sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A ÁGUIA QUE (QUASE) VIROU GALINHA

ERA UMA VEZ UMA ÁGUIA, QUE FOI CRIADA NUM GALINHEIRO; CRESCEU PENSANDO QUE ERA UMA GALINHA!
ERA UMA GALINHA ESTRANHA... (O QUE A FAZIA SOFRER).
QUE TRISTEZA QUANDO SE VIA REFLECTIDA NOS ESPELHOS DAS POÇAS D'ÁGUA; TÃO DIFERENTE!

O BICO ERA GRANDE DEMAIS, ADUNCO, IMPRÓPRIO PARA CATAR MILHO, COMO TODAS AS OUTRAS FAZIAM. SEUS OLHOS TINHAM UM OLHAR FEROZ, DIFERENTE DO OLHAR AMEDRONTADO DAS GALINHAS E  ERA MUITO GRANDE E ATLÉTICA!


COM CERTEZA SOFRIA DE ALGUMA DOENÇA... E ELA QUERIA UMA SÓ COISA: SER UMA GALINHA COMUM, COMO TODAS AS OUTRAS.

FAZIA UM ESFORÇO ENORME PARA ISSO - TREINAVA CISCAR COM BAMBOLEIO PRÓPRIO;
ANDAVA MEIO AGACHADA, PARA NÃO SE DESTACAR PELA ALTURA.;
TOMAVA LIÇÕES DE CACAREJO...
E O QUE MAIS QUERIA: QUE AS SUAS FEZES TIVESSEM O MESMO CHEIRO FAMILIAR E ACOLHEDOR DAS FEZES DAS GALINHAS - O SEU ERA DIFERENTE, INCONFUNDÍVEL.

ACONTECEU QUE, UM DIA, UM ALPINISTA QUE SE DIRIGIA PARA O CUME DAS MONTANHAS, PASSOU POR ALI; ALPINISTAS SÃO PESSOAS QUE GOSTARIAM DE SER ÁGUIAS!

NÃO PODENDO, FAZEM AQUILO QUE MAIS DE APROXIMA: SOBEM, A PÉS E MÃOS, ATÉ AS ALTURAS, ONDE ELAS VIVEM E VOAM. E FICAM LÁ, OLHANDO PARA BAIXO, IMAGINANDO QUE SERIA MUITO BOM SE FOSSEM ÁGUIAS E PUDESSEM VOAR.

O ALPINISTA VIU A ÁGUIA NO GALINHEIRO E SE ASSUSTOU!

- O QUE É QUE VOCÊ, ÁGUIA, ESTÁ FAZENDO NO MEIO DO GALINHEIRO? ELE PERGUNTOU.
ELA PENSOU QUE ELE ESTAVA A FAZER "TROÇA" E FICOU ABORRECIDA!

- NÃO ME FAÇAS TROÇA! ÁGUIA É A VOVOZINHA! SOU GALINHA DE CORPO E ALMA, EMBORA NÃO PAREÇA!

- GALINHA COISA NENHUMA! - REPLICOU O ALPINISTA.

- VOCÊ TEM BICO DE ÁGUIA, OLHAR DE ÁGUIA, RABO DE ÁGUIA, FEZES DE ÁGUIA... É ÁGUIA! DEVERIA ESTAR VOANDO...  E APONTOU PARA MINÚSCULOS PONTOS NEGROS NO CÉU, MUITO LONGE, ÁGUIAS QUE VOAM, PERTO DOS PICOS DAS MONTANHAS.

- DEUS ME LIVRE!! TENHO VERTIGEM DAS ALTURAS. ME DÁ TONTURAS... O MÁXIMO, PARA MIM, É O SEGUNDO DEGRAU DO POLEIRO - ELA RESPONDEU.

ASSIM FIM DE PAPO. AGARROU Á ÁGUIA E A ENFIOU DENTRO DE UM SACO. E CONTINUOU A MARCHA PARA O ALTO DAS MONTANHAS.

CHEGANDO LÁ, ESCOLHEU O ABISMO MAIS FUNDO, ABRIU O SACO E SACUDIU A ÁGUIA NO VAZIO.

ELA CAIU. ATERRORIZADA, DEBATEU-SE FURIOSAMENTE, PROCURANDO ALGO A QUE SE AGARRAR. MAS NÃO HAVIA NADA. SÓ LHE SOBRAVAM AS ASAS...

E FOI ENTÃO QUE ALGO NOVO ACONTECEU. DO FUNDO DO SEU CORPO GALINÁCEO, UMA ÁGUIA, HÁ MUITO TEMPO ADORMECIDA E ESQUECIDA, ACORDOU, SE APOSSOU DAS ASAS E, DE REPENTE, ELA VOOU...

Há homens que aparentam ser "ÁGUIAS", mas agem com visão míope de GALINHAS... Se tornam escravos de si-mesmos; são derrotados por suas próprias mazelas.

Há homens que não possuem a força e a robustêz de uma ÁGUIA; aparentemente são frágeis e incapazes como uma galinha, mas possuem VISÃO DE ÁGUIA e superam os seus próprios limites.

Pense nesta fábula e responda para si mesmo, as seguintes perguntas:
Que tipo de pessoa sou?
Que tipo de pessoa gostava de ser?
O que me impede de alcançar sar os meus objectivos?
Tenho claro quais são realmente os meus propósitos e sonhos?
Se não existisse o medo; o que mudaria na minha vida?



quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Transtorno do Pânico

A Síndrome do Pânico ou Transtorno do Pânico é um distúrbio de ansiedade, ou seja, tem como ponto de partida a ansiedade que é um estado emocional de grande apreensão, receio, expectativa de que algo ruim possa acontecer.
Estima-se que acometa entre 2% a 4% da população mundial. Afecta sobretudo jovens, entre os 25 e 35 anos, que estão na plenitude da vida pessoal e profissional.
Se não tratado adequadamente, o Transtorno do Pânico desencadeia ao longo do tempo, diversas complicações no âmbito psíquico, social, afectivo e financeiro.
Infelizmente, muitos profissionais da área de saúde, não possuem um conhecimento adequado acerca da etiologia desta doença e suas implicações, o que acarreta ainda mais prejuízos àqueles que os procuram...
O T.P é um conjunto de sintomas físicos e emocionais, que faz com que a pessoa se sinta muito frágil, indefesa e assustada, face aos sintomas que surgem inesperadamente e sem causa aparente.
Uma infinidade de exames é então solicitada, os resultados não indicam nada que justifique as queixas do paciente, que se sente cada dia mais exausto e desacreditado. Para a pessoa que sofre de T.P tudo parece sem sentido, sem nenhuma relação com sua história de vida.
O T.P parece ser um “sinalizador”, um "alerta" – que indica que devemos fazer algo pela nossa saúde física e emocional.
O trabalho com técnicas corporais actua na manutenção e restabelecimento da saúde, trazendo descontracção muscular, reequilíbrio das funções respiratórias, circulatórias entre outras. Facilita o comprometimento do paciente com o tratamento medicamentoso, promove o controle e a diminuição das crises e facilita a compreensão dos processos afectivos/emocionais envolvidos no surgimento e manutenção da doença.
Não deixe que a correria do dia-a-dia tome conta de você! Dê um sentido a sua vida e seja mais feliz!
Lembre-se: pequenas actitudes podem fazer uma grande diferença!!!

Psico-oncologia


A Psico-oncologia é a área de interface entre a Psicologia e a Oncologia.

Actualmente, sabemos que o sistema imunitário é um “sistema de relações”, ou seja, a maneira como enfrentamos os n/ problemas, o controlo ou não dos nossos sentimentos, a forma como lidamos com as adversidades e o Estresse diário, podem alterar através de mecanismos complexos, as nossas células de defesa, tornando o nosso sistema imunitário altamente vulnerável.

Sabemos que o cancro é uma doença multifactorial; diversos aspectos como ambiente, cultura, hereditariedade, aspectos emocionais, além de alguns traços de personalidade, desempenham papel fundamental no surgimento e manutenção da doença.

O Psicólogo especializado nesta área, orienta e auxilia o paciente, no sentido deste se tornar um “agente activo”, consciente e responsável pela sua saúde, motivado a enfrentar os obstáculos e as diversas etapas do tratamento e/ou reabilitação.

A Psicoterapia (tratamento psicológico), propõe ao paciente estabelecer metas, alcançar objectivos e compreender o sentido da “Saúde”, da “Doença” e muitas vezes da própria “Vida”, através da reformulação de crenças pouco producentes, que nada contribuem para aumentar a Qualidade de Vida.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Vida Assistida - Cuidados Paliativos; Direito ou Prémio de Consolação?

Nossos pacientes ainda se encontram à margem do que é preconizado pelo Ministério da Saúde: “Alivio dos sintomas; o apoio psicológico, espiritual e emocional; o apoio à família; o apoio durante o luto e a interdisciplinaridade”.
Os Cuidados Paliativos derivam do movimento “Hospice” cujo significado é “hospedagem, hospitalidade” e traduz um sentimento de acolhida. O termo hospice, refere-se a uma filosofia de tratamento, um conceito de cuidado que têm seu início histórico nos tempos antigos (séc. IV). Com a evolução da medicina e o crescimento e avanço da tecnologia em saúde, os hospitais desenvolveram-se rapidamente, tornando-se “centros de cura”. Consequentemente, o cuidado tecnológico passou a ser muito valorizado, havendo uma despreocupação relativa aos cuidados integrais.
Para combater esta situação de desamparo, alguns profissionais europeus e americanos, se destacaram na luta pela humanização do cuidado. Surge então na década de 60, uma abordagem que procura resgatar a filosofia Hospice, dando origem aos Cuidados Paliativos.
Hoje a filosofia do hospice está sendo implantada praticamente em todos os quadrantes do mundo. Desde meados dos anos 80 o movimento conta com o apoio da O.M.S, que estimulou países membros a desenvolver programas de controlo do cancro, que incluem prevenção, detecção precoce, tratamento curativo, alívio da dor e cuidados paliativos.
Os hospices historicamente privilegiavam o cuidado dos pacientes com cancro e o enfrentamento do sofrimento causado pela doença, hoje acolhem em número crescente, pacientes com SIDA e em estágios terminais de doenças respiratórias, cardíacas e renais e neurológicas.
Nosso dever como cuidadores pressupõe a utilização de todas as nossas habilidades no cuidado das pessoas, no sentido de aliviar seu sofrimento, assisti-las no aprimoramento de sua qualidade de vida e concentração no viver, antes que no morrer.
O foco central do cuidado, que norteia todas as acções é a experiência da pessoa e de sua família, de viver com uma doença incurável e o processo do morrer.
Paliativo Palavra de origem latina (pallium), que significa manto, coberta. Diz-se daquilo que tem a qualidade de acalmar temporariamente um sinal, uma dor; nasce a Medicina Paliativa – estudo e controlo de pacientes com doença activa e progressiva, em fase avançada, para os quais o prognóstico é limitado e o foco dos cuidados é a qualidade de vida.


domingo, 20 de fevereiro de 2011

Acompanhamento no Luto

Todas as situações de “luto” são pesarosas e envolvem uma vasta gama de sentimentos, muitas vezes ambíguos (temor, indignação, resistência, culpa, raiva, tristeza, entre outros…).
O luto pela perda de uma pessoa amada é uma experiência universal, no entanto é ao mesmo tempo, a circunstância mais desorganizadora e assustadora que um ser humano pode vivenciar.
O sentido dado à vida é repensado, as relações são redefinidas a partir de uma avaliação de seu significado, a identidade pessoal se transforma. Nada mais será como costumava ser…
E ainda assim, há vida no luto; há esperança de transformação, de recomeço…
Porque há um tempo de chegar e um tempo de partir… A vida é feita de pequenos e grandes lutos. Através deles, nos damos conta da nossa condição de Ser mortal, porque somos “humanos”.
O acompanhamento psicológico auxilia o enlutado no processo de busca por si mesmo (sem o outro). Propicia um “espaço” de “escuta e acolhimento”, onde o luto possa ser vivido em plenitude e a dor re-significada, dentro do “tempo” de cada indivíduo.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Desenvolvimento Pessoal e Qualidade de Vida

Considerando o cenário actual de mudanças aceleradas e constantes, aliado às demandas de ordem econômica, concorrência acirrada e abertura do mercado, torna-se um desafio para as organizações integrar o “rendimento dos negócios” com o “desenvolvimento das pessoas”.

Por outro lado, a velocidade com que estas mudanças vêm acontecendo exige do ser humano uma maior flexibilidade e uma ampla capacidade adaptativa o que muitas vezes, pode levá-lo a situações de tensão e pressão intensas.

Como conseqüência, o que se têm observado junto aos órgãos de saúde é uma elevação das estatísticas de queixas médicas associadas directamente ao Stresse: problemas estomacais, enxaquecas, depressão, tensão constante, distúrbio do Pânico, dificuldades para relaxar, insônia, crises nervosas, hipertensão, etc.

Vale ressaltar que esses problemas influenciam directamente o rendimento profissional, trazendo prejuízos para as empresas; desde o aumento das despesas médicas e absentismo, até a queda da produtividade e sub-utilização de talentos, competências e potenciais.

Justifica-se portanto, com o exposto, a importância de se investir em programas preventivos e qualidade de vida - Infelizmente, a maioria da organizações ainda não possuem um programa que vise a saúde física e emocional dos seus colaboradores - assim, cabe a cada um de nós, a busca por uma vida mais saudável e satisfatória.


A psicoterapia pode ser um caminho; através de um acompanhamento profissionalizado, a pessoa terá a oportunidade de aprender a gerenciar o Estresse a seu favor, harmonizar suas emoções, desenvolver sua capacidade de auto-motivação, controle de impulsos e ansiedades, além de ampliar suas habilidades de relacionamento interpessoal.

Hoje, mais do que nunca, as empresas necessitam de profissionais comprometidos, flexíveis, dinâmicos, pró-activos e auto-dirigidos. Pense nisto; invista em você!!!


Reflexões acerca da pessoa do terapeuta

Características do conselheiro eficiente.

Os psicólogos eficientes...

-    São hábeis em levar a extroversão;
-    Inspiram sentimentos de segurança, credibilidade e confiança nas pessoas a quem atendem;
-    São capazes de introversão (refletem muito sobre suas ações, sentimentos, compromissos de valor e motivações), extroversão e domínio da ansiedade;
-    Transmitem interesse e respeito pelas pessoas;
-    Gostam de si mesmos, respeitam-se e não usam as pessoas a quem atendem, para satisfazer suas próprias necessidades;
-    Possuem conhecimentos específicos em alguma área, que será de especial valor para a pessoa a quem está a ajudar;
-    Procuram compreender o comportamento das pessoas, sem impor julgamentos de valor;
-    São capazes de pensar em termos de sistemas – conhecem os diversos sistemas sociais de que um cliente é parte, sabem como ele é afectado pelos mesmos e como, por sua vez, os influencia;
-    São contemporâneos e têm uma visão global dos acontecimentos humanos, compreensão em profundidade das preocupações sociais actuais e consciência de como esses factos afectam as concepções dos clientes;
-    São capazes de identificar padrões de comportamento contraproducentes e procuram ajudar as pessoas a substituí-los por padrões mais gratificantes;
-    Conseguem ajudar o outro a olhar para si mesmo e a responder não-defensivamente a pergunta: Quem Sou Eu?

Texto completo: PATTERSON/EISENBERG – O processo de Aconselhamento; Martins Fontes, 1988.

Diante das adversidades do dia a dia, desiludidas com as promessas de um mundo social, econômico e politicamente mais rico em termos de comunidade, as pessoas estão buscando pessoalmente, estar bem consigo mesmas. A Psicoterapia deixa de ser algo destinado às pessoas ditas doentes e passa a ser uma opção de todos que desejam criar um ambiente em volta de si, onde possam realizar-se como pessoa.

Embora a psicoterapia vise diretamente à pessoa do cliente, é imprescindível uma reflexão adequada acerca da pessoa do terapeuta, pois este é mais importante como indivíduo, que o método ou sistema que utiliza. É mais significativo o que faz, transmite e vive, que as técnicas ou a visão filosófica em que se fundamenta.
                                       
                                                                                   Ribeiro, Jorge P.
Teorias e técnicas Psicoterápicas Petrópolis: Ed. Vozes, 1986

O resultado e a eficiência da psicoterapia dependerão muito da grandeza e amplidão da personalidade do psicoterapeuta. Este deverá ter resolvido satisfatoriamente seu narcisismo, seu complexo de onipotência, ter consciência de suas limitações, pois é através da consciência clara de si mesmo que entrará em contato com o mundo desconhecido do outro.

O Processo psicoterápico deve levar o homem à liberdade de pensar os próprios pensamentos, de fazer opções coerentes, de escolher seu próprio caminho, ainda que este seja cheio de dor. A função da Psicoterapia é desenvolver no homem suas potencialidades, de modo a ampliar, cada vez mais, seus próprios limites, suas próprias fronteiras. É um processo de tomada de posse de si mesmo.

O Psicoterapeuta, qualquer que seja a técnica ou abordagem teórica que adote, é um agente de relações e transformações humanas, que se propõe a auxiliar o outro. Estar seguro em si mesmo é mais do que lidar com as próprias dificuldades de maneira coerente. É estar pronto para dar suporte e apoiar as iniciativas de mudança do cliente, sem misturar-se a ele. É sentir que conquistou uma liberdade interna através da qual se expressa no mundo de forma espontânea e criativa, permitindo que também os outros o possam fazer, com o mesmo grau de segurança.