, o caminho para a recuperação ou manutenção da saúde deve ser percorrido entre os diversos saberes (medicina, psicologia, religião/espiritualidade, etc.)
Uma doença não é simplesmente um facto físico, diz respeito à pessoa como um todo, incluindo não apenas o corpo, mas também as emoções e a mente.
As emoções e o estado mental têm uma função importante tanto no surgimento, quanto na recuperação de qualquer doença. Todos nós participamos da nossa saúde através das nossas convicções, sentimentos e actitudes em relação à nossa vida (escolha dos alimentos, actividades físicas, sociais, de laser, etc.); a participação indica a função vital que desempenhamos na manutenção do nosso nível de saúde.
A grande maioria das pessoas acha que a "cura" de uma doença é algo que nos é "oferecido". Assim, quando diantes de um problema de saúde, a única coisa que fazem é ir ao médico e delegar a este a responsabilidade pelo restabelecimento orgânico.
A participação activa e positiva no nosso processo de saúde, pode influenciar a doença, o resultado do tratamento e a qualidade de vida.
Pensamentos e sentimentos não provocam nem curam cancro, porém são um factor dos mais importantes, para a integração harmoniosa do ser humano como um todo.
Estudos recentes vem confirmando a concepção já existente na Medicina Hipocrática de que os estados psicológicos e os distúrbios de humor podem gerar doença física.
Alguns estudos indicam uma possível relação entre o início do cancro e a vivência de situações de perda, separações e luto, ou estados de depressão, ansiedade e desesperança, além de tendência à repressão de sentimentos e afectos.
LeShan, identificou quatro componentes típicos da vida de mais de 500 pacientes oncológicos com quem trabalhou:
Juventude marcada por sentimentos de isolamento, desespero e negligência;
Forte e significativo vínculo afectivo (com alguém ou algo), onde grande quantidade de energia fora investida;
Perda desse vínculo (relacionamento ou trabalho); reacção de desespero, como se a ferida da infância tivesse sido dolorosamente reaberta;
Sentimentos de culpa, auto-reprovação e falta de esperança.
A observação clínica de médicos e cirurgiões tem indicado que pacientes mais esperançosos e optimistas frente à sua doença, parecem ter mais tempo de sobrevida e melhor evolução.
O sistema imune actua como mediador das relações do indivíduo consigo mesmo e com o meio externo, envolvendo-se na manutenção da integridade corporal, como um sistema auto-regulável e adaptativo, operando em íntima associação com o sistema nervoso e endócrino.
Existe uma ligação evidente entre o stresse e as doenças. Estudos recentes revelam o processo fisiológico através do qual as respostas emocionais ao stresse podem criar suscetibilidade as doenças, suprimindo o sistema de defesa do organismo.
É importante notar que a quantidade de stresse emocional causado por factores externos, depende da maneira como a pessoa interpreta ou lida com estes factores.
Na verdade, o precesso de adoecimento, na sua grande amplitude, está vinculado ao nosso estado mental, embora isso tenha sido desvalorizado pela influência organicista e reducionista da ciência médica.
O pensamento (emoção) é um fenômeno que ocorre simultaneamente ao nível do subsistema do corpo e ao nível do subsistema dos processos mentais. Aquilo que ao nível dos sentimentos é medo, raiva, dor, tristeza, alegria, fome - no corpo, concomitantemente, se expressa através de modificações das funções motoras, secretoras e de irrigação sanguinea. Estas alterações são coordenadas pelo eixo hipotálamo-hipófise e pelo sistema límbico.
O cancro surge como uma indicação de problemas existentes em outras áreas da vida da pessoa, agravados ou desencadeados por um período de Stresse ocorrido de 06 a 18 meses, antes do aparecimento da neoplasia.
Estudos demonstram que o paciente com cancro, reage a esses problemas e ao Stresse com um sentimento de profunda falta de esperança e de “desistência”. Essa actitude emocional, dispara um conjunto de reacções fisiológicas que suprimem as defesas naturais do corpo, tornando-o suscetível à produção de células anormais.
Quando o DNA da célula é lesado, o corpo quase sempre consegue promover o reparo desses danos, através de eficientes mecanismos de defesa do organismo. Com o passar dos anos, as alteração que não foram reparadas, vão se acumulando e eventualmente o organismo pode “perder o controlo” sobre a reprodução desta célula. Uma célula “mutada”, alterada, não obedece mais aos sinais internos. Desse modo, passa a agir "independentemente" ao invés de "cooperativamente".
A formação do cancro, em geral, dá-se lentamente, podendo levar vários anos para que uma célula cancerosa se prolifere e dê origem a um tumor visível.
A formação do cancro, em geral, dá-se lentamente, podendo levar vários anos para que uma célula cancerosa se prolifere e dê origem a um tumor visível.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, apenas 1% dos cancros são de origem hereditária, 16% são atribuidos a agentes infecciosos e 80 a 90% sofrem envolvimento dos agentes ambientais (compostos químicos, tabagismo, ingestão de álcool, dieta alimentar, infecções parasitárias, etc.
Assim sendo é de suma importância uma reflecção acerca das nossas actitudes, sejam elas físicas ou emocionais. Uma vida harmoniosa não significa ausência de problemas, mas sim a capacidade de superá-los de maneira eficiente, adaptativa, com uma postura positiva e assima de tudo activa!
Não hesite em procurar ajuda!
Não hesite em procurar ajuda!
sábado, 23 de abril de 2011
Conflitos conjugais e desemprego são grandes causas de depressão
A mulher tem mais facilidade em expressar as emoções e até reconhece quando precisa de ajuda. Esse é um dos factores que explica que haja mais mulheres do que homens com depressão diagnosticada.
As alterações hormonais típicas da menstruação, do período pós-parto e da menopausa também contribuem para a aparente maior incidência da doença nas mulheres. «Nos homens há mais resistência para procurar acompanhamento».
Mas a razão pela qual a depressão atinge uns e não outros em semelhantes situações de fragilidade não é clara. No entanto, sabe-se que os seus principais desencadeadores são uma predisposição genética e situações de stresse psicosocial – como conflitos conjugais ou desemprego.
O estado de «vulnerabilidade constante é uma espécie de pólvora, se ninguém lhe encostar um fósforo, esta não arde».
Apesar de os sintomas mais conhecidos serem a tristeza, sensação de vazio, desânimo e diminuição dos campos de interesse, para muitos doentes a depressão traduz-se de forma física – alterações nos padrões de sono, cansaço
constante e até dor.
Diagnóstico só após cinco anos
De acordo com o primeiro estudo nacional de saúde mental apresentado no
ano de 2010, o diagnóstico só é feito, em média, cinco anos após os primeiros
sintomas. Uma das razões para este atraso é o estigma que ainda existe, associado às doenças mentais e que pode provocar muitas vezes, a desvalorização dos sinais de uma crise.
O conhecimento atempado da depressão tem influência no resultado do tratamento: «Quanto mais tempo o doente demora até um correcto diagnóstico, mais díficil é a remissão ou a cura e mais custos sociais serão esperados».
Porém é importante distinguir «os estados de tristeza pontuais reactivos a uma situação adversa» dos episódios depressivos. «Esta é uma doença que se traduz num conjunto de sintomas que se manifestam num período alargado de tempo».
"Não desvalorize estes sintomas; procure um médico ou psicólogo especializado"
Parte deste texto foi extraído do site "A Depressão Dói"
As alterações hormonais típicas da menstruação, do período pós-parto e da menopausa também contribuem para a aparente maior incidência da doença nas mulheres. «Nos homens há mais resistência para procurar acompanhamento».
Mas a razão pela qual a depressão atinge uns e não outros em semelhantes situações de fragilidade não é clara. No entanto, sabe-se que os seus principais desencadeadores são uma predisposição genética e situações de stresse psicosocial – como conflitos conjugais ou desemprego.
O estado de «vulnerabilidade constante é uma espécie de pólvora, se ninguém lhe encostar um fósforo, esta não arde».
Apesar de os sintomas mais conhecidos serem a tristeza, sensação de vazio, desânimo e diminuição dos campos de interesse, para muitos doentes a depressão traduz-se de forma física – alterações nos padrões de sono, cansaço
constante e até dor.
Diagnóstico só após cinco anos
De acordo com o primeiro estudo nacional de saúde mental apresentado no
ano de 2010, o diagnóstico só é feito, em média, cinco anos após os primeiros
sintomas. Uma das razões para este atraso é o estigma que ainda existe, associado às doenças mentais e que pode provocar muitas vezes, a desvalorização dos sinais de uma crise.
O conhecimento atempado da depressão tem influência no resultado do tratamento: «Quanto mais tempo o doente demora até um correcto diagnóstico, mais díficil é a remissão ou a cura e mais custos sociais serão esperados».
Porém é importante distinguir «os estados de tristeza pontuais reactivos a uma situação adversa» dos episódios depressivos. «Esta é uma doença que se traduz num conjunto de sintomas que se manifestam num período alargado de tempo».
"Não desvalorize estes sintomas; procure um médico ou psicólogo especializado"
Parte deste texto foi extraído do site "A Depressão Dói"
PERTURBAÇÃO DO DESEJO SEXUAL HIPOACTIVO
Embora se verifique uma maior incidência deste problema na população feminina, a prática clínica tem vindo a demonstrar um crescente aumento da procura de ajuda por parte da população masculina.
A Perturbação do Desejo Sexual Hipoactivo consiste na diminuição, ou mesmo na ausência, de fantasias e pensamentos sexuais, desejo de se envolver sexualmente com o outro, ou não se sentir de todo disponível para esse envolvimento, sendo causa de grande sofrimento e mal-estar individual e no casal.
Veja o seguinte cenário… o filme repete-se vezes sem conta: Está com o seu parceiro em casa, sozinhos, num ambiente tranquilo e descontraído de final de dia, e ele procura-a na tentativa de se envolverem sexualmente. A última coisa que lhe apetece fazer naquele momento é sexo, nem sequer está a pensar nisso, no entanto tem-lhe vindo a dizer que não nas ultimas tentativas, e tem de decidir o que fazer naquele instante. Se por um lado pode voltar a dizer-lhe “hoje não me apetece”, por outro, pensa que pode “fazer o frete” e ele não a volta a procurar tão depressa. Mas sabe à partida que qualquer das escolhas acaba por ter consequências negativas no vosso relacionamento intimo e na vida de casal, criando anseios, decepções e frustrações que conduzem a conflitos maiores no dia-a-dia em família.
As pessoas com este problema podem chegar ao limite de evitar todo o envolvimento com o parceiro, não lhe tolerando beijos, abraços ou qualquer troca de carícias, com receio de lhe estar a dar esperanças quanto ao poderem vir a ter relações sexuais.
Ao recusarem sucessivamente este envolvimento, sentem que estão a criar um fosso afectivo cada vez maior, mas ao envolverem-se contrariadamente, também não se conseguem entregar e retirar prazer dessa experiência. Uma grande insatisfação acaba por ser sentida de ambas as formas, e ela acaba também por ser vivida pelo parceiro.
A pressão é naturalmente intensa e a resolução do problema parece difícil de atingir...
Não hesite em procurar ajuda! Identificar possíveis causas e aprender novas formas de "Ser" e "Estar" com o outro, podem ser úteis para viver novas experiências, mais positivas e plenas, no contexto de um novo repertório.
Texto extraído do site "Oficina de Psicologia"
A Depressão Doi
Causas
Há várias teorias explicativas para o aparecimento da depressão mas, apesar
da investigação desenvolvida, persistem dúvidas relativamente à origem.
Actualmente, a depressão é referida como uma doença multifactorial, ou seja,
com várias causas envolvidas no seu aparecimento.
Algumas teorias referem uma explicação genética e estudos feitos com gémeos
monozigóticos, corroboram a existência de uma tendência familiar. No entanto, não é claro como é feita esta transmissão.
São igualmente importantes as causas físicas, como o desequilíbrio hormonal,
certas patologias (neurológicas, infecciosas ou oncológicas) ou alguns medicamentos, que têm como efeitos depressões secundárias.
Outras, denominadas psicodinâmicas, dão maior importância às relações dos
doentes com o meio e, em particular, com os pais/educadores ao longo do seu
desenvolvimento.
Os factores sociais, por outro lado, como a vulnerabilidade das classes sociais
baixas, as relações interpessoais pobres, o desemprego, uma perda familiar
importante ou um acontecimento traumático, podem também estar na sua
origem.
A investigação proporcionou um conhecimento vasto das alterações
morfológicas e do funcionamento do cérebro do doente deprimido. São estes
desequilíbrios que estão na base do tratamento farmacológico actual, com
antidepressivos.
Hoje, sabe‐se que as principais moléculas em causa no cérebro depressivo
são os seguintes neurotransmissores; serotonina, noradrenalia e dopamina.
É a falta destes neurotransmissores que origina o quadro de depressão.
Os neurotransmisores permitem a comunicação entre as principais células
nervosas (os neurónios). A diminuição da disponibilidade destas substâncias,
faz com que o cérebro funcione de forma “mais lenta”.
O tratamento com antidepressivos, seguido de acordo com a prescrição do
médico, aumenta a disponibilidade dos neurotransmissores, para que voltem
aos seus níveis normais.
Sintomas
Não existe um quadro padrão de sintomas para a depressão, mas sim sinais
recorrentes que podem indiciar a doença.
A depressão não se manifesta da mesma forma de pessoa para pessoa.
Se, em alguns casos, são mais evidentes os sintomas emocionais de tristeza,
desânimo e falta de interesse, noutros doentes a depressão manifesta‐se
sobretudo de forma física, com dor, alterações no sono, falta de energia e
fadiga.
Há várias teorias explicativas para o aparecimento da depressão mas, apesar
da investigação desenvolvida, persistem dúvidas relativamente à origem.
Actualmente, a depressão é referida como uma doença multifactorial, ou seja,
com várias causas envolvidas no seu aparecimento.
Algumas teorias referem uma explicação genética e estudos feitos com gémeos
monozigóticos, corroboram a existência de uma tendência familiar. No entanto, não é claro como é feita esta transmissão.
São igualmente importantes as causas físicas, como o desequilíbrio hormonal,
certas patologias (neurológicas, infecciosas ou oncológicas) ou alguns medicamentos, que têm como efeitos depressões secundárias.
Outras, denominadas psicodinâmicas, dão maior importância às relações dos
doentes com o meio e, em particular, com os pais/educadores ao longo do seu
desenvolvimento.
Os factores sociais, por outro lado, como a vulnerabilidade das classes sociais
baixas, as relações interpessoais pobres, o desemprego, uma perda familiar
importante ou um acontecimento traumático, podem também estar na sua
origem.
A investigação proporcionou um conhecimento vasto das alterações
morfológicas e do funcionamento do cérebro do doente deprimido. São estes
desequilíbrios que estão na base do tratamento farmacológico actual, com
antidepressivos.
Hoje, sabe‐se que as principais moléculas em causa no cérebro depressivo
são os seguintes neurotransmissores; serotonina, noradrenalia e dopamina.
É a falta destes neurotransmissores que origina o quadro de depressão.
Os neurotransmisores permitem a comunicação entre as principais células
nervosas (os neurónios). A diminuição da disponibilidade destas substâncias,
faz com que o cérebro funcione de forma “mais lenta”.
O tratamento com antidepressivos, seguido de acordo com a prescrição do
médico, aumenta a disponibilidade dos neurotransmissores, para que voltem
aos seus níveis normais.
Sintomas
Não existe um quadro padrão de sintomas para a depressão, mas sim sinais
recorrentes que podem indiciar a doença.
A depressão não se manifesta da mesma forma de pessoa para pessoa.
Se, em alguns casos, são mais evidentes os sintomas emocionais de tristeza,
desânimo e falta de interesse, noutros doentes a depressão manifesta‐se
sobretudo de forma física, com dor, alterações no sono, falta de energia e
fadiga.
Os principais sintomas emocionais incluem tristeza, perda ou diminuição do
prazer ou interesse nas actividades que anteriormente fazia com gosto,
sentimentos de desvalorização e culpa, pensamentos recorrentes sobre a
morte;
Os sintomas geralmente associados ao quadro depressivo, manifestam-se
principalmente através da "cisma", irritabilidade, choro fácil, ansiedade
generalizada e fobias;
Já os sintomas físicos caracterizam-se pela falta de energia, dificuldade de
concentração, alterações no apetite (diminuição ou almento), apatia sexual,
insónia ou sonolência excessiva, dores (de cabeça, nas costas, nos ombros
ou generalizada).
Em média 65% das pessoas deprimidas apresentam sintomas físicos
dolorosos. A dor física, sobretudo quando persistente, sem responder ao
tratamento analgésico, deve ser investigada de perto pelo médico assistente.
Quando uma pessoa apresenta um conjunto destes sintomas e estes
interferem de forma importante com a vivência quotidiana, é
fundamental consultar um médico/psicólogo.
Tratamento
A escolha do tratamento mais adequado deve ser personalizada e feita após
uma avaliação física e mental.
Uma vez que a depressão é uma doença multifactorial, os tratamentos mais
eficazes devem incluir:
Alteração do estilo de vida: prática de exercícios físicos e alimentação
saudável, convívio com familiares e amigos, maior socialização
(participar de uma associação, clube, etc.);
Psicoterapia: promove o auto-conhecimento, a reformulação de pensamentos
pouco producentes, maior adaptação às situações da vida diária e a
descoberta de novos objectivos;
Medicação: tratamento complementar que inclui uma gama de vários
medicamentos, chamados antidepressivos;
Outros como: Acumpuctura, Massagens, Tratamento Homeopático, Meditação
e tudo aquilo que proporciona bem estar físico e emocional.
O tratamento deverá ser continuado por vários meses, mesmo depois da
melhora dos sintomas, Só desta forma evitará recaídas, quando terminar o
tratamento antidepressivo.
Extraído parcialmente do site a "Depressão Dói"
uma avaliação física e mental.
Uma vez que a depressão é uma doença multifactorial, os tratamentos mais
eficazes devem incluir:
Alteração do estilo de vida: prática de exercícios físicos e alimentação
saudável, convívio com familiares e amigos, maior socialização
(participar de uma associação, clube, etc.);
Psicoterapia: promove o auto-conhecimento, a reformulação de pensamentos
pouco producentes, maior adaptação às situações da vida diária e a
descoberta de novos objectivos;
Medicação: tratamento complementar que inclui uma gama de vários
medicamentos, chamados antidepressivos;
Outros como: Acumpuctura, Massagens, Tratamento Homeopático, Meditação
e tudo aquilo que proporciona bem estar físico e emocional.
O tratamento deverá ser continuado por vários meses, mesmo depois da
melhora dos sintomas, Só desta forma evitará recaídas, quando terminar o
tratamento antidepressivo.
Extraído parcialmente do site a "Depressão Dói"
Ansiedade Social e Fobia Social
Ansiedade social refere-se ao nervosismo ou desconforto em situações sociais, habitualmente devido ao medo que a pessoa tem de poder fazer alguma coisa que possa ser embaraçoso ou ridículo, ou na qual possa causar má impressão, ou que possa ser julgada, criticada ou avaliada negativamente por outras pessoas. Para muitas pessoas, a ansiedade social está limitada a certas situações sociais. Por exemplo, algumas pessoas ficam muito desconfortáveis em situações formais relacionadas com o trabalho, como por exemplo fazer apresentações ou reuniões, mas ficam razoavelmente confortáveis em situações mais casuais, como por exemplo em festas ou a socializar com os amigos. Outras pessoas podem reagir exactamente ao contrário; estão mais confortáveis em situações formais de trabalho do que em situações não estruturadas de encontro social. De facto, não é nada pouco habitual ouvir uma celebridade a dizer que se sente razoavelmente confortável a desempenhar o seu papel em frente a grandes audiências mas que se sente tímida e nervosa quando interage com uma pessoa ou em pequenos grupos em que a intimidade é maior.
A intensidade da ansiedade social e a extensão das situações sociais temidas variam de pessoa para pessoa. Por exemplo, algumas pessoas sentem algum receio com que lidam razoavelmente bem, enquanto outras se sentem completamente esmagadas pela intensidade do seu receio. Para algumas pessoas o receio encontra-se limitado a um única situação social (por exemplo, falar em publico), enquanto que para outras pessoas, a ansiedade social surge em quase todas as situações sociais.
A ansiedade social está relacionada com diversos factores que poderão incluir estilos e traços de personalidade (por exemplo, introversão, timidez ou perfeccionismo). As pessoas que são tímidas sentem-se frequentemente desconfortáveis em certas situações sociais, em especial aquelas situações que envolvem interagir com outras pessoas e conhecer novas pessoas. As pessoas que são introvertidas tendem a ser mais sossegadas e evitam ou retiram-se mais de situações sociais, podendo preferir estar sozinhas. No entanto, as pessoas introvertidas não são necessariamente ansiosas ou receosas quando socializam. Por último, a disposição para o perfeccionismo está associada à tendência para manter elevadas expectativas para si mesmo que são difíceis ou impossíveis de cumprir. O perfeccionismo pode conduzir a pessoa a sentir-se ansiosa em publico pelo receio que as outras pessoas reparem nas suas “falhas” e os julguem negativamente.
Como é que a Ansiedade Social pode interferir nos relacionamentos, no trabalho e na escola, e em outras actividades do dia-a-dia?
A ansiedade social pode fazer com que seja difícil para as pessoas estabelecerem e manterem relações saudáveis. Pode afectar todos os níveis de relacionamento, desde o relacionamento com estranhos e conhecidos casuais àqueles com a família e outros significativos. Para muitas pessoas, mesmo a maneira mais simples de interacção social (tal como fazer uma pequena conversa, pedir direcções, cumprimentar um vizinho) são muito difíceis. Para essas pessoas marcar encontros pode estar completamente fora de questão. A ansiedade social pode ser mais fácil de lidar junto de pessoas mais familiares, como amigos e família, mas nem sempre. Para algumas pessoas, a ansiedade pode aumentar à medida que as relações se tornam mais íntimas. A ansiedade social pode ainda interferir com as relações existentes, principalmente se o companheiro(a) de uma pessoa com ansiedade social quiser socializar com outras pessoas. A ansiedade social pode ter um impacto na escolha dos estudos e da profissão. Pode por exemplo afectar o tipo de curso a fazer na faculdade e qual o tipo de emprego que a pessoa pode aceitar. Pode ainda afectar o desempenho no trabalho e o envolvimento na escola. Praticamente qualquer actividade que envolva contacto com outras pessoas pode ser afectada pela ansiedade social.
Quando a ansiedade social se torna severa, pode conduzir para uma condição conhecida como fobia social.
Extraído do Site "Oficina de Psicologia"
Não são as Circunstâncias que Decidem a Nossa Vida
A nossa vida, como repertório de possibilidades, é magnífica, exuberante, superior a todas as históricamente conhecidas. Mas assim como o seu formato é maior, transbordou todos os caminhos, princípios, normas e ideais legados pela tradição. É mais vida que todas as vidas, e por isso mesmo mais problemática. Não pode orientar-se no pretérito. Tem de inventar o seu próprio destino.
Mas agora é preciso completar o diagnóstico. A vida, que é, antes de tudo, o que podemos ser, vida possível, é também, e por isso mesmo, decidir entre as possibilidades o que em efeito vamos ser. Circunstâncias e decisão são os dois elementos radicais de que se compõe a vida. A circunstância – as possibilidades – é o que da nossa vida nos é dado e imposto. Isso constitui o que chamamos o mundo. A vida não elege o seu mundo, mas viver é encontrar-se, imediatamente, em um mundo determinado e insubstituível: neste de agora. O nosso mundo é a dimensão de fatalidade que integra a nossa vida.
Mas esta fatalidade vital não se parece à mecânica. Não somos arremessados para a existência como a bala de um fuzil, cuja trajectória está absolutamente pré-determinada. A fatalidade em que caímos ao cair neste mundo – o mundo é sempre este, este de agora – consiste em todo o contrário. Em vez de impor-nos uma trajetória, impõe-nos várias e, consequentemente, força-nos... a eleger. Surpreendente condição a da nossa vida! Viver é sentir-se fatalmente forçado a exercitar a liberdade, a decidir o que vamos ser neste mundo. Nem mum só instante se deixa descansar a nossa actividade de decisão. Inclusivé quando desesperados nos abandonamos ao que queira vir, decidimos não decidir.
É, pois, falso dizer que na vida «decidem as circunstâncias». Pelo contrário: as circunstâncias são o dilema, sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.
Ortega y Gasset, in 'A Rebelião das Massas'
Mas agora é preciso completar o diagnóstico. A vida, que é, antes de tudo, o que podemos ser, vida possível, é também, e por isso mesmo, decidir entre as possibilidades o que em efeito vamos ser. Circunstâncias e decisão são os dois elementos radicais de que se compõe a vida. A circunstância – as possibilidades – é o que da nossa vida nos é dado e imposto. Isso constitui o que chamamos o mundo. A vida não elege o seu mundo, mas viver é encontrar-se, imediatamente, em um mundo determinado e insubstituível: neste de agora. O nosso mundo é a dimensão de fatalidade que integra a nossa vida.
Mas esta fatalidade vital não se parece à mecânica. Não somos arremessados para a existência como a bala de um fuzil, cuja trajectória está absolutamente pré-determinada. A fatalidade em que caímos ao cair neste mundo – o mundo é sempre este, este de agora – consiste em todo o contrário. Em vez de impor-nos uma trajetória, impõe-nos várias e, consequentemente, força-nos... a eleger. Surpreendente condição a da nossa vida! Viver é sentir-se fatalmente forçado a exercitar a liberdade, a decidir o que vamos ser neste mundo. Nem mum só instante se deixa descansar a nossa actividade de decisão. Inclusivé quando desesperados nos abandonamos ao que queira vir, decidimos não decidir.
É, pois, falso dizer que na vida «decidem as circunstâncias». Pelo contrário: as circunstâncias são o dilema, sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.
Ortega y Gasset, in 'A Rebelião das Massas'
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